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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Chance

As vezes a oportunidade surge a nossa frente tão camuflada, ou quase invisível, como um fio de cabelo. Apesar da vulnerabilidade e fragilidade que uma boa oportunidade poderá apresentar é preciso agarrá-la com força, vontade e determinação.


Durante a luta pela chance, talvez única, as coisas  que servem para nos tirar o foco, aparecem e correm atrás de nós como laços prontos, feitos de aço que nos alcançam por atração, nem precisa segurar, nem se esforçar, eles simplesmente vem. E se não tiver cuidado irá te envolver, quando se der conta...será tarde demais.

Em meio as oportunidade dadas e as distrações do caminho, fique atento! Mesmo que no mar da vida só te apresente simples linhas ao olhar para o horizonte, e ilhas ao redor, siga em frente, pois as ilhotas não te servem de grande coisa, apesar de lindas. Um dia acreditaram que no final do horizonte havia um grande abismo, porém, outros acreditaram que depois da linha existia algo mais e seguiram adiante, não se contentaram com pequenas ilhas.

"Os dias correm, somem e com o tempo não vão voltar 
só há uma chance pra viver 
não perca a força, e o sonho, 
não deixe nunca de acreditar 
que tudo vai acontecer."
Rosa de Saron

    


sábado, 24 de julho de 2010

Nudez Emocional - Alain de Botton

Eu adoraria saber a explicação plausível para minhas indecisões, mas não sei. Gostaria muito de ter plena certeza dos "nãos" ou simplesmente assumir as escolhas positivas. É muito estranho negar com a boca e consentir com o coração. Ganhei um livro da minha amiga Andréa, e vou transcrever um trecho dele aqui para retratar meu estado atual, talvez consiga explicar.

Curtinhas do Dançando

Algumas coisas só o tempo poderá dizer através de fatos.
 
Por exemplo, descobri que meu Cachorro é meu dono, e não o contrário.
 
Resto do Post

sábado, 17 de julho de 2010

Um causa, duas sentenças



É engraçado como um fato pode ocorrer igual por duas vezes, porém, o que irá definir a diferença entre eles será o lado que você está.

Hoje fui ao supermercado comprar algumas coisas para organizar um lanche amanhã. Como, após as compras iria a um compromisso e só retornaria para casa a noite, sai de casa com meu agasalho (lê-se casaco, cachecol soltinho no pescoço, calça e tênis), bem "iverno-tá-frio-pacas". Porém, apesar da fina chuva que caia, não estava tão frio assim.
Bem. Assim que cheguei ao supermercado, estavam saindo duas meninas no melhor estilho "piriguete-não-sente-frio", uma mais a frente e outra atrás, mas estavam juntas. E a da frente falou "nossa fulana, que frio é esse". E a outra respondeu "é eu já vi".
Como eu era a única pessoa passando por elas, entendi que o "problema" ali era eu! Fiquei bastante constrangida pelo fato de alguém debochar de mim por estar agasalhada numa tarde de inverno.
Mas, quem tem boca fala o que quer não é? Passei batida e ainda fechei o casaco, pra ficar mais quentinho! Entrei na loja e só fiquei pensando nisso! Dando justificativas à minha mente e fermentando "como podem te julgar pelo que você veste, pelo seu corte de cabelo, penteado, rosto, expressão, modo de falar"? Como? E se eu estivesse doente? Elas nem sabem que vesti tudo por preguiça de carregar nas mãos, fora a bolsa e as compras que viriam depois!
Lembrei também do filme, a invenção da mentira, numa cena em que o personagem principal, Frank, pergunta para sua paixão-amiga Jenniffer, o que ela vê quando olha para um casal do outro lado do parque. Ela responde que vê um cara fracassado e que não tem um biotipo bom para ter filhos (o cara é feio). E Frank apresenta o ponto de vista dele, explicando a parte bonita do casal, a paixão dos dois, enfim. Ele fala do que vai além do que os olhos podem ver.
Fiz minhas compras e fui embora. No meio do caminho, como que para alívio da minha consciência, a chuva deu uma apertada. Imediatamente me ocorreu "tá vendo, está frio sim, e eu nem vou me molhar, sou prevenida".
Agora, o outro lado da história é que ao olhar para elas eu pensei "piriguete-não-sente-frio", pois vestiam shortes curtos, blusas de alça e sandália aberta. Ou seja, eu também julguei pelo visual, a única diferença é que não falei. Mas, estava no mesmo barco. É muito engraçado a diferença que faz estar do outro lado da linha inimiga.
Julgar é mole, mole. Ser julgado é doloroso.
Beijos.