quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Curtinhas do Dançando
Avistei um velho conhecido, que não encontrava há tempos, fiquei até na dúvida se ele ainda lembrava de mim, até que ele mandou um:
- Oi!
Respondi pronta e simpática!
- Oi
Na fila seguinte.
- E aí, casou?
Esbocei um sorrio sem graça.
- Não.
Entra a dona/caixa do estabelecimento no assunto.
- Casar pra quê?
- É que você sumiu, achei que estivesse casada.
Googlei na mente: qual é a relação entre sumiço e casamento? Resposta não encontrada.
- Não casei. (Penso: sabia que existe uma linha do tempo, que não para, entre a época que te conheci, digo na minha adolescência, e os dias atuais?)
A intrometida:
- Ihh casar..casar pra quê? Hoje pra encontrar um homem bom é tão difícil. Vai achar um em 100.
Emendo: Um em mil.
- Poderia te indicar meu filho (risos).
Sorrio sem graça enquanto penso "ótimo, eu aceito".
- Mas ele não vale nada!!! Coitada da namorada dele.
O inconveninente comenta:
- É, para achar o homem bom é preciso pedir direção de Deus!
- Concordo e sempre peço! E quanto ao seu filho "fulana", ele não serve, já que tem namorada! (Nota mental: que pena).
Enquanto isso o sem noção vai embora e eu termino de pagar minhas coisas. Enquanto a intrometida continua:
- Meu filho é muito safado! Coitada da namorada! É uma boa pessoa, mas safado!!!!!
- É... que pena, resmungo.
- Oi?
- Oi? Quanto deu?
E fim de papo! Fui embora rapidinho antes que minha cara denunciasse meus pensamentos!
domingo, 4 de julho de 2010
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus IV (final)
No post anterior:
(...)O senhor poderia me ajudar a pegar um ônibus? É que perdi meu dinheiro e só tenho R$ 0,45 agora (mostrando as moedas para ele). (...)
(...)Quando enfim, o pesadelo parecia ter acabo, resolvi ligar para alguém! Liguei para Andressa contando o ocorrido, meio sem voz e com a cara inchada, tentei explicar o desastre da tarde! Isso já passava das 18h30. Foi então que ela me lembrou: Bruna, por que você não me ligou? Ou então ligasse para Fernanda que trabalha na FIOCRUZ (muito perto de onde eu estava).
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O tempo que levei para chegar ao prédio onde trabalhava foi o suficiente para me recuperar do susto, mas não para meu rosto voltar ao normal! Estava muito inchado, poxa, foram 120minutos de choro e desespero!
Quando acordei de verdade já estava quase chegando a Campo Grande. O ônibus estava quase que completamente vazio. Fiquei ali meio sonolenta tentando me situar, até que numa olhada rápida para o lado avistei uma carteira embaixo do banco na outra fileira!
Mudei de banco e peguei a carteira! Olhei em volta e as poucas pessoas que havia ali estavam sentadas do meio para trás do ônibus. Então, abri a carteira e fui direto na identidade conferir a foto. Vi que era de uma pessoa jovem. Olhei em volta novamente e não vi ninguém parecido! Guardei a carteira! É estranho achar algo que de repente pode ser valioso! Parece que foi roubado e não achado! A sensação é muito esquisita!
Mas, tudo bem. Já estavamos chegando ao terminal e me ocorreu de deixar a carteira com o despachante da linha. Desisti da ideia quando lembrei que o dono poderia nunca mais achar seus documentos. Mesmo assim, ao descer do ônibus, perguntei ao despachante o que eles faziam com as coisas encontradas nos carros, e ele informou que eram encaminhadas a garagem e que seria só ir lá buscar! Ok. Como eu acho aquele pessoal da rodoviária meio esquisito, resolvi levar a carteira comigo.
Quando cheguei em casa fui correndo dar uma conferida no "meu achado". Fiquei muito curiosa, principalmente por nunca ter encontrado nada na rua! Então pensei: só preciso achar um número de telefone para identificar o dono e devolver!
Na carteira havia alguns cartões , papéis, um pouco de dinheiro, os documentos, um crachá e só! Não encontrei nenhum telefone! Fiquei pensando como poderia ter tantos papéis e nenhum número! Nenhum cartão pessoal com telefone, nada! Então tive que fuçar mais a fundo! Comecei a ler todos os papeizinhos que encontrei! E pasmem, fui achar um telefone escrito a lápis num extrato de banco velho! Ah, e não tinha nome para identificar o telefone!
E assim foi! Na segunda ele me ligou marcando um horário para passar lá no meu trabalho e buscar suas coisas. Acabei descobrindo que esta foi a terceira vez que perdia a carteira! E que ele desceu bem pouco tempo antes de eu achar a bendita!
Ele ficou bastante agradecido e ficou de voltar para me agradecer (uhum). E voltou. Alguns dias depois me levou uma lembrança que tenho até hoje. E ganhei um amigo que tenho até hoje também!
É engraçado que não sabemos onde vamos encontrar coisas e pessoas! É sempre da forma mais inusitada. Num mesmo dia que perdi meu dinheiro (que não era lá grandes coisas) e passei algumas horas de terror (para mim foi isso), eu encontrei algo que estava perdido! E ganhei um ótimo amigo (que já foi um pouquinho mais que isso).
Definitivamente não sabemos de nada nesse mundo!
Leia Também
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus I
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus II
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus III
Tudo Acontece Numa Viagem de Ônibus IV
domingo, 6 de junho de 2010
Vai sonhando bobinha
Eu juro que estava na minha!
Dia desses resolvi dar um rolé no shopping. Sabe aqueles dias que você quer andar sem rumo? Tudo bem eu sabia o rumo, queria entrar em cada loja interessante a minha frente e sair comprando tudo, mas não dava! Então, concentrei e fui apenas olhar e deixar a mente um pouco vazia! Ok. Na verdade ela fica bem cheia de ideias quando saio sozinha para olhar vitrines... a imaginação vai longe!
Estava tudo bem, andando, pensando, sonhando... Tudo ando, até que vi de longe um cachorro vindo em minha direção! Fiquei completamente sem ação ao perceber que o deixaram entrar no shopping! Enorme! A raça? A pior... Era do tipo HOMEM! E o “mais-pior-de-ruim”, ex-peguete!!! Ah e toda essa raiva é só porque ele não me liga, não me procura, tomou chá de "joão sem braço" misturado com "sumiço eterno". Provavelmente passou esse tempo se agarrando com uma mocréia qualquer por aí!
Concentrei e comecei a repetir mentalmente abstrai, abstrai, abstrai....ah não, ele me viu!! Abstrai, abstrai..calma, nada de taquicardia, respira, respira, cachorrinho, respira! Ele sorriu para mim! Droga. Serei obrigada a sorrir pra ele! Droga, sorri feliz demais. Pronto, agora ele acha que estou muito feliz em vê-lo! Oi!!!!!! Me vi pronunciando toda alegrinha! Droga (mentalmente).
Como vai?! Disparou sem cerimônias! Muito bem. Respondi prontamente! Bom te ver, ele disse! É. Eu disse. “É” não é resposta e emendei logo, muito bom te ver também! Não melhorei as coisas. Ah...hum...sumido você, não? Ele, um pouco, sabe como é a correria né?! Que correria? Atrás das suas cadelinhas rá rá! Ri alto! Ele muito indiferente: não, falo de coisas realmente importantes.Hum.Minha cara no chão!
Mas então o que tem feito de bom Dona Bruna! Cara, que ódio mortal quando alguém, ou seja, ele, coloca esse Dona na frente do meu nome!
Muitas coisas! E você? Respondi com cara de quem chupou cajá verde. Também, muitas coisas, respondeu de pronto! E eu já tinha feito o relatório mental de tudo o que ele andava fazendo: vadiando, vadiando, ah sim, vadiando e trabalhando vez ou outra! E mandei na lata: muitas coisas é tão vago! Ele, ao contrário do que você pensa, não tenho tido muito tempo para vadiagem (pegou pesado acho que leu minha mente), a senhorita sabia que eu tenho objetivos maiores na vida, além de “pegar mulher”! Ah e não fica com raiva do termo, foi você quem o deu para mim!
É, o ridículo além de ler minha mente ainda se deu ao trabalho de fazer sinalzinho de aspas para falar pegar mulher, como se não fosse do seu vocabulário cotidiano! Que raiva! Estava tão chocada com a superioridade dele que comecei a ter um ataque de pelancas! Minha vontade era sair correndo, mas queria muito mostrar o meu ar de superioridade, que naquele momento estava bastante medíocre.
Bom pra você não é querido?! E ele: sim, muito bom! E as novidades?!
Afinal de contas, o que ele pretendia com essa pergunta ridícula. Ele sabe perfeitamente que desde a última vez que nos vimos, e isso faz muito tempo, não tenho novidades, se assim não fosse já estaria nos meus perfis sociais, bem explanado, com letras garrafais, negritos e fonte 50. Tudo bem. Respirei fundo e disse apenas que não tinha nenhuma novidade digna de contar numa conversa de 5minutos com alguém que não via há tanto tempo! E ele respondeu: Resumo da ópera, nada aconteceu desde a última vez que nos vimos!
Nossa! A raiva cresceu em colega! Vou te dizer, a vontade mesmo era de dar um soco na cara dele, uma voadora e mais uma banda, pra ele cair de bunda no chão! Tipo fatality do Mortal Kombat , aquele golpe que acaba logo com o adversário!
Respondi apenas que ele poderia interpretar como quisesse! Mas então entrei de sola, já estava com raiva mesmo, ele conseguiu acabar comigo em 5minutinhos na graminha*. Então mandei: E aí, está namorando? Já se acertou com alguém? Acabou com os “mas” da sua vida?
Pausa para o adendo - momento dramático: Sabe quando você fala alguma coisa e no segundo seguinte deseja de toda sua alma ter um CTRL Z para desfazer aquela frase?! Então, assim que conclui minha pergunta eu tinha plena convicção de que não deveria ter "apertado o send" mentalmente, ou seja, falar! Tinha que ter lido a expressão corporal daquele ser e entendido que o chumbo seria grosso! Ok. Agüenta que lá vem! E veio palestra!
Na verdade, senhorita, (grunhi de raiva quando ouvi o ar debochado com que ele fez questão de pronunciar essa palavra) estou solteiro e isso há muito tempo. Quando temos objetivos e metas para alcançar é preciso deixar de lado as coisas que nos atrapalham a caminhar e seguir em frente, sabe, como um barco que está muito pesado, é preciso jogar os excessos ao mar, ou então irá a pique! Como queria melhorar minha vida profissional, deixei tudo que me dava trabalho e era pesado para trás. E segui! E claro, alcancei meus objetivos!
Pensa numa pessoa chocada ao ouvir esta palestra... rá rá rá, essa era eu! Aquele inescrupuloso me arrasou em uma resposta! Me chamou de atraso de vida, peso, excesso...caramba! Eu juro que hoje eu só queria paz. Mas ,por que cargas d’água eu fui encontrar esse cachorro?
Sorri delicadamente e o parabenizei e me apressei em me despedir, inventei uma desculpa qualquer para sair correndo dali! Mas fui surpreendida pela despedida dele.
Bruninha (quanto deboche), você nunca foi um “mas” na minha vida...só alguém difícil demais para mim, naquele momento! E como dizem por aí, quando o momento é já e nós o deixamos passar, não há jeito para reverter! Infelizmente a vida é feita de escolhas. Espero que saiba fazer as suas!
Valeu em colega! Obrigada pela lição, moral, tapas na cara, rasteiras, fatalitys. Realmente, muito obrigada!
Eu apenas sorri completamente sem força, graça, simpatia ou qualquer ar de quem tem vida! Virei e sai rapidinho da frente dele! Era impossível admitir que aquele cachorro-bozo-mor estivesse me dando alguma lição!
O pior é que ele não estava errado! Enquanto eu perdi tempo me martirizando com o fato dele não me procurar e ter inventado mil namoradas e coisas que ele possivelmente estaria fazendo sem mim. Ele estava correndo atrás das metas traçadas, sempre no foco! Ele não deixou de ser bozo por isso! Ele ainda o é, mas é claro que prefere picadeiros mais fáceis. Ele não passou a ser santo, só não se da ao trabalho! Não perde o foco! Primeiro os objetivos, depois a diversão!
Enquanto eu fiquei por aqui choramingando, ele estava fazendo o que eu deveria ter feito a muito tempo: pegar a trilha que dará direto no caminho para o sucesso!
Não adianta chorar e nem se lamentar! Vida que segue, não é o que dizem? Mas pra mim, o teto do shopping caiu naquela hora! Voltei pra casa como quem volta da guerra! Só queria edredom e cama! Dormir e acordar com a certeza de que tudo não passou de pesadelo.
Bruna Turques
* 5 minutinhos na graminha = termo utilizado por uma conhecida que é o mesmo que "te pegar lá fora", "5 minutinhos na mão"...ah vai! Vocês sabem o que é isso! Estilo briga de colégio!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
De Repente
De repente ser exceção te torna um mutante.
De repente, tudo o que é certo, tornou-se errado!
E agora, o que eu faço?
De repente, ter opinião diferente da massa é esquisito!
Se não vou na onda, sou tachada!
Se não aceito o convite esdrúxulo ao meu ver, sou rotulada
E agora, o que eu faço?
De repente eu descobri que sou de outro planeta e estou aqui a passeio.
Que dizer não é ridículo.
Que o sim não é banal, é só cool.
E agora, o que faço?
De repente aquele carinha que te fez juras
Te manda um "oi" completamente formal
Como se não te conhecesse bem.
E agora, o que faço?
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Como estressar um homem
O plano é o seguinte: Convide-o para sair, marque num barzinho ou no shopping (se puder unir barzinho e shopping será a melhor escolha). Procure uma mesa bem distante do banheiro e da passagem principal.
Faça com que o palhaço sente de costas para a passagem (isso é importante). Pronto, o circo está armado! Leve a conversa para o tom mais descontraído, animado e babe o cara o máximo que puder. Demonstre estar com fome, peça algo para comer (bem caro) e enquanto a comida não vem, diga que vai ao banheiro.
É neste momento que o golpe virá. Querida, vá embora! Corra Lola, corra! O máximo que você puder, sem olhar para trás. Quando sair do campo de visão do palhaço, tenha certeza de que ele não te viu indo embora e que ele tem certeza de que você foi para o banheiro! ...10min...20min....30min....ele vai te ligar e você não vai atender.
Ele liga umas 10x antes de pedir a conta e sair correndo para o banheiro. Fica na porta ansioso, pede para umas 5 mulheres que entraram para gritar seu nome. Em seguida chama um segurança para pedir uma ronda no banheiro. A essa altura já estará chegando em casa. Ele vai se desesperar, neste momento seu nome e detalhes das roupas já estarão sendo anunciados no auto falante do shopping. E seu celular vai dar erro de tantas chamadas não atendidas!
Neste momento, você terá algumas opções:
1) Atender, com muita calma, falando o mais baixo e devagar possível. Diz que encontrou uma amiga e que ela falou de uma liquidação no outro shopping e vocês foram pra lá correndo, porque não poderiam ficar fora dessa;
2) Atender, com muita calma, falando o mais baixo e devagar possível. Dizer que já chegou em casa e está pronta para dormir (sem explicar porque foi embora). E repita sempre que já está em casa pronta para dormir.
3) Simplesmente não atende! E deixe o palhaço morrer do coração! Caso ele saiba seu endereço vai te procurar, e querida, esteja de pijama pronta pra dormir, mas não esqueça do colete a prova de balas, porque ele vai querer te matar!
Então a dica de hoje é essa. Se quiser matar um homem do coração (pelo susto, raiva, estresse, o que for), eis as dicas. Se tiver alguma ideia, favor comentar! Beijos.