sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Como explicar que você não quer ir a uma festa pelo simples fato de que os convidados presentes são meros conhecidos, que eu não dou um "bom dia" o ano inteiro? E que provavelmente terei que socializar com eles, mas isso é péssimo pra mim. 

Não sei se ando muito depressiva ou seu paciência pro mundo, ou sem vontade pra ele...sei lá! Mas, hoje tinha uma festa lindíssima e mais do que esperada pra ir. E só de pensar em ficar sentada numa mesa com um bando de "conhecidos", ou ficar largada na mesa enquanto meus pais iriam circular, já que conhecem todos os presentes! Me sinto com 5 anos de idade numa festa para adultos!

Pior de tudo é ouvir o recado antecipado da mãe da aniversariante: avisa pra Bruna ir preparada porque só vai ter gente da área de Petróleo lá!!! Como assim??? É festa ou caça dotes? Não entendi!!! É o cúmulo do absurdo sua vizinha que não te conhece querer te desencalhar! Muita vergonha e um motivo a mais para não sair de casa!!!

Tentei explicar pra minha mãe o motivo de não querer ir e ouvi um simples: como pode ser tão antipática? Fiquei quieta! Me recolhi à minha antipatia!!!

E vou dormir logo para não ter que ouvir o quanto a festa foi boa, como perdi a festa do ano e bla, bla bla!

"Muitos temores nascem
Do cansaço e da solidão"

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Não leve o coração para o trabalho!

O título pode parecer cruel, mas descobri que é necessário não levar o coração para o trabalho. No curto período de Distrito 05, levei meu coração e minhas emoções a tira colo e só me lasquei!
 
Ouvi julgamentos e sentenças que achei más e desnecessárias! Pensei o quanto as pessoas são insensíveis e julgam pelos pequenos erros! Ignorei o conhecimento daqueles que são experientes e já passaram por momentos péssimos e sabem o que dizem!

E passei esses dias todos levando o meu comigo só por maldade! Para estar ansioso, sofrendo pelos outros, por antecipação e triste pelo futuro daqueles que estavam c*¨%$#& e andando para o próprio destino!

Agora a lição foi aprendida! Quando saio de casa o coração fica e a razão vai no seu lugar! As boas oportunidade e as chances é pra quem conquista por méritos e não por historinhas tristes!

 

sábado, 13 de outubro de 2012

Trabalho, trabalho e mais trabalho!!!!

Após dois meses e treze dias voltei para contar como andam as coisas na nova casa! Nem sei ao certo por onde começar!  Bem, como disse no post do dia 01/08 mudanças nem sempre são fáceis, muito menos para uma pessoa insegura como eu. Não fazia ideia do que me esperava no Distrito 05. 

Cheguei bastante cautelosa, não é fácil chegar para gerenciar uma equipe que não conhece, mesmo recebendo um relatório completo de cada um!

Custei a acreditar nas descrições que recebi, ainda tenho um olhar, apesar de bastante crítico, inocente sobre as pessoas. Na maioria das vezes, acabo acreditando na boa índole, quando na verdade a pessoa não passa de um traste!

Nas primeiras semanas foi tudo maravilhoso, tudo parecia perfeito! Acabei cedendo mais que o necessário, me mostrando prestativa e compreensiva a todas as solicitações que me faziam! O "não", não fez parte do meu vocabulário. E isso me custou caro! Custou dias de quadros apertadíssimos! Dias trabalhando em áreas onde deveria estar apenas coordenando! E serviu principalmente para abrir meus olhos de que se não estiver atenta vou acabar trabalhando para os funcionários e não para a empresa!

Agora que se passaram 73 dias na casa nova já tenho outro olhar, uma nova perspectiva sobre o novo distrito! Já tenho toda equipe separada em quem vale a pena investir e quem não vale. Um coisa é fato: há chance para todos, cabe a cada um reconhecê-la e agarrá-la. 

Hoje já consigo organizar melhor meus dias, controlar tudo o que se passa naquele lugar, em termos de 
controles gerenciais. Trabalhar em uma filial menor e com a equipe gerencial homogênea que recebi, me possibilitou gerenciar de fato!

Conseguimos liquidar o ponto crítico da equipe que eram os comentários e fofocas existentes! Alcançamos as metas de vendas e conseguimos motivar aqueles que já estavam um tanto desacreditados do trabalho!

Os desafios são diários e nosso maior problema é sempre interno! Os clientes do Distrito 05 são ótimos, apesar do que me passaram anteriormente que eram problemáticos, eu dou Graças por não ter nenhum "estresse"!

No balanço geral dos dois meses posso resumir tudo como: Muito cansada, porém animada com os resultados! É muito estimulante ver que a missão dada foi cumprida! Não diretamente por mim, mas por aqueles que coordeno!

Que venha a estreia do filme Amanhecer - Parte 2 e tudo que um grande blockbuster reserva!!!

domingo, 5 de agosto de 2012

"O inferno são os outros" #fato

Gosto das pessoas de graça e não gosto pelo mesmo motivo! Sou assim.  

E acredito nas pessoas que gosto, confio cegamente. Infelizmente eu sou assim! Acredito na confiança como ponto essencial para qualquer relação de amizade. Não me rotulo "amigo" de ninguém, até que seja coroada, não por mim, mas pelo que recebe minha amizade. Independente disso, sou leal com quem eu julgo merecer minha lealdade.

Já me colocaram um título sem eu me sentir "a amiga" a ponto de ficar confusa só por ser citada como tal. Já tive momentos nada louváveis diante de "amigos mui amigos". Mas, quem não teve? Tenho cara de santa, mas já cruzei os dedos em pensamento ao ter que proferir certas ¹/² verdades. Tá bom, já menti descaradamente só para não me dar o trabalho de me explicar. Poxa, é que as vezes você só quer fazer suas burradas em paz, sem platéia e sem molas para te impulsionar do fundo do poço que logo virá.

Já cobri muitos amigos a ponto de nos salvarmos de enrascadas por pura sorte, mágica ou "transmimento de pensação", sei lá! E são esses que trago comigo até hoje.Já tive amizades  muito intensas e passageiras, porém marcantes. Uau, posso fazer uma lista...mas foram levadas com o tempo, esquecidas em um histórico qualquer e/ou deixaram de existir quando mudei de "comunicador instantâneo".

E ainda tem outros que deixei pelo caminho, também fui deixada por um bocado de gente! Acontece. Sem mágoas!A verdade é que nem todo mundo "gera saudade".


A solidão quem me ensinou a ser mais forte
E a qualquer lugar eu vou sem medo

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

É tudo novo de novo!

Não gosto de despedidas, mesmo quando se trata de uma saída boa. Porém, hoje foi o dia da minha despedida da filial onde trabalhei por dois anos e com mais de 150 pessoas diferentes ao logo desse tempo. 

Foi ali que aprendi a aceitar a alta rotatividade e até a me acostumar com ela! Também aprendi tudo o que sei sobre a área operacional, com a antiga equipe e uma boa parte com a atual. A filial 02 (para não citar nomes) é a mais movimentada de clientes e funcionários! É o lugar que ferve, onde tudo acontece e ao mesmo tempo! É preciso garra e uma cabeça boa para não pirar! Tudo acontece no "distrito 02"! Mas, como tudo é uma questão de costume, eu me acostumei àquela loucura, me adaptei a pescar os problemas no ar, a entender, a sacar as zicas de sistemas, a fazer manobras, tolerar inconvenientes do ambiente e tantas outras coisas!

Não posso dizer que foi de todo mau, estaria mentindo se o fizesse! Nos últimos tempos me adaptei tão bem que fiquei surpresa comigo! Confesso que levo tempo para aceitar algumas coisas, mas uma vez que aceito, faço o melhor! Aliás, sempre ofereço o meu melhor, quer seja no trabalho ou não. Nunca fui dada ao "mais ou menos"! Se é para fazer, que seja com excelência, que seja o seu melhor, dentro da sua gama de conhecimentos!! Insisto que o não sei é a arma do preguiçoso! E em alguns casos, como puder ver é a arma dos que querem fugir da exploração (em alguns casos raros rsrss).

Enfim, hoje foi o dia de ganhar festinha de despedida surpresa, e ao mesmo tempo congratular com aqueles que nos querem bem! Foi o dia de dar uma "banda" nos que sorrateiramente tentam dar uma "picada de cobra"!

Me senti a toda boa e imensamente feliz por saber que fiz a diferença para a grande maioria e que serei lembrada, na maior parte por coisas boas! Foi realmente muito bom estar no distrito 02, mas o 05 me esperar e é pra lá que eu vou!!!



 A despedida não é o fim, pelo contrário, é o começo de uma nova aventura.
(Autor Desconhecido)


 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Passou...

Fotografia by Leoni on Grooveshark

Não dá para viver de passado, isso eu já sei.  E o que ficou para trás, não pode ser mudado, nem revivido, alterado ou julgado novamente. Passou, já foi, deixa pra lá!


A saudade está aí para quem quiser sentir e os momentos nostálgicos também! Eles sempre surgem coladinhos com os pensamentos "do ontem"! Infelizmente o ontem não nos pertence mais, assim como o amanhã ainda não está em nossas mãos!


As lembranças são bem vindas quando produtivas, mesmo que tristes por ora, mas não melancólicas. Apenas lembranças. Não para reviver a dor. Apenas para saber que existiram aqueles tais momentos.


...

domingo, 22 de julho de 2012

Inveja é para os fracos!

Titanium (Feat. Sia) by David Guetta & Sia on Grooveshark

Esses dias em meio a tantas mudanças, ralação e relações com pessoas que não fazem nada menos do que atrapalhar estive pensando sobre a maldita da inveja.  Nunca fui de rotular qualquer ato como invejoso, simplesmente por achar que o que eu posso fazer e/ou conseguir é totalmente possível para qualquer um! Conheço "n" pessoas que intitulam qualquer crítica ou comentário como inveja alheia, quando na verdade não o é! E até por isso, raramente ousei dizer a mesma coisa.

Segundo o dicionário, inveja é "Sentimento de cobiça à vista da felicidade, da superioridade de outrem: ter inveja de alguém.f. Tristeza ou desgosto pela prosperidade ou fortuna alheia. Desejo excessivo de possuir exclusivamente o bem de outrem". Acho que por isso nunca fui de invejar, é claro que podemos desejar algo igual ou parecido ao de alguém quando percebemos que aquilo é bom, mas não é tolerável querer o que não é nosso!

Enquanto pensava sobre isso, me ocorreu que eu nunca saberei diferenciar uma atitude invejosa por trás de sorrisos e tapinhas nas costas, a menos que eu já não seja muito tolerante com a pessoa que o faça. E também não aceito viver neurótica analisando tudo e todos, mas já descobri que é possível sentir isso emanando de algumas pessoas.

Pessoas essas que não são capazes de se alegrar com os que se alegram, de congratular a vitória alheia, que são capazes de ensinar errado, camuflar, manipular e maquiar dados e resultados a seu favor. Pessoas que poderiam simplesmente para fazer o melhor e ser o "the best" naquilo que faz. Mas o idiota se concentra em usar suas forças e pouco de inteligência para o que não serve!

Sempre tive um lema quanto ao trabalho: "faça o que tem que ser feito e com o melhor da sua capacidade"! É tão simples! Cedo ou tarde, sempre dá certo. Hoje posso dizer que deu certo mais uma vez pra mim, acertei um alvo que não mirei, mais uma vez! Alcancei o que meu coração não desejou no seu íntimo, mas que agora é o melhor que posso ter!

Sinto muito, mas ninguém, invejoso ou não, vai me parar!

*Faltam menos de 10 dias para a coroação! Dedos cruzados e disposição para aprender e ajudar uma nova equipe!








quarta-feira, 18 de julho de 2012

A "Chefa"

Por muito tempo eu só quis ser adulta! Queria tomar atitudes por mim mesma, ser dona de mil decisões, ditar as regras! E agora eu só quero correr de tudo isso.

Passei a adolescência querendo "mandar na minha vida". E hoje eu só queria algumas ordem para seguir e alguém para culpar quando desse tudo errado!


É trágico, mas ainda não descobri como ser adulta, tomar decisões, ditar regras, e ter atitudes que podem mudar, não só o meu caminho, mas o de outros! Isso é pesado demais pra mim! Apesar de ser uma mandona de carteirinha, só acho graça quando não é pra valer! 

Quanto tempo levamos para crescer, ter uma identidade, um caráter definido, uma marca que nos defina?

(...)
-----------
O texto acima estava rascunhado há meses aqui no blog! E de repente fui chamada à realidade da vida adulta de forma bastante direta! Na verdade, fui chamada à responsabilidade, essa que é a verdade!

Aceitei e estou aí para o que der e vier! Não posso dizer que estou pronta, há tantas coisas a aprender, uma máscara a vestir e um pulso um pouco mais firme para treinar! Ser a "chefa" me dá medo, mas não sou de fugir de nada, muito menos de um desafio!


Já pensei tanto sobre isso, escrevi mil parágrafos na memória, agora não me resta nada além de aguardar os resultados dessa nova etapa! Esperando ansiosamente para passar de "chefa" a líder!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Operação Madrinha - O Casamento

Fiquei de voltar para maiores notícias e não apareci! Que furo, tudo bem...

Na postagem anterior eu apenas sabia do casório. Desde então fiquei só a fomentar o evento futuro. Fui com a noiva escolher o modelito feito especialmente pra ela. Mas não pude acompanhar outras coisas, aliás nem ela conseguiu estar presente nas escolhas! Foi tão corrido! Sorte que sua mãe estava à frente da organização.

Pra mim só faltava definir um caso: COM QUE ROUPA EU VOU? CABELO? MAKE? SAPATO? COMO?????

Já tinha uma idéia de como iria, mas não achava nada que me agradasse. Na semana do casamento resolvi comprar o vestido! Já havia experimentado um rosê frente única lindo que gostei muito. Mas, acabei (não sei onde estava com a cabeça) comprando outro lilás, e fiquei muito infeliz com a escolha! Totalmente arrependida, até tentei devolver e não consegui! Isso foi uma crise pra mim. Mas...era por um bem maior! Então ficou vestido lilás e todos o restante prata, dos sapatos aos acessórios. Foi muita correria! Ainda foi preciso alguns ajustes no vestido e só peguei no dia do evento.

Comecei a me arrumar mega cedo, pois sabia que o trabalho seria árduo, já que resolvi fazer tudo sozinha!  Por volta das 17h já estava prontinha!

Chegamos dentro do horário a igreja e logo achei o noivo meio zureta na entrada e alguns conhecidos! De cara já recebi a notícia de que meu par de padrinho não poderia ir, por motivos de saúde da sua mãe. Muito triste,ela é super gente boa! Não me preocupei com par ou coisa assim, mas com o fato do padrinho mais que especial não estar presente por um motivo realmente sério! Logo fui informada pela mãe da noiva que eu "ganharia" outro par.

Encontrei uma "velha" amiga que é prima da noiva e que me salvou do nervosismo e ficamos por ali relembrando mil histórias e rindo horrores! Não sei se ria de saudade ou nervosismo, mas a segurei ali até começar tudo!

O grande dia chegou mais rápido que o esperado, quando vi já estávamos lá, na porta da igreja e já era a hora. Encontrei com meu par basicamente na hora de entrar, mas ele também já era conhecido e quanto a isso prefiro não entrar em detalhes! Enfim, entramos, estava tudo lindo ao som de música ao vivo voz e violão que deixa tudo muito mais romântico! Mas, o grande momento foi a entrada dela, a noiva!

Gente...quando as portas se abriram eu só chorava! Meus olhos se enchem só de lembrar! Minha amiga, estava ali caminhando para nova fase da sua vida! É um filme inteiro, histórias, lembranças, risadas, tudo ali! Que emoção! E eu mais que prevenida com lenços em mãos tratei de segurar as lagriminhas que insistiam em cair! A cerimônia foi rápida, direta e emocionante!

A festa estava linda! Pena que como em quase todas as festas os noivos são os que menos aproveitam! Estava tudo demais! Espero poder lembrar junto com eles daqui muito anos tudo isso e poder contar para seus filhos como tudo aconteceu!

Felicidades para eles!                

sábado, 31 de março de 2012

Operação Madrinha de Casamento!

Gente, minha melhor amiga, a de longa data, de todas as ciladas e alegrias vai se casar!!!! 

E eu não poderia deixar de ser a madrinha de casamento dela! E dele também! Aliás eu poderia ser dama de honra, poderia levar as alianças ou algo assim! (brincadeira)! Estou empolgada e feliz demais com esse casório! Já explico o motivo!

Há alguns anos atrás, fui convidada para um evento (concurso) de rock (nunca fui fã) onde a banda de um super amigo iria tocar! Bem, fui pelo amigo e não pela música! Como não iria chegar àquele lugar sozinha, chamei Ale pra ir junto, e ela sempre gostou um pouco mais de rock do que eu. 

Não satisfeita em levar Ale para o fogo comigo, chamei mais um amigo, esse sim rock na veia! E foi onde aconteceu a primeira parte cômica da noite! Meu pai resolveu dar uma carona, já que conhecia o lugar. Marquei com esse amigo no meio do caminho, numa rua de acesso e quando chegamos lá, ele estava com mais um garoto por perto! Mandei um "entra aí"...e o outro garoto entrou também! Seguimos até descobrir que o evento mudou de endereço e depois de muito rodar, encontramos o tal caminho! Desembarcamos e seguimos rumo ao rancho/sítio/matagal sei o que era aquilo! E o tal garoto foi andando na frente.

Achei e estranho e comentei com Diego (o meu amigo), "caramba, seu amigo nem te espera". E ele "que amigo? não conheço ele não"!!! Choquei! O garoto entrou no carro...seguiu viagem e ninguém o conhecia???? Pasma!

Quando chegamos a banda do Vlad já estava tocando e tivemos que aguardar para falar com as celebridades! Foi aí que Ale bateu os olhos no Tharcio e nunca mais desgrudou! Ele é amigo do Vlad e estava no grupo fazendo não sei o que, já que não toca nenhum instrumento!!! Mas estava no lugar certo, na hora certa! No exato momento em que o cupido decidiu soltar umas fechadas por aí!

E é claro que eu e Vlad, depois desse dias passamos a dar uns empurrões de cima da ladeira para esse casal se juntar, e nem foi difícil! Aliás, nada difícil! E desde então eles estão firmes e fortes! E hoje eu tenho mais um amigo agregado! Eles são demais! E agora ganhei também mais um par de afilhados! Já tinha o Ric e a Rita! 

E é por essas e outras que serei a madrinha mais orgulhosa do mês de maio! Além de achar que padrinhos de casamento tem que ter histórias, tem que ser parceiros do casal e acima de tudo fazer parte da maré de boa vontade para que o casal seja feliz! 

Ai, ai já estou em pânico com essa operação madrinha que ainda não começou!

Depois que ela me ligou contando fiquei pensando em como as coisas acontecem exatamente como falamos! Nossas palavras são poderosas! Ela sempre disse que queria um namorado palhaço! E Tharcio é assim, nunca o vi de cara feia, faz graça com tudo! Ela queria voltar pra CG, e aqui está de volta! Esses desejos foram aparentemente simples né...mas nem tanto!


Espero que todos os outros se realizem! Inclusive os filhos gêmeos! Há chances!

Então é isso! Até as próximas notícias!

E essa música é só porque minha amiga adora!



sábado, 25 de fevereiro de 2012

Maquiavel

Em verdade, há tanta diferença de como se vive e como se deveria viver, que aquele que abandona o que se faz por aquilo que se deveria fazer, aprenderá antes o caminho de sua ruína do que o de sua preservação, eis que um homem que queira em todas as suas palavras fazer profissão de bondade, perde-se-á em meio a tantos que não são bons. É necessário aprender  a poder não ser bom e usar ou não da bondade, desde que por ela mantenha seu grupo unido e leal.

O líder, contudo, deve ser lento no crer e no agir, não se alarmar por si mesmo e proceder de forma equilibrada, com prudência e humanidade, buscando evitar que a excessiva confiança o torne incauto¹ e a demasia desconfiança o faça intolerável.

É mais seguro ser temido do que amado. Isso porque os homens são ingratos, volúveis, simuladores, tementes do perigo, ambiciosos de ganho; e enquanto lhes fizeres bem, são todos seus, porém quando vem a necessidade, revoltam-se.

Tão simples são os homens e de tal forma cedem às necessidades presentes, que aquele que engana sempre encontrará quem se deixe enganar!

É que os homens em geral julgam mais pelos olhos do que pelas mãos, porque a todos cabe ver mas pucos são capazes de sentir.




Nicolau Maquiavel - O Príncipe
¹Não cauteloso;Imprudente

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Que memória hein?

Feriadão bom para encontrar os amigos e relembrar as velhas histórias. E numa dessas minha amiga-irmã Ale me disse que tenho memória de elefante para tudo o que já nos aconteceu! Eu lembro de tudo, detalhes, nomes, diálogos, nos mínimos detalhes, enquanto ela nem consegue lembrar o que aconteceu de fato!

Segundo a sua própria definição, possui memória seletiva, ela até pode lembrar de algo, mas sem os detalhes em si! Eu ri muito, porque é verdade!

E esse papo todo de lembranças veio quando comentei os backups que achei de velhos cds com fotos bem antigas! Albúns separados por "eventos", momentos que realmente não lembrava mais e bastou uma foto para vir tudo a tona! É, eu tenho fotos impublicáveis, de pessoas e histórias que mudaram muito de rumo! De algumas pessoas que já sairam da minha vida há tempos! De lugares que nem existem mais! De gracejos que lembro só de ver o sorrisinho nas fotografias!

Recordando com as fotografias descobri, ou melhor, só reafirmei o quanto nosso mundo é pequeno! Como já "conhecemos pessoas que conhecem outras pessoas que já conhecíamos" (Priscilla Mansur vai entender esse coments.). É engraçado!

Percebi o quanto algumas pessoas se tornaram insignificantes, como alguns lugares perderam a graça! E mesmo com minha memória de elefante, de alguns eu mal lembro o nome! Acho que no fundo, também tenho um pouco de memória seletiva


E é isso...postei pra não ficar com esse pensamento só pra mim! rs


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Saudades eternas

Há dois anos atrás estava me despedindo chorosamente de uma família que o mercado de trabalho me deu! De um grupo seleto de pessoas que me ensinaram tudo profissionalmente, inclusive o que ser e o que não ser.

Me despedia às lágrimas daqueles que um dia me acolheram, no auge da minha adolescência e timidez. Foram laços criados no decorrer de oito anos que passaram voando, mal percebi. Não me lembro nem um dia desses 2920 que se passaram em que eu se quer acordei sem vontade de estar no nº 409 9ºandar! Se quer cogitei a hipótese de servir a outro lugar!

E quando acabou, foi muito pior do que pensei, quando descobri que estava chegando ao fim. Consegui passar um mês tranquila até perceber o calendário dando tchau ao mês de janeiro de 2010 e para meu tempo de casa naquela empresa, que mais parecia uma mãe! Nem tanto pela pessoa jurídica em si, mas pelas pessoas físicas que colocam um coração nela!

Como todo término, foi difícil. Todo término é difícil, se você não parte para algo superior em tudo! E foi o que aconteceu.

Não superei até hoje, e não vai ser um emprego melhor que me fará esquecer! E não ter esquecido, é um dos motivos pelos quais não consigo voltar para visitá-los, pois tenho certeza que lágrimas teimosas surgiriam ao tilintar dos elevadores. Esses dias encontrei com dois amigos que me fazem morrer de saudade, até pela apurrinhação de um deles e tive que me conter muito para não choramingar a falta que sinto!

Algumas coisas ninguém nunca saberá de fato! Acho que ninguém faz ideia do que foram esses oito anos pra mim. Todos os dias sinto falta da longa viagem, do trânsito louco, do corre-corre, das cenas cômicas, do cafezinho, do monóxido de carbono invadindo meus pulmões em meio aquela loucura do Centro da Cidade!

Até hoje não me acostumei a acordar mais tarde, não que consiga acordar mais cedo e isso que é estranho, e trabalhar perto de casa, ver conhecidos o tempo todo! Aff, não acostumo! Isso é só um pouquinho do que não me acostumei!

E já passaram 17 meses em outro lar e ainda me sinto uma adotiva totalmente fora d'água. Ok! Fiz novos amigos, aprendi outras coisas, ensinei tantas outras, mas nada está superado. E não há nada o que fazer quanto a isso! Quem sabe um dia passa!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Lembranças!

Gosto de fotografias antigas, de cartas com dobras bem marcadas pelo tempo. De cartões de aniversário amarelados não pelas enormes dedicatórias esquecidas por quem as escreveram, mas por poder sentir novamente tudo aquilo que gerou o cartão.

Sou chegada mais ainda em agendas passadas, cheias de recordações, compromissos confirmados, ingressos e afins.

Me arrepio com músicas que não tocam mais. E-mails açucarados de cinco anos atrás (uau, cinco anos!!!). Dos versinhos que escrevi tentando inutilmente rimar com seu nome! E nunca deu certo. Maior saudade dos perfumes que as vezes sinto e bate uma saudade e nem sei de que! Sei que é o mesmo que usei por muito tempo, há anos atrás.

Gosto das lembranças, a maioria parece tão ridícula hoje. Mas, se dá pra rir já está valendo. Monotonia dá nisso!  Lembranças e mais lembranças! Mas eu gosto!

Sou o que sou

A minha aversão a pessoas fracas está me tornando um tanto intolerante a esse tipo de gente.Não é de hoje que acho insuportável aquela galera incompetente em quase tudo que faz. Pior ainda, o tipo que faz de qualquer jeito, por má vontade, preguiça, desleixo e depois dá um de "não sei fazer".

Fora os sem personalidade, que são levados de acordo com o vento. Tomam decisões com base na maioria e só fazem as coisas que um lambe botas faria.

Estou falando super sério quando digo que detesto gente fraca! Tudo isso pra mim é fraqueza! Fraqueza de caráter, de conduta e de espírito! Não consigo me ver ocultando ou colocando de lado minha opinião. Confesso: sou "entrona", ainda mais se o que estiver em discussão for me atingir de algum modo.

Mesmo que fique calada, meus olhos flamejam, saltam, piscam descoordenados, eu fungo..algo acontece! Mesmo que faça a maior força para me omitir, minha alma não deixa! Não quero nem imaginar que idéia fazem de mim por causa disso. Mesmo porque não mudaria nada. Sou o que sou. Sorte a minha e azar dos fracos!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Conto de Fadas

Todas querem viver um conto de fadas. Não pelo que a mocinha e o tão sonhado príncipe passam juntos, e sim pela expectativa do esperado "e viveram felizes para sempre".

Só tem um detalhe: o futuro do conto de fadas, a eternidade desejada, dura o tempo de cinco palavras e uma folha. Tão pouco. Será que considerando esse tempo as sonhadoras ainda iriam querer um conto de fadas para chamar de seu?

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Boneca

Infelizmente nascemos para viver nos contos de fadas.A sociedade, nossos pais, os amigos deles e todo o mundo nos obrigadam a crer que viveremos numa vida linda e perfeita de mulher bem sucedida, dona de casa, mãe, porém com os dias perfeitamente lindos com a Barbie, onde sua maior preocupação é estar linda para o Ken.

Porque né...nosso primeiro presente é uma boneca. Depois vem as panelinhas, fogões, geladeiras, pias, ferro de passar, mais bonecas e suas variações (pipizinho, dodói, patinadora, que fala, anda e rodopia). E tudo isso cria um mundo paralelo que nos leva a crer que só teremos isso da vida!

Já os pirralhos ganham bolas, carros, motos, posto de gasolina, mais bolas de todos os tipos e tamanhos, alguns games. E criam um outro mundo paralelo achando que serão demais no futebol, que terão grana, mulher, carro de luxo e vida boa! Não é uma visão feminista, pergunte a um garoto de uns 8 anos o que ele vai ser, a resposta é clara "jogador de futebol". Enquanto isso a menina quer ser professora!

E nos próximos aniversários as meninas continuam ganhando bonecas, mesmo que estejam mais velhas! E nesse momento que começa a lavagem cerebral "by Barbie". É que agora começam a chegar as variações da modelo de vida perfeita! Barbie: patinadora, médica, vai as compras, quer ser esquiadora, veterinária, encontro das fadas, noite de gala, noiva, moda e magia, fashionista, esportes, é uma infinidade de variações e nenhuma delas contam a realidade! Ah! Vai dizer que o fabricante criaria a Barbie dona de casa, Barbie mãe solteira, Barbie quero ser funkeira, Barbie divorciada! Jamais!

Com o passar dos anos a realidade chega bem dura para as meninas. A começar por saber que não terá o corpinho da boneca magérrima! Percebendo que a vida é um tanto diferente, já largando de lado, as que tem um pouco de juízo, começam a ter outars aspirações na vida! Mas, bem no fundo, guardam o desejo oculto que as fantasias do passado deixaram! É nessa época que as meninas decidem ser psciologas

Já na vida adulta, ainda com anseios de um conto de fadas,encaramos a realidade, sem deixar de lado  desejos antigos! Descobrimos que não dá pra ser uma fada, mas ainda desejamos a vida perfeita com o Ken!

Enquanto isso os meninos já são homens e continuam com as babaquisses de criança! Ainda desejam um carrão como meta de vida! Alguns, com suas "barbies" e prontos para ser os bonecos de bolo da vez, trocam tudo por um carro do ano! A fantasia da menininha pode esperar mais um pouco, ou então, deixa esse negócio badalado pra lá e vamos juntar os trapos sem "mas-que-mas".

E assim, aos poucos, que os contos de fadas desmoronam nas cabeças de menininhas das mulheres já bem grandinhas! Elas descobrem que não dá pra ser perfeita como a boneca de plástico, não dá para conquistar o homem lindo e maravilhoso (que se fosse real seria gay) e viver um conto! Mas, o estrago já está feito, porque implataram essas idéias quando somente a inocência residia em suas mentes!

Deixo claro que adoro bonecas, barbies e suas variações! O texto nem é uma crítica a essa consumismo surreal que a Mattel criou! É um relato da lavagem cerebral que sofremos ainda crianças, quando fazem uma enorme distinção entre meninas e meninos e o que deveremos ser, a partir dos nossos brinquedos.


Segue o link de um trabalho super interessante falando sobre educação e a bonequinha queridinha das meninas!


http://www.anped.org.br/reunioes/30ra/trabalhos/GT23-3154--Int.pdf









sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Sorte!

Amiga, entre tantas conversar, risos e bobeiras do dia, em meia a tantas tarefas e blá, blá, blás, fui embora sem te desejar boa sorte!

Sim, apenas sorte! Sorte de chegar lá e encontrar com alguém corajoso o suficiente para assumir que no fundo o que restou de tudo foi um sentimento bom e que precisa ser mantido.


Ainda não sei como essa noite terminará. Mas, só tenho uma certeza: se há uma gota de sentimento isso basta para trazer de volta tudo o que foi vivido. Não importa as palavras vãs desesperadas, muito menos as lágrimas derramadas em meio a muitos "não quer mais saber"!!! Insisto, se há sentimento, nada mais importa.


E espero que em nenhum momento se importe com os outros, com os que passaram por você ou o que passou por ele! A Toller já cantou "já conheci muita gente, gostei de alguns garotos, mas depois de você, os outros são os outros"! E muito menos com o que os outros vão pensar! Bem..os outros são só os outros e só! Toller concluiu na canção! Os que passaram...passaram só para te lembrar quem é que ocupava a gavetinha do "namorado para sempre" que agora está escancarada!


Te achei o máximo quando exclamou "Tá pensando o que? Que vai chegar, me beijar, ir embora e fica por isso mesmo?Sou moça de família"! Tomo a liberdade de ainda acrescentar: vai revirar os meus sentimentos de novo e sair à francesa???


É isso mesmo amiga! Bota pra quebrar! Lembro quantas vezes pensei assim e me ridicularizei achando que não tinha o direito de cobrar nada de ninguém! Tolice! Eram os meus sentimentos. Por tanto, tinha o direito de fazer o que quiser! E quem não quer ser cobrado, que não mexa com os sentimentos alheios.


Fofa! Ainda não sei como termina essa noite! Só espero que seja de forma positiva e com aquela sensação de "Putz, valeu a pena". E bem...se o final será positivo ou não, só você poderá dizer!


E agora, vai uma musiquinha aí? Os Outros

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ouvindo aqui e acolá

Sussurros ao pé do ouvido, conversas cheias de nhenhenhém, é assim que começa a cena. 

As vezes palavras não chamam tanto minha atenção quanto uma cena! Uma cena fotográfica, estática! Foi um olhar apaixonado, com ar de "não tô nem aí", ao mesmo tempo cínico e apertado que chamou minha atenção! E juro, não era um olhar bonito! Mas, passava um sentimento de quem está muito apaixonado!

Bem, a partir daí não parei mais de observar, para não dizer bisbilhotar a vida alheia. Entre mimimis:

- Não estava com ciúmes. Na verdade já estava estressada. Ela disse em meio a um riso altíssimo e estridente.

- Mas, o que vocês estavam cochichando - continuou. Não que eu ligue, mas tenho certeza que era sobre mim, é claro! Aquele idiota me olhava e ria! Só podia estar falando de mim!

Ele riu, lindo e loiro jogando a cabeça pra trás como quem não quer dar razão. Nada de colocar mais lenha nessa fogueira.

E ela ficou quieta. Com o mesmo olhar de antes, olhando bem fundo, não nos olhos dele, mas na alma!

- Então...já disse, não estava com ciúmes, já estava chateada antes. 

Silêncio.

Tudo bem! Não posso cobrar nada. E pausadamente soltou a frase determinante para aguçar mais ainda minha atenção: - Nem posso te chamar de meu! Também não sou sua!

Seus olhos cairam. E bastou um afago para se erguer, sua mente já tinha bolado outro assunto, que por mais trivial que fosse, me revelaria uma das verdades.

- Achei que não conseguiríamos lugar pra sentar. A fila estava mega!
- Eu sabia que teria...já tinha contado quantas pessoas tinham!
- Se só tivesse um lugar poderia fazer com você o que faço com meu namorado, viria no seu colo! - A loirinha bombril exclamou animadamente. Enquanto isso eu tentava ligar os pontos! Como assim? Namorado? Então ele era o outro? Hã?

Ele apenas sorriu e se desvencilhou de seus braços enquanto ela se esforçava por um abraço.

- Sabe, minha mãe te adora! E ela fala que eu deveria ficar com você. Ahh, ela falava isso quase todo dia, até que eu contei: mãe, ele é casado!!! O semblante dela até caiu!!

Depois dessa, até o meu. Aí, meu cérebro deu um nó!  Entendi o motivo dele correr e se esquivar à menor carícia! A essa altura, eu nem disfarçava o interesse nos dois! Até que a louca (ou eu seria a louca?) me encarou de um jeito que quase desisti de prestar atenção!!! Mas aí pensei: ah, se me perguntar o que foi, eu mando um "nada, só acho que conheço vocês...ou ele...ou ele com outra" e deixaria a loirinha bombril fula da vida!

Depois de me fulminar, ela voltou para o quase abraço, quase beijo, quase qualquer coisa, porque ele se esquivava bonito!

E a lengua, lengua continuou e seus olhos voltaram para o mesmo tom meloso do começo, como se todos os por menores (ou maiores) existentes não fosse suficiente para desfazê-lo! E ele, mal falava, com risos e gestos tímidos, alimentava aqueles olhos de cão com fome que se alimenta das migalhas da mesa! E duraram até o próximo ponto, um selinho e uma partida discreta!


A quem interessar possa, o fato é verídico!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Big Girls Don't Cry

          A raiva é tanto que chega a dar um nó na garganta insuportável. O mais odioso é que os causadores agoram brincam animosamente enquanto e ucontinuo na ira. Ai, e esse nó é tão forte que faz, aquilo tudo que não consegue descer pela garganta sair pelos olhos! Lágrimas. Causadas pela raiva são as piores, por ser incontroláveis. Por mais que tente segurar, não dá!

         Enquanto a chateação toma conta de mim, meus pensamentos vagueam por onde não posso ir, saídas que não estão ao meu alcança. Me sinto pior ainda por saber que fechei a maior por de saída existente até então! Ok. A raiva continua...ou só aumenta, nem sei mais!

       Procuro, em vão, mentalizar e tentar tornar real tudo o que anseio, mas vejo uma nuvem cinza que cobre meus pensamentos e águar parecem inundá-los. Aff..é a droga da raiva com choro! Insistem em atrapalhar tudo. E ao fundo só escuto palavras confusas algo do tipo os filhos não são iguais a gente! Fazer o que não é?! Agradecer...filhos podem ser uma evolução, algo bem melhor...ou não!

      A cabeça dói, já estou toda congestionada, o inchaço dos olhos estão garantidos até  a próxima geração; Mas o rio passou. Uma caneta e papel saram-no. Acho que já faz sol, apesar da noite. O vento que sopra clareou quase tudo. Mas a raiva deixa manchas num céu tão escondido. Manchas que se camuflam fácil. Manchas que podem ser maqueadas de meras lembranças. Cada um usa a maquiagem que tem. Sou adepta do "sou forte", totalmente a favor do "big girls don't cry".

Ufa...o nó se desfez, acho até que já posso respirar outra vez.



sábado, 16 de abril de 2011

Para todo fim um recomeço

Quando penso em mudanças, principalmente as inesperadas, dá logo um medo, a sensação de que talvez nada mais poderá dar certo. Há algum tempo passei por mudanças drásticas em toda a minha vida. Foram hábitos, convivências, histórias picotadas em pedacinhos, risos, afetos, e até brigas deixadas para trás! De repente, tudo ficou como uma cidade abandonada! Tudo ficou "pra lá". E nada mais importou. Na verdade, importou e muito, mas não havia o que fazer.

Há pouco mais de um atrás deixei uma cidade vazia chamava emprego. Deixei ruas desertas, caminhos não trilhados e palavras por dizer. Deixei, até mesmo, sonhos não realizados e quando me dei conta disso mergulhei fundo num mar de tristeza. Nunca postei nada sobre isso. Nunca comentei plenamente o que senti nos meses que se passaram desde que sai da Eletro. Tentava diariamente me convencer de que não foi tão ruim. Mas, na verdade foi péssimo. Muito mais do que qualquer pessoa possa imaginar.

Ali foi meu primeiro tudo. Emprego, novos amigos, descobertas, aprendizado de todos os tipos, até mesmo sobre o que não devemos aprender ou o que deve ser rejeitado plenamente. Foram oito anos de dedicação, trabalho e alegrias. Muito mais que tristezas ou estresse. Muito mais!

Foi difícil descobrir que existia vida fora dali. Foi difícil demais aceitar que as pessoas vivem, e muito bem, sem todo aquele "glamour", requinte e frescura. Mais difícil ainda foi descobrir que as pessoas trabalham. Ralam muito, e não apenas passam o dia no lazer e ganham por isso.Descobri tudo isso e muito mais.

Arrumei outro emprego, que para alguns foi um absurdo, mesmo que não dissessem isso. Pra mim também foi, não estava acostumada com aquele novo mundo, não estava acostumada a ter que lidar com pessoas. Meu negócio sempre foram os papéis. Não estava preparada para ter um HD de 1TB na cabeça para gravar tudo, aprender rapidamente, responder a questionamentos que mais pareciam dilemas, a resolver problemas alheios, atender a uma equipe com cerca de 60 pessoas e ainda viver!
Chorava quase todos os dias por estar exausta e não ter dado conta das tarefas do dia. Por trabalhar 12h e não concluir nem metade das tarefas. Por meus pés que estavam doloridos depois de longas horas pra lá e pra cá!

Mas, como tudo na vida, a gente acostuma, aprende ou tolera! E com o passar dos meses eu aprendi tanta coisa, acostumei com tantas outras e tolerei um caminhão de acontecimentos.

Aprendi a trabalhar com o patrão no calcanhar! A tratar diretamente com quem efetivamente manda no pedaço, a ser mais tolerante, a ouvir mais, pode não parecer, mas aprendi a falar menos. A ser gentil (ainda em fase de treinamento), aprendi que para algumas coisas não há formação que baste. Há experiência! Aprendi a não trabalhar com rotina. A me organizar. E todos os dias aprendo um pouquinho mais com minha supervisora sobre o que é liderar!!! E ninguém tem MBA, curso no exterior ou coisa assim! Mas, tem gente que trabalha com gente! Que lida diretamente. Que não se comunica com seu subordinado por e-mail e nem vê a cara do indivíduo durante a semana, por exemplo!

Acostumei a fazer trabalho que estão além das planilhas, e-mails e sistemas. Tolerei chateações e me fiz de surda para não me estressar! E até que deu certo. Sabe o que é mais engraçado? Conheci tanta gente em tão pouco tempo. Isso é engraçado, já que não sou uma pessoa tão simpática assim ou até mesmo dada a amizades fáceis. Mas, já fiz algumas amizades consideráveis. Acho que hoje, na redondeza onde trabalho, não há quem não me conheça! Quer seja meu lado legal ou meu lado irritadinho! Conheci pessoas que na verade ainda não conheço pessoalmente! Tive o prazer enorme (conto em outro post os detalhes) de conhecer uma pessoa que e é a mais simpática, paciente, divertida, além de inteligente que já conheci no trabalho. Até então só me treinava online. Foi ótimo conhecê-lo.

Hoje posso dizer que estou feliz aonde cheguei até agora. Nunca entrei num jogo para perder. Seja ele qual for. No emprego anterior cheguei num ponto onde nunca imaginei. E sei que agora não será diferente! Acredito em mim e no que faço. Acredito na minha capacidade. Não estou no mundo do trabalho à passeio, nunca estive. Sei que uma hora as coisas mudam. Oportunidades surgem para quem está disposto a agarrar! Se um dia já deixei passar, desta vez será diferente!

Como nem mesmo uma folha vem ao chão por acaso, eu também não estou lá a toa! Para tudo há um motivo. Para todo fim um recomeço! Estamos aí!

sábado, 12 de março de 2011

Turista

Turista de Mim? Como um turista que decide conhecer Salvador. Sobe e desce o Pelourinho, caminha pela praia do Forte, come um acarajé bem quente e já se sente no direito de chamar um nativo de painho.


Assim como quem visita a Cidade Maravilhosa, abre os braços sobre a Guanabara, se emociona com o Cristo, vislumbra o Pão de Açúcar, torra nas areias de Copacabana e falando carioquês.


Assim sou eu! Não conheço seus limites além do conhecido, exposto e explorado. Não sei onde se escondem as belezas pitorescas ou os seus defeitos que não te fazem a Capital dos Sonhos.


No entanto, o pouco que vejo, o pouco que vi, me fazem visitante ti, turista de mim!

terça-feira, 8 de março de 2011

Apaguem as luzes, quer ver!

 Me cobraram atualização do blog, então resolvi passar por aqui e pensar em um post. Porém, ao abrir o painel, observei que tenho vários posts incompletos. Sendo assim, resolvi liberar este que, desde outubro passado estava guardado. Os créditos pelo texto vão para Professor Oriovisto Guimarães, Reitor do Centro Universitário Positivo – UNICENP

sábado, 22 de janeiro de 2011

Culpa do Sono

No momento em que decidimos fazer tudo por nós mesmos, nada mais importa! A opinião alheia é como o sopro do vento, faz muito barulho mas não diz nada! A voz da consciência se cala mediante a conveniência e caminhamos sobre brasas como quem anda nas areias da praia. É isso aí, nada mais importa. Tudo isso não é de hoje. Aliás é de tempos atrás. Lembro que tudo o que causava ansiedade profunda e puro êxtase, hoje não causa nada. Sei que tudo o que queria ea uma trilha sonora constante na cabeça, um motivo para suspirar, dar importância e se sentir importante. Poderia ter tudo isso com bem menos desgaste, mas o que temos nunca é o suficiente.
Olhar para trás nunca levou ninguém mais à frente. Talvez o passado mereça uma olhadela daquelas que os grandes conquistadores dão as suas paqueras que significa "Sei que você está aí, legal, mas não vou me aproximar".

E sabe mais o que? Aff..deixa pra lá, vou dormir!


Para quem leu Querido John

Ou para quem não pretende ler. Nota Explicativa do Título: Durante o texto contarei o final do livro, por tanto pense antes de continuar

Peguei o livro Querido John para ler sob o seguinte comentário "que raiva, John é um idiota". De cara já fiquei curiosa e se tratando de um romance de Sparks, já esperava um dramalhão! Confesso que li o livro em duas noites. Queria muito saber o final da história. Vou contar um pouquinho do que rola no livro.

Este é um romance brilhante, num cenário maravilhosamente detalhado pelo autor. É aquele tipo de livro que a cada página te faz desejar viver um romance no mesmo estilo, ou seja, te faz querer assim, num dia qualquer, em meio ao tumulto para pegar seu transporte coletivo rotineiro, esbarrar num desconhecido, lindo (óbvio, se fosse feio aos seus olhos não daria romance e sim briga), educado, gentil e que acima de tudo só de te ver a amaria para toda a eternidade!!!! Ou ainda naquela tarde de faxina, cabelo em pé e TPM alguém irá bater a sua porta por engano e será "seu amor para recordar". Esse tipo de história é odiosa e viciante ao mesmo tempo. A mim, só trás dor de cotovelos, mas continuo lendo assim mesmo

Até aí não há nada de errado. Este é o estilo de Sparks, o caldo engrossa quando o casal precisa se separar! Vamos aos fatos e aos nomes!

Personagens. John, filho de colecionador de moedas raras, meio esquisitão e mãe desconhecida.É um cara que, sem muitas perspectivas, e depois de aprontar muito, vê como única saída se alistar no exército. Em um dado momento da história fica órfão de pai e herda toda coleção de moeda.

Savanah é uma garota perfeita, na vida perfeita na família perfeita. Mas será? Segundo a narrativa é bonita (aos olhos de John pelo menos), educada, cheia de compaixão, com propósitos humanitários, filha dedicada, universitária e com um sonho de ter um haras para ajudar crianças especiais, um tipo de tratamento terapêutico.

Os dois não tem nada em comum além da solteirisse. Se conheceram em uma das folgas de John, se apaixonaram e pronto eis o romance aí! Não há base para tanto amor, mas ele surge. Passam duas semanas juntos até que ele precisa voltar para o exército e Savanah para a faculdade. Até aí beleza, eles resolvem namorar à distância e fica lindo na teoria, já na prática...Tudo rola por cartas, eles ainda se encontram mais uma vez. Havia previsão para realizar todo as vontades do casal, já que a data para baixa militar de John estava próxima. Eis que surge um "mas-que-mas" nisso tudo: 11 de Setembro! Devido aos atentados e seguindo o espírito de patriotismo, John resolve postergar a baixa no exército, ou seja, mais um tempão de namoro à distância!

E em meio a isso tudo, ainda tem um grande amigo de Savanah, que John sempre desconfiou ser apaixonado por ela, o amigo perfeito Tim! O cara que mora perto, a protege, cuida, consola, empresta o ombro, divide sonhos, objetivos, estudos, e foi por causa do seu irmão Alan, que era autista, que Savanah despertou o desejo de abrir um centro de reabilitação para crianças especiais. Depois disso preciso contar o final?????!!!!

Apesar de não precisar, vou continuar. Com o passar do tempo e a distância terrível, Savanah já estava mais para Tim do que para John e com isso termina tudo por uma simples cartinha!!!!

O tempo passa e em uma das licenças, John resolve rever a ex, nunca mais teve qualquer notícia a respeito e resolve procurá-la. Qual é a surpresa? A fofa casou com o amigo, foram morar numa casa no campo e montaram o tal haras, e de quebra ela cuida do cunhado. Aí começa o drama mesmo. Nesta visita John descobre que Tim está a ponto de morrer por conta de um câncer, e que, sem o tratamento adequado (que não é coberto pelo seu plano de saúde), não terá chances de sobreviver.

No auge de sua compaixão, resolve vender a coleção de moedas raras que herdou de seu pai e doar todo o dinheiro ao casal, anonimamente, a fim de custear o tratamento de Tim. E assim, Savanah vê seu marido ficar curado e ter mais um tempo de vida e vivem felizes, apesar do conhecimento do trio sobre seu amor por John.

E John nisso tudo? Passa o resto dos seus dias acompanhando a vida de Savanah de longe!

Acho que foi essa a atitude que minha amiga o considerou um idiota! Mas apresento um outro ponto de vista, e é claro que não é essa a imagem que o autor espera passar. Acho que na real John sacou que eles não dividiam a mesma paixão. Veja, ele amava praia, o mar e ela o campo e os cavalos, que por sinal ele morria de medo. Se seu rival morresse, ainda ficaria o irmão para ambos cuidarem. Savanah tinha todo carinho e paciência, mas ele teria? Não tinha nem com o pai!! Tim seria eternamente uma sombra em suas lembranças. A única coisa que eles compartilhavam era da paixão de verão, durante toda a história eles não compartilharam mais do que "férias". Quem iria abrir mão dos seus sonhos pelo outro?

Foi muito mais fácil para John ver tudo de longe, viver no "se", observando como um expectador em frente a tv. Quando acabasse a graça, seria só ir embora! Resumiria tudo em pura praticidade masculina!!

Não me levem a sério! Leiam o livro. Como já disse no começo valeu cada página de leitura! Este é só um ponto de vista de uma feminista, extremista e na TPM!

sábado, 1 de janeiro de 2011

3 anos de Blog

Parabéns pra você.  

Tudo bem, vamos combinar, parabénas pra quem? É só um blog, mais um entre milhares de outros blogs. Um pobrezinho, sem muita atenção ou sucesso, mas ainda é um blog!


Há exatamente três anos atrás (confiram a primeira postagem) resolvi fazer um blog para postar os poeminhas que escrevi na adolescência, depois resolvi escrever sobre meu cotidiano e assim surgiu o Dançando Para Não Dançar! Hoje coloco de tudo aqui! Não tenho muitos critérios, como já disse no post anterior, não tenho muita preferência e muito menos foco para manter apenas um estilo no meu diário online.


Bem, desde que foi criado até que consegui uma certa frequência nos acessos, mesmo que puramente por parte dos amigos mais chegados. Ganhei 13 seguidores e cerca de 2.000 acessos de maio/2010 até hoje. Pena que as estatísticas só começaram a funcionar este ano! Fico feliz com os acessos que recebo, sinal que meus amigos clicam bastante!


Vou aproveitar o espaço para postar os três textos mais lido.


Maracujá de Gaveta


Paradoxia (por Ricardo Mazzolli)

Só para informar (este, cinlusive, foi o mais comentado)


*** A postagem veio 1 dia antes do aniversário que é 02 de Janeiro***

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

De repente você cansa (Por Mônica Monte)



Cansa das músicas que sempre ouviu, das pessoas
que te cercam, das roupas no armário, das ruas em que anda.
Cansa do jeito que penteia o cabelo, do jeito que
levanta da cama todos os dias e das palavras que escolhe para não dizer o que
realmente gostaria de dizer.
Cansa de procurar beleza onde beleza não há e até
mesmo de desculpar.
Cansa de tentar fazer os outros enxergarem que
seus pesadelos são apenas uma ponte rumo ao nada e não uma encruzilhada.
Cansa de ofertar o verão que queima nos olhos e de
ostentar indiferença e cansa, sobretudo, de tentar fazer a diferença.
Cansa de tentar fazer o certo o tempo todo e de se
perdoar quando faz o errado.
Cansa pelo drama do amigo distante, cansa pelas
lamentações do amigo ao lado.
E por mais que você corte o cabelo, compre roupas
novas, faça uma viagem, leia sobre assuntos inimagináveis, transe debaixo de
uma ponte, faça uma tatuagem, coloque um piercing, delete amigos do seu
Facebook, Twitter, Orkut e do seu convívio social, esse cansaço não passa.
Porque no fundo você não está cansado do mundo,
mas da maneira como reage a ele.
Da maneira como reage a uma pedrada, a uma flor, a
um menino de rua, a ausência da lua em suas noites cheias.
Não é difícil aceitar as pessoas como elas são,
difícil é mudar a maneira como reagimos a elas.
Não é aceitar a vida como ela é que cansa, mas sim
a dança que fazemos para nos esquivar de tudo aquilo que não entendemos ou
sentimos medo.
Sei não, mas talvez o poeta tenha razão quando diz
que ‘o que cansa, mesmo, é a insegurança’...
Porque só repete o mesmo padrão de
comportamento/emoção, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, quem
precisa da pseudo-segurança que ‘o habitual’ carrega no ventre.
Ultimamente tenho optado pela mudança. Não a
mudança que alcança os olhos, como um corte de cabelo, mas a mudança que me faz
dormir contente por ter agido diferente.
Ela cansa tanto quanto, mas pelo menos me faz
sentir que estou viva e não apenas vivendo os dias.


Para variar, música de Maroon 5 - The Air That I Breathe

sábado, 18 de dezembro de 2010

Eu e minha falta de preferências

Tudo começou com o amigo culto corporativo.  
Era preciso preencher uma lista com o presente ideal.Pensei uns 10 minutos no que pedir e não consegui definir nada. Então resolvi dar uma olhada no que o pessoal pediu. Fiquei bastante suspresa com o fato do pedido revelar o pedinte.

Tipo assim, todo mundo tem um gosto ou padrão de escolhas. Não é só preferência por isso ou aquilo. Mas veja, tem gente que adora rosa! Sai toda de rosa no melhor estilo Penélope Charmosa e fica bem! Dai me lembrei que não tenho uma cor preferida a ponto de querer quase tudo na mesma coisa ou tom.

Esses dias descobri uma pessoa apaixonada por sapinhos de pelúcia. Acredito que tenha muitos bichinhos verdes espelhados pela casa. Daí me lembrei também que nunca me apaguei a nada assim. Um belo exemplo: na época do colégio, primário, as meninas colecionavam as revistas da Barbie que dava para colar as roupinhas por cima, eu cheguei a ter uma revista, mas não tinha saco para colecionar, correr atrás de cards novos e tal! Minha empolgação não passava de alguns dias.

E por aí vai. Nunca tive paciência para coleções e muito menos para manter e seguir a risca uma preferência! Não gosto de chamar tudo isso de preferência e sim de padrão!!! Algumas pessoas já nasceram padronizadas e assim fica fácil agradar. Basta seguir seu padrão. Conheço gente com padrão de cores, personagens de HQ, padrão bege vovó, ou  colorido e cheguei, padrão "só serve se for sexy"...

Engraçado é pensar que tudo isso me ocorreu só porque precisava definir um presente para o amigo oculto! Resolvi deixar em branco né?! O espaço era pequeno para discursar sobre minhas dúvidas e falta de padrão! Vou contar com a sorte e a boa percepção do meu amigo oculto, para me agradar! Coisa difícil, quando nem eu sei do que gosto!

Depois de tudo isso, vou marcar consulta com psicólogo!!! Acho que tenho problemas!

Ahh!!! Depois eu conto como foi o amigo oculto e se acertaram no presente.


E uma musiquinha que não paro de ouvir! É da Alicia Keys, mas com Maroon 5 ficou um espetáculo também!

sábado, 13 de novembro de 2010

Exigente sim, fresca não!

Acho que estou começando a entender minas exigências e manias. Quando você não é fresca, sabe se virar sozinha e é independente em muitas coisas passa a exigir que os outros (leia-se "O Cara") saiba tanto quanto, ou mais que você.

Poxa, sou do tipo que tem nojo de barata, mas se tiver que se lirvrar de uma, estamos aí. Que adora andar de carro, mas se for preciso andar no Mercedão, tô dentro. Sou do tipo sem frescuras para comida, aliás do tipo que ainda consegue fazer uma bela bagunça enquanto come, que não tem vergonha dos pés descalços, que não se preocupa com as unhas na hora de lavar as louças. Aliás, que sabe lavar louça, cozinhar, limpar, viver e sobreviver. Papo sério, nem todos sabem! Ah, descobri que sou capaz de comandar uma churrasqueira sem queimar, sem salgar, consigo preparar um almoço para muitas pessoas, mesmo que elas não venham. Sim, organizar e colocar o negócio para funcionar! Ainda me entendo com alguns cabos, fios e eletros sem ficar com cara de paisagem. Levo minhas bolsas pesadas sem cara feia, coloco a mão na massa minha gente!

E acho inadmissível alguém ao meu lado que entenda menos de certas coisas que eu.  Sabedorias que deveriam estar no sangue, tipo conhecimentos que passam de geração para geração! Quase instinto!

As frescas e as adeptas do papo "preciso é de dinheiro para pagar quem faça por mim"  que me perdoem, mas se você não sabe, como vai exigir ou mandar que façam bem? Reles teoria!

Este não é o ponto que quero chegar! Toda essa volta e exposição do meu currículo de habilidades é só para concluir que: SABENDO MUITO OU SABENDO NADA, NÃO HÁ DIFERENÇA! ELES AINDA PREFEREM AS VACAS! (Rindo sozinha)
Beijos povos e povas!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Eu me apaixono por...

Eu me apaixono com os olhos! Sim, por que me apaixono pelo que vejo. Nunca pelo que sinto.As vezes me apaixono com o ego, só vale apena se for alimentado. Também me apaixono pelo tato, pelo olfato, até pelo paladar! Tem que ser bom de pegar, cheiroso e gostoso!

Me apaixono pelos sonhos que tenho e pelas fantasias. Pelas histórias criadas e expectativas quase vividas de tão intensas. Ainda me apaixono pela euforia e êxtase causado pela paixão em si! Só não me apaixono com o coração, por que aí seria amor, e aí não teria controle, e o que os meus olhos virem não fará diferença alguma! E aí será ladeira abaixo na cegueira total.

E nessa de apaixona e desencanta vou fazendo do meu histórico amoroso um grande papel de rascunho, rasbicado, amassado, com várias partes remendadas ou apagadas. Infelizmente não existe corretor ortográfico sentimental. Nada de aparecer o alerta com sugestão quando uma história está sendo mal contada, ou quando inverdades são ditas.

Bruna Turques


domingo, 7 de novembro de 2010

Aconteceu no Caioaba II


Como já contei no post anterior, minha vida no Caioaba era só sombra, água fresca e muita brincadeira. Tudo isso com exceção dos perrengues, mas não quero falar disso. Quando paro pra pensar na minha infância naquele bairro fico feliz pelos momentos que tive, as pessoas que conheci, as brincadeiras, são memórias eternas, tenho a sensação de que até a velhice estará tudo guardado na cachola.

Cheguei ao Caioaba em Fevereiro de 1994. Ano de copa do mundo e mudanças de governo e moeda. Esses são os únicos fatos históricos que lembro. Toda a minha memória da época remete a brincadeiras, músicas e programas de TV infantis. Sempre admiti ter sido uma criança alienada para o mundo. Tenho vários amigos que lembram de quase tudo que acontecia no mundo durante a sua infância, eu não lembro de nada! Nada como a morte de Renato Russo, por exemplo, não lembro da repercussão. Do Senna, também não lembro bem. Só lembro da partida dos Mamonas por que era muito fã. Acho que tenho memória seletiva para tragédias.

Aquele ano foi o mais festivo que tive por lá! O pessoal da Rua Fernanda de Souza, onde morava, organizou uma festa julina misturada com Copa do Mundo. Então, nos dias de jogos, tinha fogueira, comes e bebes e tv na rua para todo mundo ver o jogo! E foi a maior bagunça! Após os jogos, que foram sensacionais e que nos levou ao Tetra, tinha muita música e dança, enfim, era festa! Lembro que meu pai comprou caixas e mais caixas de fogos! E eu na onda soltava estalinho e bombinhas (risos).

Em apenas seis meses de bairro eu já tinha feito muitos amigos e conhecia muita gente. O grupo todo era muito mesclado entre meninos e meninas e com a faixa etária entre 8 e 12 anos, se não me engano. Todos com o mesmo estilo de vida e preocupações, ir para o colégio, voltar, assistir Power Rangers, almoçar e ir para a rua brincar! Quase sempre as brincadeiras se repetiam, o grupo não mudava, tinha as pequenas richas, os bafafás, os "mas-que-mas", e no final das contas todo mundo se acertava e no dia seguinte nada mais importava! Estávamos todos juntos fazendo algazarra de novo.

(Continua)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cadelas e Vacas

A cena era linda! Dois animais lindos brincando em meio ao cenário caótico da cidade grande. Um cachorro branco, baixinho, marrento e cheio de amor para dar e uma cadela preta, enorme, parruda, bonita, de aparência bruta, porém, brincalhona.

Os dois brincavam animosamente, pareciam velhos amigos, a intimidade ecoava nas mordinas sem força e pelos olhares de "você não me pega". Depois de longos minutos de morde e corre os dois deitaram cansados no meio do caminho, até que o branquinho resolveu mudar de brincadeira para algo mais sério! Ele queria namorar minha gente! E o que vocês acham que aconteceu? O óbvio, leveu umas mordidas para deixar de ser palhaço! Ele se chegava e ela o mordia, brigava e recuava! E ficaram nessa, voltaram para  brincadeira e depois para a estaca zero! O branquinho bem que tentou, mas daquele mato não iria sair cachorro mesmo!

Até que saiu uma cadela daquele "matagal". Sim, uma bela cadela marrom! E toda ensinuosa entrou na brincadeira, roubando totalmente a atenção do baixinho marrento. A pretinha foi deixada de lado e todo seu 'doce" não serviu de nada! A marrom entrou no circuito e roubou-lhe o amigo, o futuro pai dos seus filhotes, tirou-lhe a boa sorte! Em questão de segundos o cachorro (literalmente) já estava bem interessado na carne nova e bem entrosado, tratou de acompanhar sua nova amiga! Bye, bye Pretinha, deu para ouvir naquela olhadela de lado!

E no final das contas a vida animal e a vida humana é tão parecida. São tantas dúvidas entre as decisões irracionais e as racionais. Na cena cadelaXcachorroXcadela e mulherXhomemXoutra, para toda investida de paquera sempre haverá alguém fazendo doce! Para todo excesso de doce sempre haverá um pé na bunda! Existem vacas fantasiadas de cadelas e o pior vacas disfarçadas de mulher!

Diga o que tem que dizer! Mostre logo a que veio. Doce, rodeios e indiretas não servem para nada, só para complicar mais a vida, criar situações embaraçosas e conclusões que só você percebeu. É como na ilustração, o interesse dura tempo suficiente até aparecer outro atrativo, mesmo que não seja exatamente melhor.

No final das contas mulheres ou cadelas sempre perdem para as vacas.

domingo, 24 de outubro de 2010

Aconteceu no Caioaba - I

Morar num bairro pobre, mal estruturado e com gente que veio de tudo que é canto é muito complicado. Mas, quando se tem 8 anos, as coisas são bem mais simples. Era mais uma mudança que minha família realizava, não era nenhuma novidade pra mim, estava só na expectativa e ansiosa por conhecer a casa nova, os vizinhos novos, as crianças da minha nova rua, o colégio, seria tudo novo de novo!

E, apesar de não parecer, era um grande passo na vida, da favela para a Baixada! Da casa de parentes para a casa "própria". Sim, evoluímos. E chegamos numa casa bastante mal tratada, meio que aos pedaços, mas espaçosa! Teríamos muito trabalho até deixá-la apropriada, mas estávamos satisfeitos.

Mudamos no período das férias escolares o que foi bom, deu tempo de conhecer a pirralhada toda da vizinhança, e não eram poucas crianças naquele lugar. As poucas semanas foram suficientes para reconhecer o novo caminho até o colégio que por sinal era uma porcaria, a tal de E.E. São Jorge! Tenebrosa! Lembro-me de uma menina da minha turma, antiga segunda séria primária, que deveria ter (ao meu ver) cerca de 1,70 de altura, gorda toda vida, parecia uma adulta! E eu, coitada, franzina e baixinha tinha um medo horrendo dela! Na tal escola nada era bom, só a hora do recreio, tirando a merenda que era sempre leite, leite, leite e na caneca de plástico engordurada! Que nojo! Nunca tomava, mas pegava pra gordinha que enchia a garrafinha d'água com o leite reteté e levava pra casa. É, a vida não era tão fácil!

Com poucas semanas após a mudança, passamos por um susto tremendo. Faltou luz no bairro e ficamos três longos dias sem energia! Foi aí que aprendi a fazer lanterna de lata de leite com vela! E a minha estava sempre à mão, já que a falta de luz era constante. Mais alguns meses à frente, descobrimos para que servia o rio no final da rua, além de ser depósito de lixo, já que o bairro não tinha coleta regular. Servia para transbordar é óbvio! Lixo + chuva = a enchente! Deciframos esta equação da maneira mais dolorosa e triste, ou seja, na prática!

É claro que sobre isso ninguém comentou, nem na época da procura pela casa e nem depois que mudamos! E com muita coisa ainda embalada, enfrentamos o primeiro corre-corre, suspende as coisas e corre para o Brizolão, campo dos refugiados da chuva! Eu não lembro de muita coisa deste dia. Só de ir no ombro do meu pai, pois a água na rua batia na cintura dele. E de chegar no pátio da escola e encontrar quase que uma festa, gente que não acabava mais, o Credinho (dono de um grande boteco) distribuindo biscoito milhopan pra mulecada, e um zunzunzum sem fim! Não ficamos muito tempo naquela muvuca, em algumas horas voltamos pra casa, a água já tinha baixado e restava muito trabalho para fazer!!!! Limpar tudo e se acalmar do susto!

Morar no Caioaba não era só tristeza. Essas pequenas calamidades afetavam meus pais que se preocupavam com nosso bem estar. Crianças não ligam para nada disso. Ou melhor, eu não ligava, não tinha consciência de risco, necessidade ou falta de algo melhor. Morar na baixada foram quatro anos de diversão e alienação da realidade da minha vida e dos que me cercavam.

Muitas coisas aconteceram no Caioaba, e o resto da história eu conto depois.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sonhar pra quê?

Num domingo desses, caminhando rumo a um lugar qualquer ouvi um papo que me intrigou. Um menina com cerca de 9 anos, divagava com a mãe sobre seus sonhos e projetos, falando sobre o que gostaria de ser e tudo o que desejava da vida. E no meio desse papo ela perguntou, inocentemente:

- Mãe, com o que você sonhava quando era crianças?

A mãe, num tom muito áspero e rancoroso, respondeu:

- Sonhar? Eu nunca tive tempo para sonhar! Nunca tive sonhos! Isso é coisa pra quem tem tempo sobrando.

Nossa, a resposta doeu em mim, não pela menina ouvir isso, e sim por ouvir uma confissão tão dolorosa! Todo mundo tem sonhos. Não consigo imaginar que em alguns ano não tenha parado um só instante para desejar e sonhar com algo. Não quero e nem posso julgá-la, mas deve ter passado uma vida muito cruel.

É nessas horas que penso como minha vida é boa, pelo menos ainda alimento meus sonhos e alguns chego até a realizar. E quantas pessoas já perderam completamente a capacidade de sonhar? Quantas já perderam a esperança de dias melhores, de justiça e vitória sobre seus dias tão pesados?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

"Te Amo"

Enquanto penso em você, enquanto escrevo para você, te ouço aqui. E sabe, estive pensando que eu te amo tanto, com todo calor que posso te dar, com todo egoísmo que possuo em te querer só pra mim, com tudo que pode haver de bom e até com meu lado condenável. Fazer o que, não é? Eu simplesmente te amo. E é com toda minha memória e experiência, mesmo que inútil para você. E neste amor, ainda te ofereço meus suspiros e sonhos, afinal já são seus. Consigo te amar até na raiva que sinto da sua facilidade em me decifrar. Te amo pela sua existência, pelo seu brilho na minha escuridão. E por hoje é só isso, apenas te amo.

Bruna Turques