sexta-feira, 30 de julho de 2010
Só para Informar
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Curtinhas - A Culpa é da Tecnologia
Uma ligação não atendida então? É o suficiente para me fazer pirar! Número restrito me deixa zonza. E toda essa ansiedade tem que dar em alguma coisa, e adivinhem só? Me leva a comer besteiras...
Deve ser por isso que detonei um barrão de Laka em quatro dias. Isso aí. Agora tudo ficou mais claro! A minha gula é totalmente por culpa da T-E-C-N-O-L-O-G-I-A !!!
*Teoria desenvolvida ao detonar um Mc-Podrão!
sábado, 24 de julho de 2010
Nudez Emocional - Alain de Botton
Curtinhas do Dançando
In love
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Resultado do Teste de Autoconhecimento
Curtinhas do Dançando
sábado, 17 de julho de 2010
Um causa, duas sentenças
Hoje fui ao supermercado comprar algumas coisas para organizar um lanche amanhã. Como, após as compras iria a um compromisso e só retornaria para casa a noite, sai de casa com meu agasalho (lê-se casaco, cachecol soltinho no pescoço, calça e tênis), bem "iverno-tá-frio-pacas". Porém, apesar da fina chuva que caia, não estava tão frio assim.
Beijos.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
E-mail Recebido - E-mail Respondido
E o segredo era isso aqui. Seu blog. Fiquei pensando "se ela não me conta, é porque deve ter muito de mim por lá". Isso me instigou ainda mais a procurar. Fui ao bom e velho google. Tentei alguns títulos feminista (lembrei da sua descrição pra ele "mulherzinha"), mas não achei nada! Estava sem criatividade para procurar. Então resolvi dar uma olhada no seu orkut, olhei suas listas de comunidades, e nada. Até que reparei no seu perfil, e estava lá "Dançando Para Não Dançar". Cliquei muito entusiasmado.
Fiquei surpreso com o número de textos que você já postou (acabei de aprender este termo). Eu achei não passaria de dez. Na verdade eu queria matar minha curiosidade e me encontrar por lá. Então resolvi ler os textos a partir da época que nos conhecemos até os mais atuais. E li todos. Poxa Bruna, não me vi em nenhum. E isso foi decepcionante. Eu te vi em todos, alias, te vi mais nos textos que pessoalmente. Deu até pra entender algumas atitudes suas.
Eu só passei para dizer que agora você ganhou um leitor. E eu espero um dia me ver nos seus "posts".
Saudades.
Juízo.
Beijos.
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Olá. Realmente há muito tempo não conversamos (por nenhum meio de comunicação). Grande foi a surpresa ao ver um e-mail seu. Nunca enviou nenhum. Que surpresa saber que você ainda tinha essa curiosidade com o blog. Bastava pedir e eu enviaria o endereço para você. O mistério era só para alimentar sua curiosidade que é enorme. Outra surpresa é saber que me subestimava. Quanto aos textos e você estar neles, talvez não tenha lido com atenção, pois você está em muitos deles sim! Só que a minha perspectiva é muito diferente da sua. Certamente os caras mais ridículos que já descrevi no blog foram baseados em você. O fato é que você esperava algum conto apaixonante cujo nome do bendito fosse o seu, algum poema cujos detalhes físicos e morais se enquadrassem com você. Sinto informar que, meu ponto de vista a seu respeito não é tão belo assim.
Obrigada pela visita! Volte mais vezes. Como você mesmo disse "é mais fácil me ver aqui do que pessoalmente". Sim, aqui eu não preciso me passar por boa moça! Aqui eu não preciso fingir que você é "o cara". Ah, e agora você tem um texto sobre você (e tem uma música para você). Seu e-mail acabou de ve virar um texto no blog.
Beijos.
Juízo.
Saudades.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Apaguem as luzes: Quero ver com os olhos da alma
Em princípio, parece um contra-senso que alguém peça: “apaguem as luzes; quero ver!”
No entanto, vale a pena acompanhar com atenção os argumentos do pensador que a escreveu, para entender que luzes são essas que, apagadas, podem favorecer a nossa visão. A mensagem foi escrita por um ilustre professor, e diz o seguinte:
A beleza da consciência não costuma se mostrar no clarão das luzes que brotam do calor dos acontecimentos.
Assim como os olhos exigem alguma proteção para olhar diretamente em direção ao sol, nossa razão pede a proteção do tempo para poder contemplar com serenidade a verdade em todo o seu esplendor.
É preciso distanciar-se dos fatos, das experiências vividas, para finalmente poder-se contemplar a beleza da verdade.
O tempo é o único colírio capaz de limpar os olhos da nossa razão, com os quais realmente enxergamos.
É mister despir-se das ilusões, miragens que não ocorrem apenas para os perdidos nos desertos de areia.
É essencial livrar-se dos falsos valores que levam a julgamentos igualmente falsos; abandonar tolas crendices filhas da angústia e do medo do desconhecido.
Existe ainda o perigo do deslumbre que cega a mente e ilude nossa capacidade de julgar; a vaidade tola e a megalomania, caminhos que levam a bezerros de ouro, à paixão pela conquista do poder pelo poder, ou como forma de submeter o próximo.
Nossos olhos, muitas vezes, emprestam lentes de narciso, capazes de distorcer nossa real imagem e os julgamentos que fazemos dos nossos atos.
Só o tempo permite àqueles que dele fazem bom uso, cultivando o saber e examinando a vida em profundidade, perceber as coisas realmente importantes e belas.
Nós humanos, como as flores, os pássaros e tudo que é vivo, temos um ciclo que se inicia com o nascimento, prossegue com o florescer da maturidade e termina com a morte.
Morremos todos, sem a beleza ou o vigor físico; de nada adiantam nossas conquistas terrestres, todas são fugazes.
Se algo for eterno, será apenas a consciência que adquirimos neste viver.
Esse enorme mistério da vida e da morte é o mais tranqüilo, límpido e belo espetáculo ao qual nenhum outro se compara, mas que só pode ser observado e compreendido com o tempo, com o passar do tempo; esse é um privilégio reservado aos que usaram bem seu tempo de vida.
É contraditório, mas é preciso morrer para se entender e vislumbrar toda a beleza da vida.
Daí, talvez, a sabedoria popular do velho ditado que diz: “neste mundo, quem mais olha menos vê, quem não morre não vê Cristo”.
Acredito que, no ditado popular, a palavra Cristo significa “ter consciência do processo da vida”.
Se fôssemos capazes de menores ilusões e maior consciência, certamente seríamos muito mais felizes.
Teríamos maior prazer no trabalho, trataríamos o próximo com mais amor e respeito; seríamos mesmo capazes de amá-lo, não por nossos interesses, mas sim por ele mesmo.
Não teríamos a maioria das nossas preocupações, dormiríamos melhor, administraríamos melhor nossas energias e não permitiríamos que tolas fantasias e angústias desnecessárias se apossassem de nosso ser.
Viveríamos em paz, teríamos mais tempo para as crianças, as flores e os pássaros.
Não necessitaríamos (o ser humano) do consumo de drogas ou de bens supérfluos, usaríamos nosso tempo e nossa energia para coisas muito mais prazerosas; pensar e examinar a vida, livrar-nos de falsos valores, fantasias e miragens, encontrar a essência da vida, ver com os olhos da alma.
Pense nisso!
Apague as luzes, dilate as pupilas da alma, e veja.
Professor Oriovisto Guimarães, Reitor do Centro Universitário Positivo – UNICENP
domingo, 4 de julho de 2010
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus IV (final)
No post anterior:
(...)O senhor poderia me ajudar a pegar um ônibus? É que perdi meu dinheiro e só tenho R$ 0,45 agora (mostrando as moedas para ele). (...)
(...)Quando enfim, o pesadelo parecia ter acabo, resolvi ligar para alguém! Liguei para Andressa contando o ocorrido, meio sem voz e com a cara inchada, tentei explicar o desastre da tarde! Isso já passava das 18h30. Foi então que ela me lembrou: Bruna, por que você não me ligou? Ou então ligasse para Fernanda que trabalha na FIOCRUZ (muito perto de onde eu estava).
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O tempo que levei para chegar ao prédio onde trabalhava foi o suficiente para me recuperar do susto, mas não para meu rosto voltar ao normal! Estava muito inchado, poxa, foram 120minutos de choro e desespero!
Quando acordei de verdade já estava quase chegando a Campo Grande. O ônibus estava quase que completamente vazio. Fiquei ali meio sonolenta tentando me situar, até que numa olhada rápida para o lado avistei uma carteira embaixo do banco na outra fileira!
Mudei de banco e peguei a carteira! Olhei em volta e as poucas pessoas que havia ali estavam sentadas do meio para trás do ônibus. Então, abri a carteira e fui direto na identidade conferir a foto. Vi que era de uma pessoa jovem. Olhei em volta novamente e não vi ninguém parecido! Guardei a carteira! É estranho achar algo que de repente pode ser valioso! Parece que foi roubado e não achado! A sensação é muito esquisita!
Mas, tudo bem. Já estavamos chegando ao terminal e me ocorreu de deixar a carteira com o despachante da linha. Desisti da ideia quando lembrei que o dono poderia nunca mais achar seus documentos. Mesmo assim, ao descer do ônibus, perguntei ao despachante o que eles faziam com as coisas encontradas nos carros, e ele informou que eram encaminhadas a garagem e que seria só ir lá buscar! Ok. Como eu acho aquele pessoal da rodoviária meio esquisito, resolvi levar a carteira comigo.
Quando cheguei em casa fui correndo dar uma conferida no "meu achado". Fiquei muito curiosa, principalmente por nunca ter encontrado nada na rua! Então pensei: só preciso achar um número de telefone para identificar o dono e devolver!
Na carteira havia alguns cartões , papéis, um pouco de dinheiro, os documentos, um crachá e só! Não encontrei nenhum telefone! Fiquei pensando como poderia ter tantos papéis e nenhum número! Nenhum cartão pessoal com telefone, nada! Então tive que fuçar mais a fundo! Comecei a ler todos os papeizinhos que encontrei! E pasmem, fui achar um telefone escrito a lápis num extrato de banco velho! Ah, e não tinha nome para identificar o telefone!
E assim foi! Na segunda ele me ligou marcando um horário para passar lá no meu trabalho e buscar suas coisas. Acabei descobrindo que esta foi a terceira vez que perdia a carteira! E que ele desceu bem pouco tempo antes de eu achar a bendita!
Ele ficou bastante agradecido e ficou de voltar para me agradecer (uhum). E voltou. Alguns dias depois me levou uma lembrança que tenho até hoje. E ganhei um amigo que tenho até hoje também!
É engraçado que não sabemos onde vamos encontrar coisas e pessoas! É sempre da forma mais inusitada. Num mesmo dia que perdi meu dinheiro (que não era lá grandes coisas) e passei algumas horas de terror (para mim foi isso), eu encontrei algo que estava perdido! E ganhei um ótimo amigo (que já foi um pouquinho mais que isso).
Definitivamente não sabemos de nada nesse mundo!
Leia Também
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus I
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus II
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus III
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus IV
sábado, 3 de julho de 2010
Tudo Acontece Numa Viagem de ônibus IV

Da Série Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus.
Sai do trabalho por volta das 15h, pois foi o horário que ligaram informando que poderia ir buscar o dindin. Fui correndo, afinal de contas ainda tinha que pegar um ônibus para ir receber, outro para chegar ao banco e ainda voltar ao trabalho! Beleza, sai sem bolsa, só com dinheiro de passagem e celular para facilitar a entrada no banco!
Peguei o cheque ligeiro! Voei para o banco e cheguei por volta de 16h03. Que legal. Portas fechadas! Bacana isso! Implorei ao guardinha para me deixar subir, mas ele não cedeu! Liguei para um amigo que é gerente da mesma rede de bancos que eu era cliente, mas ele não conhecia o gerente da agência Botafogo. Ok.
Respirei fundo! Sexta-feira né, todo mundo a mil! Para todas as contas, serão só dois dias de atraso, não é o fim do mundo! Mas era irritante, ter todo aquele dindin e não poder usar! Ok. Guardei o cheque e fui para o ponto de ônibus, ultra irritada. Esperando meu bus, enfiei a mão no bolso para separar logo o dinheiro da passagem e...ops! CADÊ O DINHEIRO? Comecei a fuçar todos os bolsos! E nada! Só cheque, umas moedas e o celular! Como assim? E agora?!
Sentei no banco do ponto e comecei a pensar nas hipóteses, ainda era cedo, por volta das 16h20 então eu poderia: pedir carona, pedir carona, pedir dindin no ponto de ônibus? Ah meu Deus, e agora? Meu olhos começaram a marejar, a garganta foi apertando, o ar...cadê o ar?!
Gente, é uma agonia sem tamanho! Pensei na distância entre Botafogo e o Centro da Cidade e qual seria a possibilidade de ir andando! Mas, quando olhei para os meus pés e para o salto que escolhi naquela sexta-feira, desisti da ideia. E eu comecei a chorar! Chorar e chorar, sem parar! Mas chorava muito!
Contei as moedas e tinha apenas R$ 0,45. A passagem era R$ 2,00 (confesso que não lembro o preço, mas acho que era esse). Fiquei ali sentada tentando imaginar aonde foi parar o dinheiro que coloquei no bolso! Não sei, mas devo ter perdido nesse tira e bota cheque e celular no bolso! E tudo isso sem parar de chorar! Cada vez que eu lembrava de como estava distante, sozinha e dura, começa a chorar de novo! Eu chorei tanto que meu rosto inchou, ficou vermelho e a cabeça começou a doer de tanto fungar o nariz!
Num breve momento que parei de chorar, percebi a presença de um despachante de ônibus, então tive uma ideia, vou pedir para ele me colocar num ônibus! Mas poxa, como pedir para me deixar entrar de graça, estou toda arrumada, no salto e dura? E fiquei ali em pé e chorando perto do despachante!
Neste momento, uma menina que deveria ter uns 11 anos de idade veio me oferecer bananada! Eu olhei pra ela e mandei: ah poxa, se eu tivesse dinheiro para bananada...não tenho nem para ir embora! Estou aqui dura e precisando ir para casa! Ela ficou me olhando sem entender e chamou outra menina que também vendia doces! Juro que pensei "é agora que vou perder meus R$ 0,45". Mas ela apenas comentou "a tia está chorando", e ficou me olhando espantada e de longe! Juro também que pensei em me aliar a ela, vender doce no sinal até juntas os R$ 2,00 e ir para casa, mas não daria certo! Desisti da ideia e comecei a chorar de novo!
O tempo passou, deu 18h e eu ainda estava no mesmo lugar e chorando. O pior de tudo é que em quase duas horas que estive ali me acabando em lágrimas não teve Um cidadão para me socorrer! Ninguém para procurar saber se eu precisava de alguma coisa ou quem sabe era uma louca fugitiva, sei lá! Nada. Ninguém. Só as crianças que vendiam doce!
Foi então, que com voz embargada me cheguei ao despachante e mandei: O senhor poderia me ajudar a pegar um ônibus? É que perdi meu dinheiro e só tenho R$ 0,45 agora (mostrando as moedas para ele). Ele me olhou de cima a baixo, meteu a mão no bolso e catou um montão de moedas e me deu a continha para a passagem! Agradeci e me enfiei no primeiro ônibus que passou!
Quando enfim, o pesadelo parecia ter acabo, resolvi ligar para alguém! Liguei para Andressa contando o ocorrido, meio sem voz e com a cara inchada, tentei explicar o desastre da tarde! Isso já passava das 18h30. Foi então que ela me lembrou: Bruna, por que você não me ligou? Ou então ligasse para Fernanda que trabalha na FIOCRUZ (muito perto de onde eu estava).
Entenderam? Eu fiquei ali sofrendo por duas horas por pura falta de cabeça, memória, calma e foco! Droga, tinha duas pessoas para me socorrer e não pedi ajuda a nenhuma delas! Como o desespero cega a gente não é? Poderia ter ido andando até o trabalho da Fernanda que ficava a uns 500m, no máximo, de onde eu estava. Mas fiquei tão transtornada que não lembrei de nada!
(Continua)
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus I
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus II
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus III
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Carta ao Passado
Mente vazia nos faz pensar em cada coisa e lembrar de alguns acontecimentos dignos de serem esquecidos! Porém, resolvi compartilhar!
Estive pensando: Todo mundo gostaria de estar no futuro para ver o que aconteceu, ou voltar ao passado e mudar alguma coisa, mas eu queria ir lá no passado e dizer algumas coisas, não mudaria nada, seria apenas assim mandar uma carta, um telegrama, uma mensagem, quem sabe. Apenas um aviso!
Bem, a(s) minha(s) carta(s) seria(m) assim:
*Alguns nomes são ficticios.
Tia que sempre me dá os presentes mais toscos do mundo e que tem os filhos que ganham os melhores presentes: humildade é disciplina! Quem diria em? Seus filhos sempre foram toscos, e continuaram toscos!
Sandrinha, loirinha bonitinha, sinto lhe contar, mas os filhos virão antes do esperado e tudo o que é valorizado agora, você me entende, descerá pelo ralo. Por tanto, foco amiga! Foco.
Banda do segundo grau, poxa vocês precisam fazer sucesso ou teremos que aguentar uma galera que se diz "emo", bandas chamadas NX Zero, Strike, Cine, entre outras! Poxa, eu torço por vocês, façam sucesso!
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Estas seriam algumas cartas que mandaria! Agora meu ocorreu: "o que será que mandariam pra mim? Larga de ser chata?" (ri alto agora). Que seja!
Encontro Marcado III - Final
--->>>> ELA É VIRGEM. DEVE TER + DE 30 ANOS.NÃO, MAIS DE 35 COM CERTEZA…CARACA. O CARA DEVE TER FICADO CHOCADO E EU TO PASSANDO MAL DE TANTO RIR, POR DENTRO <<<----- . . . Para piorar tudo ela queria namorar, ele não! Só pra variar! Se bem que ela não disse se falou sobre isso com ele, também, primeiro encontro meio as escuras, seria papo brabeira…mas também ele já foi para o fight e isso é brabeira. . . .
Sabe tudo isso me fez pensar muito, afinal de contas ela é mais uma para o clube das que "se-empolgaram-com-algo-que-não-aconteceu". Parabéns Elisa, bem vinda ao clube!
O fato é que ele veio de longe (creio que não foi para conhecê-la) e combinou esse encontro por um motivo. Acompanhe o raciocínio:
Todo homem quer ter um momento de "eu sou importante para alguém ou por algum motivo" e quer, no caso dele externar isso na Cidade Maravilhosa, com alguém que possa lhe fazer companhia. Não poderia ser alguém contratado porque não teria graça e nem segurança. Mas ter uma carinha nova para degustar não seria perfeito? Novas histórias, novos perfumes...
Então o "bonito" aliou a fome com a vontade de comer. Enquanto ela vai de encontro ao homem da sua vida, ele vai encontrar o passa tempo da sua viagem (que não é nenhuma tribala), pior o passa tempo da sua vida ridícula, monótona e vazia. Hoje ela choraminga com as amigas ao passo que aumenta o seu colesterol e sua pressão arterial em meio aos Mcs besteiras que come. E ele? Bem, aumenta a pança com o chopp gelado e cansa a língua contando suas aventuras ou desventuras com a virgem de 40 anos!
...
De tudo isso nasceu O POÇO DOS DESEJOS
Achei um poço dos desejos
Nele joguei todas as minhas moedas
Que grande poço dos desejos
Nele minhas moedas se perderam
Talvez não tenha sido o suficiente
Voltei ao poço dos desejos
Com uma caixa cheia de moedas
Joguei uma a uma com calma e atenção
Para cair no lugar certo
Esperei.Esperei. E nada
Voltei ao poço dos desejos
Fiquei pobre só para comprar todas as moedas possíveis
Joguei um conteiner de moedas lá dentro
Esperei. Esperei. E nada.
Até que voltei ao poço
Não havia mais moedas para jogar
Então chorei. Minhas lágrimas molharam o chão
Só assim olhei para baixo e vi
Uma placa com letras de bula que diziam:
POÇO QUEBRADO. POÇO FURADO. POÇO SEM FUNDO.INÚTIL.
...
Então pessoal, chega de jogar moedinhas fora no poço inútil? Pense que sua moeda é seu tempo! Ele pode até não acabar, mas passa e voando!
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Encontro Marcado - II
No post anterior:
Almoço no aeroporto e dali ela foi embora, de táxi! Sabe, disse ela, demoramos um tempão no almoço, acabei indo embora e não marcamos nada mais tarde porque eu moro longe e ele estava hospedado em Copacabana é perigoso né gente, além do mais, já tínhamos marcado para o dia seguinte.
Meu sininho estava tocando várias vezes. Ela é burra, ingênua os dois ou se faz?
Mesmo tendo sido só isso (eu acho pouco) ela voltou toda felizinha, passou o resto da tarde e a noite contando e recontando a mesma ladainha para as amigas!
No dia seguinte, tratou de levantar cedo, deu graças a Deus pelo dia lindo que estava fazendo, se arrumou rápido e partiu pra encontrar com Gerson. Ficou combinado, no dia anterior, que fariam pelo menos um passeio turístico. E lá foi ela, com a cara e a coragem. E haja coragem de enfrentar essa pequena distância entre ZO e ZS, mas foi. Segundo ela, queria aproveitar muito esse dia, pois seria o último dele aqui e ela nem sabia se seria convidada para conhecer Florianópolis, enfim, tinha que aproveitar.
E aproveitaram, fizeram vários passeios, caminharam na praia, passearam até cansar, até que ele falou que precisava fazer o check-out no hotel, tomar banho e se preparar logo, pois o retorno seria as 18h e ele não queria fazer tudo em cima da hora. Foi então que ele a convidou para ir com ele ao hotel. Ela muito inocente (com muitas juras enquanto contava o causo) aceitou o convite. Ficou babando no hotel, disse que era extremamente chique, pena que não disse o nome, pois eu iria tratar de colocar fotos aqui. O fato é, enquanto ela ia toda boba pagando de namoradinha, de mãos dadas passeando no hotel, ele tinha certeza de que acertou em cheio no convite!
Entram no quarto (que ela só fazia olhar para todos os lados) e ele deu uma ciscada nas coisas meio que arrumando e tal, até que…taran ele deixou tudo pra lá e resolveu que seria melhor fazer algo mais interessante né gente! Foi catando a Elisa já rumo a cama e ai, SÓ ENTÃO a ficha da bendita caiu! Mas aí querida ela mandou na lata: AE GERSON, NÃO VAI ACONTECER NADA NÃO. Mas por que Elisa? Estamos aqui, eu, você… Gerson, eu sou virgem (juro que nessa hora eu não ouvi, só matei a dúvida depois de um tempo quando ouvi o resto da história, mas tive que olhar pra cara dela, disfarçadamente é claro). Pena que vocês não podem ver como isso está escrito no meu caderno, está mais ou menos assim:
---->>>> ELA É VIRGEM. DEVE TER + DE 30 ANOS.NÃO, MAIS DE 35 COM CERTEZA…CARACA. O CARA DEVE TER FICADO CHOCADO E EU TO PASSANDO MAL DE TANTO RIR, POR DENTRO <<<-----
Rolou um choque e ele só disse: acho que encontrei uma agulha no palheiro. Sendo assim, vou tomar banho, você se incomoda de esperar? Ela disse que não e ficou lá esperando o bonito se arrumar, ainda ajudou a escolher a roupa (coisa tosca) e depois foram para o aeroporto almoçar (cara estranho só quer comer no aeroporto- eu pensando).
--------->>> QUE DROGA, TÁ UMA BARULHEIRA NESSE MC. É MÃE GRITANDO, CRIANÇA CHORANDO, GENTE FALANDO..GENTE CALA A BOCA, EU PRECISO OUVIR O RESTO DA HISTÓRIA <<<----------
Apesar do ruído, ela estava contando sobre o almoço e claro sobre a curiosidade dele sobre a escolha de castidade que ela fez. Bem, ela explicou que não foi escolha de castidade, mas que nunca teve uma namorado de verdade e que por isso não se sentia na obrigada de fazer nada! E que ela não queria nada casual, não queria arrependimento e bla, bla, bla. Ainda contou que nenhum dos dois ficaram constrangidos por conta disso. Então tá né. E que ele a chamou de inocente por ter ido até o quarto sem levar para este lado.
Almoçaram, deu a hora dele. Ele foi embora e ela ficou na pista, literalmente. Porque ter que voltar pra Campo Grande é dose! Sozinha então, aff. Algumas maluquices nem Freud explica. N
o final das contas, como já era de se esperar, ela ficou decepcionada por causa das intenções dele e até chorou (isso porque não aconteceu nada, vocês imaginem só em).
---------------->>>POR QUE ELA TEM QUE FALAR TÃO BAIXO AGORA? O PIOR DA HISTÓRIA JÁ PASSOU<<<-----------------------
Ela estava empolgada com a história e gostando dele (normal né? Um mês de papo no MSN é como 1 ano de convívio pessoalmente, absurdo isso) queria que tudo desse certo (basta saber o que era dar certo pra ela, certamente seria: mudar de Cidade, morar em Floripa com Gerson!), mas o fato do julgamento errado que ele fez dela a decepcionou. Para piorar tudo ela queria namorar, ele não! Só pra variar! Se bem que ela não disse se falou sobre isso com ele, também, primeiro encontro meio as escuras, seria papo brabeira…mas também ele já foi para o fight isso também é brabeira.
------------>>> SE ELA IMAGINA QUE ESTOU OUVINDO E ESCREVENDO TUDO…RAGA MEU CADERINHO…OPS, FECHANDO JÁ! <<<-----------------
Continua (…)
Encontro Marcado - I
Hoje eu tinha uma missão: fazer cotação de preços de instrumentos musicais, acessórios, comprar alguns matérias, enfim, precisava bater uma boa perna no Centro Comercial. Fui até empolgada, afinal já era hora de comprar essas coisas. Até que não foi demorado, em menos de uma hora cumpri meus objetivos e, tomada por uma louca vontade, entrei no Mc besteira. Tudo bem, depois de detonar uma caixa de bis (-6) e uma barra de laka, não era o melhor a fazer, mas isso tudo é culpa da TPM.
Como sempre, peguei o caixa mais lerdo da loja do Mc, a atendente era uma songa, meu sanduiche demorou minutos para sair, que saco! Tudo bem, logo, logo, estaria me entupindo de sódio e gordura saturada e ficaria calma.
Peguei meu lanchinho saudável, e subi, o salão aqui de Campo Grande é novinho e muito bonito, aconchegante, tem sempre um som legal. Escolhi tanto para sentar e acabei sentando de frente para um casal que estava me dando alergia! Tudo bem, me concentrei na bomba calórica e meti bronca. Aproveitei para conferir a folha da bandeja, analisar minhas compras, mexer no celular de maneira avulsa, ler umas mensagens velhas, conferir de novo os créditos gastos, restantes, bônus e tudo que for possível, sabe, essas coisas que se faz quando não tem com quem conversar?
Estava lá distraída, e três jovens senhoras sentaram na mesa ao lado, tudo normal. Continuei com as anotações que estava fazendo, calculando os gastos do dia, até uma delas (nomeada de Elisa) começou a contar um caso amoroso aos cochichos! Foi instantâneo, comecei a prestar atenção, virei a página e tomei nota do caso.![]()
Elisa começou a contar, super empolgada, do gatão que conheceu na internet. Estava levando uma vida muito pacata, só no trajeto casa x trabalho. Final de semana nada pra fazer, só em casa curtindo (como se isso fosse possível) o momento dona de casa. Sua vida era bastante diferente das mulheres da sua idade, principalmente considerando que ela morava sozinha! Estava numa rotina tão down que seu último aniversário, de 36 anos, se recusou a comemorar. Só não pode negar o convite de almoço dos seus pais. Não preciso nem dizer o que contou sobre o coração né?! Nada para esquentar o coração, nenhuma aventura amorosa, nenhum caso, casinho ou casão, nada! Então resolveu fazer um cadastro no “”par perfeito”.
Nos primeiros dias de cadastro e caça ao tesouro, começou a conversar com um carinha de Floripa, Gerson. Ficou bem empolgada já que ele, além de regular idade com ela, tinha 38 anos, era solteiro e tinha um emprego legal (quanto ao emprego ela fez questão de constatar o fato por telefone, não sei como, mas fez). A partir daí, vocês já sabem né? São longas horas de papos pela praga do msn, telefone, e-mail, torpedos e os dias correm. Estava bastante empolgada, como um cara poderia se importar tanto assim, eles nem se conheciam direito. Surtou de alegria ao saber que ele viria para o Rio a trabalho e o melhor: sugeriu um encontro!
Pronto. O circo estava armado. Ainda faltavam duas semanas para o príncipe chegar a Cidade e Elisa já estava retocando a raiz dos cabelos, marcando depilação, pés e mãos para um dia antes da chegada. Contou para todas as amigas do tal encontro, e claro sempre com um certo exagero no motivo da viagem de Gerson ao Rio. Ainda tinha omissões, claro, para uns amigos conta tudo por que vai achar graça, para outros conta só o que interessa, ou então terá puxão de orelhas. Inclusive, as duas à mesa não sabiam a histórias concreta e ela fez questão de enfatizar: – Agora eu vou contar tudo, nos detalhes. Que vontade de rir neste momento, mas me segurei.
Elisa teve uma ótima idéia, ou pelo menos é o que toda mulher faz quando vai conhecer um estranho, avisa para meia dúzia de amigas e marca uma hora para ligar contando se está tudo bem, e deixa umas três de sobreaviso “caso eu não ligue, você me liga”. Ela fez o mesmo e foi além, pediu a MÃE de uma amiga para levá-la ao encontro.
No dia e hora marcados (um sábado – olha o sininho batendo na minha cabeça: viagem a trabalho x sábado?) ela foi para o aeroporto esperar o príncipe, que não veio a cavalo, mas de avião mesmo. A amiga e a mãe, deixaram-na no ponto de encontro, mais trocentas recomendações e foram embora. Elisa ficou lá, piriquitante a espera do bonito!
Bem, o vôo estava marcado para chegar as 10h da manhã e já passava das 11h30 e nada de Gerson! Até que ela resolveu ligar e ele atendeu calmo, sereno e tranquilo dizendo que chegou mais cedo que o previsto (??!!!) e já estava no hotel, pediu que ela esperasse um pouco, pois ele foi só deixar as coisas no hotel e já voltaria para encontrá-la. E assim foi, cerca de 40minutos depois ele chegou! Ficou aquele clima meio estranho nos cinco primeiros minutos, mas como ela disse, ele era tão simpático e comunicativo que isso logo passou. Foram almoçar no aeroporto mesmo (???!!!). Cerca de meia hora depois de estabelecida e com a confiança conquistada e adquirida, foi ao banheiro rapidinho e disparou torpedo para todos avisando que não estava numa banheira com gelos e não tinha ninguém querendo tirar seus rins, ou seja, mulherada estou bem! E foi só isso! Almoço no aeroporto e dali ela foi embora, de táxi! Sabe, disse ela, demoramos um tempão no almoço, acabei indo embora e não marcamos nada mais tarde porque eu moro longe e ele estava hospedado em Copacabana é perigoso né gente, além do mais, já tínhamos marcado para o dia seguinte.
Continua (…)
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Maracujá de Gaveta
Engraçado como surgem as metáforas!
Ontem passei um dia de “Amélia”, ou seja, fiz faxina, cozinhei, lavei louça, lavei roupa, enfim, totalmente dona de casa. A noite decidi fazer um rango mais saudável, o que não é muito comum aqui em casa. Então preparei uma carne com legumes (conhecida como jardineira), arroz com brócolis e feijão. Aqui em casa, normalmente, para beber tem Coca-Cola, mas ontem resolvi completar o cardápio com algo mais natural, ou seja, suco. Bem, tinha uma garrafinha de caju meio esquecida na porta da geladeira. Resolvi dar uma olhada no restante para ver se achava algo mais. E achei! Dois maracujás.
Eram os típicos maracujás de gaveta. Murchos, meio pretos e molengas. Achei que não já estavam ruins, porém resolvi abrí-los para ver, e acreditem estavam ótimos por dentro. Madurinhos e com bastante polpa. Aquela pele branca que fica entre a polpa e a casca estava bem branquinha e intacta! Rendeu um delicioso suco.
Pelo incrível que pareça, este fato me chamou atenção. Aquelas frutas estavam há tanto tempo na gaveta da geladeira, esquecidas, sofrendo com os agentes externos que as tornou feia, enrugadas e escuras, mas o principal, a polpa, estava intacta, havia uma proteção que não permitia que nenhum agente externo, por mais forte que fosse, as atingisse.
Isso me fez pensar em muitas coisas, como:
- As aparências enganam. Quantas vezes julgamos uma pessoa por sua aparência, achando que não há nada de bom a ser oferecido por ser velha (ou mais velha que nós), por não ter tantas experiências de vida (ou que tenha vivido algo relevante), por não ser importante em sua posição social/econômica quem sabe até intelectual, e não damos a oportunidade desta pessoa se mostrar! É como dizem, ninguém é tão rico que não possa receber, nem tão pobre para que não possa doar, nem tão inteligente que não possa aprender, ou burro para que não possa ensinar…
- Agentes externos não podem me influenciar I. Ora, assim como o maracujá, sofremos ataques externos constantemente. É a propaganda que quer nos convencer a todo custo que precisamos ser mais magras, lindas, altas, loiras, felizes, independentes, dependentes, mães, mulher fatal, solteira, são tantas opressões que nos confundem e se contradizem! Mas estão aí, o tempo todo nos alfinetando, criando imperfeições que não temos, mas elas nos convencem que temos. Criando desejos que não necessitamos, mas nos convencem que seremos felizes se tivermos o produto X.
- Agentes externos não podem me influenciar II. Todos temos cascas. Creio que a minha é a consciência, a índole, o meu caráter e isso protege minha polpa, ou seja, meu coração! Mesmo que tudo por fora estrague, ele deve se manter intacto. Ainda que as maldades e milhares de setas externas tentem me alcançar, com tudo ele deve estar são. Como diz na bíblia “ Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida”, sendo assim é necessário protegê-lo.
- Aproveite as oportunidades. Ainda que você tenha estado esquecido numa gaveta, seja ela qual for, não perca a oportunidade de oferecer o seu melhor fruto, não perca a oportunidade de ser o seu melhor. Não importa para quem, o motivo e muito menos a recompensa. Seja sempre o seu melhor. Há tempo para tudo, até mesmo para receber recompensas. Eu acho muito melhor as recompensas surpresas, aquela que não esperamos! As que vêm da expectativa normalmente nos frustram, afinal nossas esperanças sempre estão aquém do que recebemos.
Vejam só, até as Amélias tem algo para nos ensinar. Imagine quantas metáforas elas já sacaram varrendo uma casa, lavando louça, catando maracujá na gaveta…
Bruna Turques
domingo, 20 de junho de 2010
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus III
Trilha Sonora do Texto – Eduardo e Mônica
Esta é apenas uma simples história de amor, sem final feliz...
Bem, ela era apenas uma estudante, em seu primeiro ano de segundo grau: novo colégio, novas amizades, novas experiências. O destino fez com que ela encontrasse seu príncipe lindamente encantado, de uma maneira um tanto inusitada: durante a aula que mais odiava – que era educação física.
Foi amor à primeira vista; no meio de tantos rapazes, ele, o príncipe lindamente encantado despertou na ingênua estudante um sorriso sincero, adormecido, que era capaz de iluminar seus dias, além de ter iluminado seu coração.
Leiga em vivências do coração, ela tentou se aproximar dele, durante meses, até que num dia muito especial, a doce apaixonada, inesperadamente, ouviu do seu amado, diante de uma certa situação, a seguinte frase: “Claro que eu sei seu nome. Você se chama Mônica. Isso foi um motivo para derreter ainda mais o coração da doce apaixonada. Finalmente, a conversa começou a fluir, e o príncipe encantado perguntou se a doce princesa teria aula, na parte da tarde.
Como ela era totalmente alienada e inocente, respondeu com um “tenho aula de contabilidade”... uma oportunidade foi perdida...
Durante vários meses, ambos descobriram diversas afinidades, que só o destino poderia ter sido capaz de desenhar. Com isso, a paixão, o sentimento de amor, aumentou cada vez mais...
Porém, entretanto, todavia, o príncipe encantado não manifestou nenhum convite oficial, além de vários sorrisos, piscadelas... A situação estava complicada, pois o príncipe estava no terceiro ano, e em dezembro, teria de se formar (apesar de sua amada desejar fortemente que ficasse reprovado).
Pois bem, a mulher moderna está presente em qualquer círculo social, e estava presente no círculo de amizades da nossa princesa.
Num dia qualquer de fim de ano, próximo do mês dezembro, a princesa estava no ponto de ônibus com sua amiga conselheira-feminista-moderna,e o príncipe Eduardo estava também neste mesmo ponto. Força do destino, tal coincidência? Melhor não comentar...
A amiga da princesa, praticamente a jogou pra cima do rapaz, e a obrigou a confessar a paixão secreta (que todas as pessoas sabiam, incluindo a professora de educação física de ambos).
A princesa criou coragem, e resolver arriscar...Lindamente, a menina sentou-se ao lado do moço, dentro de um ônibus superlotado, e ainda por cima quentão. Sem saber como adentrar no assunto, a doida resolveu pegar seu fichário das meninas superpoderosas, e mostrar a matéria de estatística pro Eduardo (já que estavam conversando sobre isso). Estrategicamente, a musa do S-27, resolveu pular para uma folha, onde constava o desenho de um coração com nome completo de ambos. É...Era impossível de não ter certeza de que era ele mesmo, o dono daquele coração.
Alguns minutos de silencia tomaram conta da dupla, até que ele soltou um resmungo. A musa, como é surda, disse: “Não entendi o que você disse”; o coitado repetiu “Tenho namorada”!
Outros momentos super constrangedores se passaram, mas não é melhor relembrá-los, pois dói, dói demais...rsrs
Como a princesa lindamente encantada já tinha se queimado no fogo, resolveu colocar os pingos nos “is”. Disse ao Eduardo que era completamente apaixonada por ele, desde o primeiro momento que o viu...Outros longos minutos constrangedores...Graças à Deus, o ponto dela chegou, o que a permitiu sair daquele situação...
Assim, termina a breve paixão platônica do S-27...A princesa nunca mais foi a mesma, e algumas situações ocorreram após este trágico fim, porém, não vale a pena comentar, pois será comprovado, que nossa princesa virou feminista-psicótica!
* Autora– Andréa Farias
sábado, 19 de junho de 2010
TUDO ACONTECE NUMA VIAGEM DE ÔNIBUS II
Para ouvir enquanto lê – Acaso – Pedro Mariano
Naquele dia havia trabalhado muito! Estava realmente cansada. Cheguei a fila do meu querido ônibus, no Centro da Cidade, doida para entrar, sentar e dormir!
Fiquei completamente em off até a fila começar a andar, não sei ao certo quanto tempo perdi naquela fila! O meu estado de espírito naquela noite não me permitiu prestar atenção nisso! Pois bem! A bendita da fila andou e eu tomei meu rumo à carroça com ar condicionado! Aliás, nem era tão carroça assim, veio o carro mais caro, estilo ônibus de viagem.
Não sabia o que aquela viagem reservaria para mim! Sentei no meu lugar preferido no meio do carro e na janela! Coloquei o óculos escuro, apesar de não ter sol, vesti a blusinha de manga, reclinei o banco e me ajeitei como quem deita numa cama confortável e me preparei para dormir muito! Neste momento cai na besteira de olhar para a roleta e vi um “coisa” passando pela roleta! Sim, uma coisa, porque aquilo não tinha nome! Ele era tão lindo! Assim, tão a cara do sonho! Um sonho que tive há tempos atrás, qualquer dia desses eu conto! Era tão…sei lá o que mais que me perdi! Tratei de tirar o insulfilme dos olhos e prestar atenção! Olhando e pensando “senta aqui, senta aqui”! Acho que descobri como funciona a força do pensamento!
Ele veio bem gracioso caminhando, caminhando e ops, sentou na fileira ao lado! Droga! Pensei de imediato! Serei obrigada a olhar par ao lado! Ao mesmo tempo lembrei do sono que estava sentindo e da vontade absurda de dormir!
Ah fala sério! Não poderia deixar passar. Lembrei de ter sido zoada há pouco tempo com uma frase um tanto ridícula: “e aí está chutando bunda de gato para ser arranhada”? Já que ganhei esta fama, então agora eu iria deitar na cama mesmo! Só não tinha dado conta de que fiquei olhando fixamente para o “sonho” enquanto pensava nisso tudo! Foi quando dei uma piscadela e foquei na “face” dele! E ele estava encarando! Provavelmente me achou uma retardada! Virei rapidinho e tratei de colocar o insulfilme no lugar!
Aproveitei que a carroça se mexeu e parei para olhar a rua por longos 60 segundos! Mas a vontade de olhar novamente para ele me tomou! Então olhei de novo, e novamente ele estava olhando. Fiquei meio agoniada. Normalmente eu olho sozinha poxa! Estava quase pedindo para ele olhar em outra direção! O ônibus não encheu muito ou quase nada! Ninguém sentou ao meu lado! Muito menos ao lado do “sonho”. E os olhares estavam ficando muito frenéticos! Eu louca para rir, como sempre! É que nessas horas eu penso cada coisa engraçada.
Acho que enquanto uma pessoa romântica pensa em como tudo poderia acontecer como num filme eu penso em tudo que poderia acontecer de errado ou cômico! Como por exemplo: ele atender o telefone e eu perceber que ele é fanho! Ser fanho não é o fim do mundo, mas é o começo de uma crise horrorosa de riso! E nisso eu tenho vontade de cair no riso!
Mais uma vez eu fiquei perdida em meus pensamentos e olhando fixamente para o “sonho”. E quando me dei conta ele estava sorrindo, não sei se de mim ou para mim! Ou quem sabe estivesse com um fone bluetooth do lado direito, onde eu não conseguia ver, ou lembrou de uma piada, quem sabe eu era parecida com a tia bruxa dele! Ai droga, mais uma vez me perdi nos pensamentos e ele estava sorrindo novamente! Droga! Virei rapidinho para a janela! E claro fiz a tática do “paquerar pelo vidro” que já contei aqui. Mas não deu muito certo, estava muito escuro e o vidro era escuro!
Tudo isso somado começou a me dar uma vontade incontrolável de rir! Então, a fim de tentar parar com a macaquice, saquei o celular e mandei uma mensagem a uma amiga contando o causo, tão explicado quanto um SMS permite! Como essa tarefa foi realizada em poucos minutos, e eu não tinha parado de rir, comecei a mexer no celular para me distrair, tudo bem que a cada 30segundos eu olhava para o rostinho do “meu sonho” e ops, lá estava ele me olhando!
Voltei toda minha atenção (5% dela) para o celular novamente, até que acessei a função bluetooth! E aí acendeu um holofotes na minha cabeça! É claro, vou rastrear o cara pelo bluetooth, que óbvio! Como não pensei nisso antes?! Então comecei a buscar os sinais de bluetooth ao meu redor! E fiquei um tanto surpresa com os nomes que apareciam: manhoso, florzinha, joaosc, jrttp, pequen., mmre, pedrott, vicpf…
Assim ficou até fácil saber quem era o carinha né?! E analisando os nomes da lista comecei a entrar em outra crise de riso, já pensou ele é o “manhoso”? Socorro! Resolvi deixar o celular pra lá, só pegava para contar as novidades por SMS para minha amiga, ou seja, quase nada! Nessa hora sentou-se ao meu lado uma senhora muito da grande, ou melhor dizendo muito da gorda! Quase cobriu a minha visão geral do “sonho”. Respirei fundo, inclinei um pouquinho o corpo para frente a fim de ver melhor.
E passei toda a viagem assim, tive a impressão de que voamos por sobre os carros, pois não vi engarrafamento, acho até que não vi nada. E em uma dessas olhadas percebi que ele abriu um sorriso largo, não me fiz de rogada e retribui o sorriso! E nisso ele fez um gesto que não entendi direito, parecia o sinal de quem diz “depois”…só não entendi o que era ao certo, mas sorri. Logo nas primeiras paradas a bendita “magrela” ao meu lado desceu e ao mesmo tempo ele levantou, cheguei a resmungar por dentro o fato dele descer tão cedo! Mas, para minha surpresa, ele veio e sentou ao meu lado. Fiquei muito descontrolada! Não sabia o que fazer, comecei a respirar rápido e ele logo soltou um “oi” com o sorriso mais lindo que eu já vi! Não hesitei, sorri e o cumprimentei de volta! E ele logo emendou “o que está acontecendo?”. Respondi de pronto “me diz você”. Acho que estávamos flertando, disse ele sem a menor cerimônia! Fala sério, ninguém usa o termo flertar, pensei. Talvez. Na verdade fiquei impressionada com você. Sou tão bonito assim? Na verdade é, mas não foi por isso, e sim pelo sonho que tive outro dia e foi com você, mas nunca te vi! Uau, como assim? Foi um sonho qualquer, não lembro ao certo, menti para não entrar em detalhes e me enrolar toda. Aonde você mora, disse ele. Próximo as Sendas. Que consciência, eu também! Só falta você dizer que estudou no…ALICE DE SOUZA DUTRA, falamos ao mesmo tempo e caímos na gargalhada. Quantos anos? 24. 27. Solteira? Sim, por pura falta de opção! E você? Sim.
E assim o papo correu livre, leve e solto, totalmente despropositado até que chegou o meu ponto, que, infelizmente, era antes do dele! Bem, eu já vou descer! Que pena, sussurrou. É, realmente! Foi um prazer! Igualmente, salvou minha viagem, falei sem notar o quanto saiu “derretidinha” essa frase. Ele sorriu largo! Ah propósito, ele disse, meu nome é Vitor. Ah. E o meu é Bruna. Virei e me apressei, já que este tipo de ônibus não tem cigarra! Desci meio tonta, meio bêbada de alegria e quando o buzão arrancou me deu um estalo enorme: QUE MERDA EU NEM PEGUEI O TELEFONE DELE! Passei 30 minutos discursando sobre o que gosto de fazer, dia a dia e não peguei o telefone! Mas que droga!!! Ao mesmo tempo lembrei do “vicpf”. Mas é claro!!! Deve ser Victor e o sobre nome, ou as siglas da namorada que ele ocultou, ou nome da mãe…ou da ex…ai droga! Para com isso sua maluca! Falei alto! E segui para casa, feliz por ter matado minha curiosidade e aborrecida por ter sido incompetente na arte de fazer e manter contatos.
Depois disso, passei a chegar todos os dias no mesmo horário ao terminal e a baixar a lista de bluetooths disponíveis naquela área a fim de encontrar não sei quem. Até que a esperança se foi!
Por que nos conhecemos? Por que o acaso o quis? Foi porque através da distância, sem dúvida, como dois rios que correm a unir-se, nossas inclinações particulares nos impeliram um para o outro. Gustave Flaubert
Bruna Turques



