sábado, 12 de março de 2011

Turista

Turista de Mim? Como um turista que decide conhecer Salvador. Sobe e desce o Pelourinho, caminha pela praia do Forte, come um acarajé bem quente e já se sente no direito de chamar um nativo de painho.


Assim como quem visita a Cidade Maravilhosa, abre os braços sobre a Guanabara, se emociona com o Cristo, vislumbra o Pão de Açúcar, torra nas areias de Copacabana e falando carioquês.


Assim sou eu! Não conheço seus limites além do conhecido, exposto e explorado. Não sei onde se escondem as belezas pitorescas ou os seus defeitos que não te fazem a Capital dos Sonhos.


No entanto, o pouco que vejo, o pouco que vi, me fazem visitante ti, turista de mim!

terça-feira, 8 de março de 2011

Apaguem as luzes, quer ver!

 Me cobraram atualização do blog, então resolvi passar por aqui e pensar em um post. Porém, ao abrir o painel, observei que tenho vários posts incompletos. Sendo assim, resolvi liberar este que, desde outubro passado estava guardado. Os créditos pelo texto vão para Professor Oriovisto Guimarães, Reitor do Centro Universitário Positivo – UNICENP

sábado, 22 de janeiro de 2011

Culpa do Sono

No momento em que decidimos fazer tudo por nós mesmos, nada mais importa! A opinião alheia é como o sopro do vento, faz muito barulho mas não diz nada! A voz da consciência se cala mediante a conveniência e caminhamos sobre brasas como quem anda nas areias da praia. É isso aí, nada mais importa. Tudo isso não é de hoje. Aliás é de tempos atrás. Lembro que tudo o que causava ansiedade profunda e puro êxtase, hoje não causa nada. Sei que tudo o que queria ea uma trilha sonora constante na cabeça, um motivo para suspirar, dar importância e se sentir importante. Poderia ter tudo isso com bem menos desgaste, mas o que temos nunca é o suficiente.
Olhar para trás nunca levou ninguém mais à frente. Talvez o passado mereça uma olhadela daquelas que os grandes conquistadores dão as suas paqueras que significa "Sei que você está aí, legal, mas não vou me aproximar".

E sabe mais o que? Aff..deixa pra lá, vou dormir!


Para quem leu Querido John

Ou para quem não pretende ler. Nota Explicativa do Título: Durante o texto contarei o final do livro, por tanto pense antes de continuar

Peguei o livro Querido John para ler sob o seguinte comentário "que raiva, John é um idiota". De cara já fiquei curiosa e se tratando de um romance de Sparks, já esperava um dramalhão! Confesso que li o livro em duas noites. Queria muito saber o final da história. Vou contar um pouquinho do que rola no livro.

Este é um romance brilhante, num cenário maravilhosamente detalhado pelo autor. É aquele tipo de livro que a cada página te faz desejar viver um romance no mesmo estilo, ou seja, te faz querer assim, num dia qualquer, em meio ao tumulto para pegar seu transporte coletivo rotineiro, esbarrar num desconhecido, lindo (óbvio, se fosse feio aos seus olhos não daria romance e sim briga), educado, gentil e que acima de tudo só de te ver a amaria para toda a eternidade!!!! Ou ainda naquela tarde de faxina, cabelo em pé e TPM alguém irá bater a sua porta por engano e será "seu amor para recordar". Esse tipo de história é odiosa e viciante ao mesmo tempo. A mim, só trás dor de cotovelos, mas continuo lendo assim mesmo

Até aí não há nada de errado. Este é o estilo de Sparks, o caldo engrossa quando o casal precisa se separar! Vamos aos fatos e aos nomes!

Personagens. John, filho de colecionador de moedas raras, meio esquisitão e mãe desconhecida.É um cara que, sem muitas perspectivas, e depois de aprontar muito, vê como única saída se alistar no exército. Em um dado momento da história fica órfão de pai e herda toda coleção de moeda.

Savanah é uma garota perfeita, na vida perfeita na família perfeita. Mas será? Segundo a narrativa é bonita (aos olhos de John pelo menos), educada, cheia de compaixão, com propósitos humanitários, filha dedicada, universitária e com um sonho de ter um haras para ajudar crianças especiais, um tipo de tratamento terapêutico.

Os dois não tem nada em comum além da solteirisse. Se conheceram em uma das folgas de John, se apaixonaram e pronto eis o romance aí! Não há base para tanto amor, mas ele surge. Passam duas semanas juntos até que ele precisa voltar para o exército e Savanah para a faculdade. Até aí beleza, eles resolvem namorar à distância e fica lindo na teoria, já na prática...Tudo rola por cartas, eles ainda se encontram mais uma vez. Havia previsão para realizar todo as vontades do casal, já que a data para baixa militar de John estava próxima. Eis que surge um "mas-que-mas" nisso tudo: 11 de Setembro! Devido aos atentados e seguindo o espírito de patriotismo, John resolve postergar a baixa no exército, ou seja, mais um tempão de namoro à distância!

E em meio a isso tudo, ainda tem um grande amigo de Savanah, que John sempre desconfiou ser apaixonado por ela, o amigo perfeito Tim! O cara que mora perto, a protege, cuida, consola, empresta o ombro, divide sonhos, objetivos, estudos, e foi por causa do seu irmão Alan, que era autista, que Savanah despertou o desejo de abrir um centro de reabilitação para crianças especiais. Depois disso preciso contar o final?????!!!!

Apesar de não precisar, vou continuar. Com o passar do tempo e a distância terrível, Savanah já estava mais para Tim do que para John e com isso termina tudo por uma simples cartinha!!!!

O tempo passa e em uma das licenças, John resolve rever a ex, nunca mais teve qualquer notícia a respeito e resolve procurá-la. Qual é a surpresa? A fofa casou com o amigo, foram morar numa casa no campo e montaram o tal haras, e de quebra ela cuida do cunhado. Aí começa o drama mesmo. Nesta visita John descobre que Tim está a ponto de morrer por conta de um câncer, e que, sem o tratamento adequado (que não é coberto pelo seu plano de saúde), não terá chances de sobreviver.

No auge de sua compaixão, resolve vender a coleção de moedas raras que herdou de seu pai e doar todo o dinheiro ao casal, anonimamente, a fim de custear o tratamento de Tim. E assim, Savanah vê seu marido ficar curado e ter mais um tempo de vida e vivem felizes, apesar do conhecimento do trio sobre seu amor por John.

E John nisso tudo? Passa o resto dos seus dias acompanhando a vida de Savanah de longe!

Acho que foi essa a atitude que minha amiga o considerou um idiota! Mas apresento um outro ponto de vista, e é claro que não é essa a imagem que o autor espera passar. Acho que na real John sacou que eles não dividiam a mesma paixão. Veja, ele amava praia, o mar e ela o campo e os cavalos, que por sinal ele morria de medo. Se seu rival morresse, ainda ficaria o irmão para ambos cuidarem. Savanah tinha todo carinho e paciência, mas ele teria? Não tinha nem com o pai!! Tim seria eternamente uma sombra em suas lembranças. A única coisa que eles compartilhavam era da paixão de verão, durante toda a história eles não compartilharam mais do que "férias". Quem iria abrir mão dos seus sonhos pelo outro?

Foi muito mais fácil para John ver tudo de longe, viver no "se", observando como um expectador em frente a tv. Quando acabasse a graça, seria só ir embora! Resumiria tudo em pura praticidade masculina!!

Não me levem a sério! Leiam o livro. Como já disse no começo valeu cada página de leitura! Este é só um ponto de vista de uma feminista, extremista e na TPM!

sábado, 1 de janeiro de 2011

3 anos de Blog

Parabéns pra você.  

Tudo bem, vamos combinar, parabénas pra quem? É só um blog, mais um entre milhares de outros blogs. Um pobrezinho, sem muita atenção ou sucesso, mas ainda é um blog!


Há exatamente três anos atrás (confiram a primeira postagem) resolvi fazer um blog para postar os poeminhas que escrevi na adolescência, depois resolvi escrever sobre meu cotidiano e assim surgiu o Dançando Para Não Dançar! Hoje coloco de tudo aqui! Não tenho muitos critérios, como já disse no post anterior, não tenho muita preferência e muito menos foco para manter apenas um estilo no meu diário online.


Bem, desde que foi criado até que consegui uma certa frequência nos acessos, mesmo que puramente por parte dos amigos mais chegados. Ganhei 13 seguidores e cerca de 2.000 acessos de maio/2010 até hoje. Pena que as estatísticas só começaram a funcionar este ano! Fico feliz com os acessos que recebo, sinal que meus amigos clicam bastante!


Vou aproveitar o espaço para postar os três textos mais lido.


Maracujá de Gaveta


Paradoxia (por Ricardo Mazzolli)

Só para informar (este, cinlusive, foi o mais comentado)


*** A postagem veio 1 dia antes do aniversário que é 02 de Janeiro***

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

De repente você cansa (Por Mônica Monte)



Cansa das músicas que sempre ouviu, das pessoas
que te cercam, das roupas no armário, das ruas em que anda.
Cansa do jeito que penteia o cabelo, do jeito que
levanta da cama todos os dias e das palavras que escolhe para não dizer o que
realmente gostaria de dizer.
Cansa de procurar beleza onde beleza não há e até
mesmo de desculpar.
Cansa de tentar fazer os outros enxergarem que
seus pesadelos são apenas uma ponte rumo ao nada e não uma encruzilhada.
Cansa de ofertar o verão que queima nos olhos e de
ostentar indiferença e cansa, sobretudo, de tentar fazer a diferença.
Cansa de tentar fazer o certo o tempo todo e de se
perdoar quando faz o errado.
Cansa pelo drama do amigo distante, cansa pelas
lamentações do amigo ao lado.
E por mais que você corte o cabelo, compre roupas
novas, faça uma viagem, leia sobre assuntos inimagináveis, transe debaixo de
uma ponte, faça uma tatuagem, coloque um piercing, delete amigos do seu
Facebook, Twitter, Orkut e do seu convívio social, esse cansaço não passa.
Porque no fundo você não está cansado do mundo,
mas da maneira como reage a ele.
Da maneira como reage a uma pedrada, a uma flor, a
um menino de rua, a ausência da lua em suas noites cheias.
Não é difícil aceitar as pessoas como elas são,
difícil é mudar a maneira como reagimos a elas.
Não é aceitar a vida como ela é que cansa, mas sim
a dança que fazemos para nos esquivar de tudo aquilo que não entendemos ou
sentimos medo.
Sei não, mas talvez o poeta tenha razão quando diz
que ‘o que cansa, mesmo, é a insegurança’...
Porque só repete o mesmo padrão de
comportamento/emoção, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, quem
precisa da pseudo-segurança que ‘o habitual’ carrega no ventre.
Ultimamente tenho optado pela mudança. Não a
mudança que alcança os olhos, como um corte de cabelo, mas a mudança que me faz
dormir contente por ter agido diferente.
Ela cansa tanto quanto, mas pelo menos me faz
sentir que estou viva e não apenas vivendo os dias.


Para variar, música de Maroon 5 - The Air That I Breathe

sábado, 18 de dezembro de 2010

Eu e minha falta de preferências

Tudo começou com o amigo culto corporativo.  
Era preciso preencher uma lista com o presente ideal.Pensei uns 10 minutos no que pedir e não consegui definir nada. Então resolvi dar uma olhada no que o pessoal pediu. Fiquei bastante suspresa com o fato do pedido revelar o pedinte.

Tipo assim, todo mundo tem um gosto ou padrão de escolhas. Não é só preferência por isso ou aquilo. Mas veja, tem gente que adora rosa! Sai toda de rosa no melhor estilo Penélope Charmosa e fica bem! Dai me lembrei que não tenho uma cor preferida a ponto de querer quase tudo na mesma coisa ou tom.

Esses dias descobri uma pessoa apaixonada por sapinhos de pelúcia. Acredito que tenha muitos bichinhos verdes espelhados pela casa. Daí me lembrei também que nunca me apaguei a nada assim. Um belo exemplo: na época do colégio, primário, as meninas colecionavam as revistas da Barbie que dava para colar as roupinhas por cima, eu cheguei a ter uma revista, mas não tinha saco para colecionar, correr atrás de cards novos e tal! Minha empolgação não passava de alguns dias.

E por aí vai. Nunca tive paciência para coleções e muito menos para manter e seguir a risca uma preferência! Não gosto de chamar tudo isso de preferência e sim de padrão!!! Algumas pessoas já nasceram padronizadas e assim fica fácil agradar. Basta seguir seu padrão. Conheço gente com padrão de cores, personagens de HQ, padrão bege vovó, ou  colorido e cheguei, padrão "só serve se for sexy"...

Engraçado é pensar que tudo isso me ocorreu só porque precisava definir um presente para o amigo oculto! Resolvi deixar em branco né?! O espaço era pequeno para discursar sobre minhas dúvidas e falta de padrão! Vou contar com a sorte e a boa percepção do meu amigo oculto, para me agradar! Coisa difícil, quando nem eu sei do que gosto!

Depois de tudo isso, vou marcar consulta com psicólogo!!! Acho que tenho problemas!

Ahh!!! Depois eu conto como foi o amigo oculto e se acertaram no presente.


E uma musiquinha que não paro de ouvir! É da Alicia Keys, mas com Maroon 5 ficou um espetáculo também!

sábado, 13 de novembro de 2010

Exigente sim, fresca não!

Acho que estou começando a entender minas exigências e manias. Quando você não é fresca, sabe se virar sozinha e é independente em muitas coisas passa a exigir que os outros (leia-se "O Cara") saiba tanto quanto, ou mais que você.

Poxa, sou do tipo que tem nojo de barata, mas se tiver que se lirvrar de uma, estamos aí. Que adora andar de carro, mas se for preciso andar no Mercedão, tô dentro. Sou do tipo sem frescuras para comida, aliás do tipo que ainda consegue fazer uma bela bagunça enquanto come, que não tem vergonha dos pés descalços, que não se preocupa com as unhas na hora de lavar as louças. Aliás, que sabe lavar louça, cozinhar, limpar, viver e sobreviver. Papo sério, nem todos sabem! Ah, descobri que sou capaz de comandar uma churrasqueira sem queimar, sem salgar, consigo preparar um almoço para muitas pessoas, mesmo que elas não venham. Sim, organizar e colocar o negócio para funcionar! Ainda me entendo com alguns cabos, fios e eletros sem ficar com cara de paisagem. Levo minhas bolsas pesadas sem cara feia, coloco a mão na massa minha gente!

E acho inadmissível alguém ao meu lado que entenda menos de certas coisas que eu.  Sabedorias que deveriam estar no sangue, tipo conhecimentos que passam de geração para geração! Quase instinto!

As frescas e as adeptas do papo "preciso é de dinheiro para pagar quem faça por mim"  que me perdoem, mas se você não sabe, como vai exigir ou mandar que façam bem? Reles teoria!

Este não é o ponto que quero chegar! Toda essa volta e exposição do meu currículo de habilidades é só para concluir que: SABENDO MUITO OU SABENDO NADA, NÃO HÁ DIFERENÇA! ELES AINDA PREFEREM AS VACAS! (Rindo sozinha)
Beijos povos e povas!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Eu me apaixono por...

Eu me apaixono com os olhos! Sim, por que me apaixono pelo que vejo. Nunca pelo que sinto.As vezes me apaixono com o ego, só vale apena se for alimentado. Também me apaixono pelo tato, pelo olfato, até pelo paladar! Tem que ser bom de pegar, cheiroso e gostoso!

Me apaixono pelos sonhos que tenho e pelas fantasias. Pelas histórias criadas e expectativas quase vividas de tão intensas. Ainda me apaixono pela euforia e êxtase causado pela paixão em si! Só não me apaixono com o coração, por que aí seria amor, e aí não teria controle, e o que os meus olhos virem não fará diferença alguma! E aí será ladeira abaixo na cegueira total.

E nessa de apaixona e desencanta vou fazendo do meu histórico amoroso um grande papel de rascunho, rasbicado, amassado, com várias partes remendadas ou apagadas. Infelizmente não existe corretor ortográfico sentimental. Nada de aparecer o alerta com sugestão quando uma história está sendo mal contada, ou quando inverdades são ditas.

Bruna Turques


domingo, 7 de novembro de 2010

Aconteceu no Caioaba II


Como já contei no post anterior, minha vida no Caioaba era só sombra, água fresca e muita brincadeira. Tudo isso com exceção dos perrengues, mas não quero falar disso. Quando paro pra pensar na minha infância naquele bairro fico feliz pelos momentos que tive, as pessoas que conheci, as brincadeiras, são memórias eternas, tenho a sensação de que até a velhice estará tudo guardado na cachola.

Cheguei ao Caioaba em Fevereiro de 1994. Ano de copa do mundo e mudanças de governo e moeda. Esses são os únicos fatos históricos que lembro. Toda a minha memória da época remete a brincadeiras, músicas e programas de TV infantis. Sempre admiti ter sido uma criança alienada para o mundo. Tenho vários amigos que lembram de quase tudo que acontecia no mundo durante a sua infância, eu não lembro de nada! Nada como a morte de Renato Russo, por exemplo, não lembro da repercussão. Do Senna, também não lembro bem. Só lembro da partida dos Mamonas por que era muito fã. Acho que tenho memória seletiva para tragédias.

Aquele ano foi o mais festivo que tive por lá! O pessoal da Rua Fernanda de Souza, onde morava, organizou uma festa julina misturada com Copa do Mundo. Então, nos dias de jogos, tinha fogueira, comes e bebes e tv na rua para todo mundo ver o jogo! E foi a maior bagunça! Após os jogos, que foram sensacionais e que nos levou ao Tetra, tinha muita música e dança, enfim, era festa! Lembro que meu pai comprou caixas e mais caixas de fogos! E eu na onda soltava estalinho e bombinhas (risos).

Em apenas seis meses de bairro eu já tinha feito muitos amigos e conhecia muita gente. O grupo todo era muito mesclado entre meninos e meninas e com a faixa etária entre 8 e 12 anos, se não me engano. Todos com o mesmo estilo de vida e preocupações, ir para o colégio, voltar, assistir Power Rangers, almoçar e ir para a rua brincar! Quase sempre as brincadeiras se repetiam, o grupo não mudava, tinha as pequenas richas, os bafafás, os "mas-que-mas", e no final das contas todo mundo se acertava e no dia seguinte nada mais importava! Estávamos todos juntos fazendo algazarra de novo.

(Continua)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cadelas e Vacas

A cena era linda! Dois animais lindos brincando em meio ao cenário caótico da cidade grande. Um cachorro branco, baixinho, marrento e cheio de amor para dar e uma cadela preta, enorme, parruda, bonita, de aparência bruta, porém, brincalhona.

Os dois brincavam animosamente, pareciam velhos amigos, a intimidade ecoava nas mordinas sem força e pelos olhares de "você não me pega". Depois de longos minutos de morde e corre os dois deitaram cansados no meio do caminho, até que o branquinho resolveu mudar de brincadeira para algo mais sério! Ele queria namorar minha gente! E o que vocês acham que aconteceu? O óbvio, leveu umas mordidas para deixar de ser palhaço! Ele se chegava e ela o mordia, brigava e recuava! E ficaram nessa, voltaram para  brincadeira e depois para a estaca zero! O branquinho bem que tentou, mas daquele mato não iria sair cachorro mesmo!

Até que saiu uma cadela daquele "matagal". Sim, uma bela cadela marrom! E toda ensinuosa entrou na brincadeira, roubando totalmente a atenção do baixinho marrento. A pretinha foi deixada de lado e todo seu 'doce" não serviu de nada! A marrom entrou no circuito e roubou-lhe o amigo, o futuro pai dos seus filhotes, tirou-lhe a boa sorte! Em questão de segundos o cachorro (literalmente) já estava bem interessado na carne nova e bem entrosado, tratou de acompanhar sua nova amiga! Bye, bye Pretinha, deu para ouvir naquela olhadela de lado!

E no final das contas a vida animal e a vida humana é tão parecida. São tantas dúvidas entre as decisões irracionais e as racionais. Na cena cadelaXcachorroXcadela e mulherXhomemXoutra, para toda investida de paquera sempre haverá alguém fazendo doce! Para todo excesso de doce sempre haverá um pé na bunda! Existem vacas fantasiadas de cadelas e o pior vacas disfarçadas de mulher!

Diga o que tem que dizer! Mostre logo a que veio. Doce, rodeios e indiretas não servem para nada, só para complicar mais a vida, criar situações embaraçosas e conclusões que só você percebeu. É como na ilustração, o interesse dura tempo suficiente até aparecer outro atrativo, mesmo que não seja exatamente melhor.

No final das contas mulheres ou cadelas sempre perdem para as vacas.

domingo, 24 de outubro de 2010

Aconteceu no Caioaba - I

Morar num bairro pobre, mal estruturado e com gente que veio de tudo que é canto é muito complicado. Mas, quando se tem 8 anos, as coisas são bem mais simples. Era mais uma mudança que minha família realizava, não era nenhuma novidade pra mim, estava só na expectativa e ansiosa por conhecer a casa nova, os vizinhos novos, as crianças da minha nova rua, o colégio, seria tudo novo de novo!

E, apesar de não parecer, era um grande passo na vida, da favela para a Baixada! Da casa de parentes para a casa "própria". Sim, evoluímos. E chegamos numa casa bastante mal tratada, meio que aos pedaços, mas espaçosa! Teríamos muito trabalho até deixá-la apropriada, mas estávamos satisfeitos.

Mudamos no período das férias escolares o que foi bom, deu tempo de conhecer a pirralhada toda da vizinhança, e não eram poucas crianças naquele lugar. As poucas semanas foram suficientes para reconhecer o novo caminho até o colégio que por sinal era uma porcaria, a tal de E.E. São Jorge! Tenebrosa! Lembro-me de uma menina da minha turma, antiga segunda séria primária, que deveria ter (ao meu ver) cerca de 1,70 de altura, gorda toda vida, parecia uma adulta! E eu, coitada, franzina e baixinha tinha um medo horrendo dela! Na tal escola nada era bom, só a hora do recreio, tirando a merenda que era sempre leite, leite, leite e na caneca de plástico engordurada! Que nojo! Nunca tomava, mas pegava pra gordinha que enchia a garrafinha d'água com o leite reteté e levava pra casa. É, a vida não era tão fácil!

Com poucas semanas após a mudança, passamos por um susto tremendo. Faltou luz no bairro e ficamos três longos dias sem energia! Foi aí que aprendi a fazer lanterna de lata de leite com vela! E a minha estava sempre à mão, já que a falta de luz era constante. Mais alguns meses à frente, descobrimos para que servia o rio no final da rua, além de ser depósito de lixo, já que o bairro não tinha coleta regular. Servia para transbordar é óbvio! Lixo + chuva = a enchente! Deciframos esta equação da maneira mais dolorosa e triste, ou seja, na prática!

É claro que sobre isso ninguém comentou, nem na época da procura pela casa e nem depois que mudamos! E com muita coisa ainda embalada, enfrentamos o primeiro corre-corre, suspende as coisas e corre para o Brizolão, campo dos refugiados da chuva! Eu não lembro de muita coisa deste dia. Só de ir no ombro do meu pai, pois a água na rua batia na cintura dele. E de chegar no pátio da escola e encontrar quase que uma festa, gente que não acabava mais, o Credinho (dono de um grande boteco) distribuindo biscoito milhopan pra mulecada, e um zunzunzum sem fim! Não ficamos muito tempo naquela muvuca, em algumas horas voltamos pra casa, a água já tinha baixado e restava muito trabalho para fazer!!!! Limpar tudo e se acalmar do susto!

Morar no Caioaba não era só tristeza. Essas pequenas calamidades afetavam meus pais que se preocupavam com nosso bem estar. Crianças não ligam para nada disso. Ou melhor, eu não ligava, não tinha consciência de risco, necessidade ou falta de algo melhor. Morar na baixada foram quatro anos de diversão e alienação da realidade da minha vida e dos que me cercavam.

Muitas coisas aconteceram no Caioaba, e o resto da história eu conto depois.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sonhar pra quê?

Num domingo desses, caminhando rumo a um lugar qualquer ouvi um papo que me intrigou. Um menina com cerca de 9 anos, divagava com a mãe sobre seus sonhos e projetos, falando sobre o que gostaria de ser e tudo o que desejava da vida. E no meio desse papo ela perguntou, inocentemente:

- Mãe, com o que você sonhava quando era crianças?

A mãe, num tom muito áspero e rancoroso, respondeu:

- Sonhar? Eu nunca tive tempo para sonhar! Nunca tive sonhos! Isso é coisa pra quem tem tempo sobrando.

Nossa, a resposta doeu em mim, não pela menina ouvir isso, e sim por ouvir uma confissão tão dolorosa! Todo mundo tem sonhos. Não consigo imaginar que em alguns ano não tenha parado um só instante para desejar e sonhar com algo. Não quero e nem posso julgá-la, mas deve ter passado uma vida muito cruel.

É nessas horas que penso como minha vida é boa, pelo menos ainda alimento meus sonhos e alguns chego até a realizar. E quantas pessoas já perderam completamente a capacidade de sonhar? Quantas já perderam a esperança de dias melhores, de justiça e vitória sobre seus dias tão pesados?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

"Te Amo"

Enquanto penso em você, enquanto escrevo para você, te ouço aqui. E sabe, estive pensando que eu te amo tanto, com todo calor que posso te dar, com todo egoísmo que possuo em te querer só pra mim, com tudo que pode haver de bom e até com meu lado condenável. Fazer o que, não é? Eu simplesmente te amo. E é com toda minha memória e experiência, mesmo que inútil para você. E neste amor, ainda te ofereço meus suspiros e sonhos, afinal já são seus. Consigo te amar até na raiva que sinto da sua facilidade em me decifrar. Te amo pela sua existência, pelo seu brilho na minha escuridão. E por hoje é só isso, apenas te amo.

Bruna Turques

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ensaios de Amor - Alain de Botton, novamente

Mais uma vez vou postar alguns trechos do livro de Alain. Estou num ponto do livro em que o protagonista, apesara de homem, passa por uma situação crítica, quando ouve de sua amada: Você é demais para mim. Quem nunca passou por esse psicofatalismo, como o próprio autor chama, que derrame a primeira lágrima de depressão.


"Todo homem chama o que lhe agrada e lhe dá prazer de bom; e de mau o que lhe desagrada: enquanto cada homem difere de outro em constituição, eles também diferem uns dos outros da distinção comum de bem e mal. Não existe uma coisa simplesmente boa..." (Hobbes)
"Primeiro de tudo, chamamos as ações individuais de boas ou más sem pensarmos em seus motivos, mas unicamente por conta de suas consequências úteis ou danosas. Logo, no entanto, nos esquecemos da origem dessas designações e acreditamos que a qualidade boa e a má são inerentes às ações propriamente ditas, independentes de suas consequências..." (Nietzsche)

(...) Eu aprendi que os humanos se colocam numa relação de liberdade negativa com relação uns aos outros, mas certamente não são forçados a amar uns aos outros se não o desejarem. Uma crença primitiva e não-trágica me fazia sentir que minha raiva me capacitava a culpar outra pessoa, mas reconheci que a culpa só poderia ser ligada ao acaso. Ninguém se zanga com um burro porque ele não sabe cantar, pois a constituição de um burro nunca lhe deu a chance de fazer algo que não fosse zurrar. Da mesma forma, não se pode culpar um amante por amar ou não amar, pois é uma questão além da sua escolha e, portanto, alem de suas responsabilidade - embora o que torne a rejeição no amor mais difícil de suportar do que burros que não sabem cantar é que um dia o amante foi visto amando. É mais fácil não culpar o burro por não cantar porque ele nunca cantou, mas o amante amou, talvez há bem pouco tempo atrás, o que torna a realidade da afirmação Eu não te amo mais ainda mais difícil de digerir.

A arrogância de querer ser amado só havia surgido agora que não era retribuída - fui deixado sozinho com meu desejo indefeso, sem direitos, além da lei, chocantemente rude em minhas exigências: Me ame! E por que motivos? Eu só tinha a desculpa esfarrapada de sempre: Porque eu te amo...

* Ensaios de Amor - Alain de Botton - Página 189/190

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Caderno de Perguntas

Recebi um e-mail do meu antigo professor de inglês com um questionário que me lembrou muito o saudoso caderno de perguntas. E resolvi postar aqui, é claro que respondido. Gostaria de convidá-los a responder também.

01 -Nome Bruna Turques
02- IDADE?  24
03 - Tatuagens?  Zero! Mas já pensei em fazer.
04 - Piercings?  Zero.Também já pensei em fazer, desisti.
05 - Já foi à Europa? Nunca, mas adoraria.
06 - Já ficou bêbado?  Acho que não...
07- Já chorou por alguém?  Oh! OH! Muito. Infelizmente.
08 - Já esteve envolvido em algum acidente de carro?  Não.
09- Peixe ou carne Carne de peixe serve? ha ha ha gosto dos dois.
10 - Música preferida Difícil..música é muito momentâneo! Hj Things That I Will Never Say
11- Cerveja ou champagne? Coca-Cola
12 - Metade cheio ou Metade vazio  Oi??
13 - Lençóis de cama lisos ou estampados?  Tanto faz!
14- Filme preferido Ele não está afim de você
15 - Flores Não gosto!
16- Coca-cola simples ou com gelo? Ser coca-cola já basta
17 - Quem dos teus amigos vive mais longe? Não sei dizer! Alguns moram longe, mas não sei se ainda são amigo...
18 - Quem você acha que vai responder a esse e-mail mais rápido? ...
19- Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender?  O mínimo quando é possível.
20 - Qual a figura do seu mouse-pad?   Planejamento Estratégico - Eletrobrás
21 - Pior(es) sentimento(s) do mundo? Inveja, orgulho e soberba
22 - Melhor(es) sentimento(s) do mundo?  Amor, compaixão e solidariedade
23 - Ultima coisa que faz antes de dormir? Beber água.
24- Qual o primeiro pensamento ao acordar?  Aii que preguiça! Seja qual for o dia e horário.
25- Qual o Ultimo pensamento antes de dormir? Não faço ideia! Vou prestar atenção...
26 - Se pudesse ser outra pessoa, quem seria? Outra? Talvez seria outra Bruna, melhorada! ahahaha
27 - O que você nunca tira? O mesmo que meu prof. "MEU NARIZ"
28 - O que você tem debaixo da cama?  Sapatos, livros, e poeira.
29 - Qual a pessoa que talvez não te responda?  Todas?
30 - Aquele que com certeza vai te responder? Nenhuma...
31 - Quem gostaria que te respondesse?  Hum...humm....
32 - Que livro está lendo atualmente Ensaios de Amor - Alain de Botton
33 - Uma saudade?  Da mina adolescência
34 - Uma característica tua Falar demais
35 - Decepções que tive em minha vida.. Algumas não publicáveis
36 - Lugares em que morei  Santa Cruz, Nova Iguaçu e Campo Grande..só lugar "bão".
37 - Programas de TV que assistia quando criança  Os Clássicos com apresentadoras hj idosas ahahaha da Xuxa, Angélica, Mara,  Os Trapalhões...
38- Programas de TV que assisto hoje? Separação, CQC, Esquadrão da moda e algumas novelas
39 - Lugares em que estive e voltaria  Não estive em muitos lugares, mas voltaria a todos que conheci.
40 - Formas diferentes que me chamam B e Bruninha.
41 - Pessoas que me mandam emails quase todos os dias Andréa, Priscilla e Ricardo
42 - Comidas e Bebidas Favoritas Estrogonofe de Carne, Mocotó e Sopa de Legumes
43 - Lugar em que desejaria estar agora Não tenho um lugar próprio, apenas uma companhia própria que gostaria neste momento!
44 - Espero que este ano eu possa... Concretizar meus projetos.
45- Mande um recado pra quem te enviou:  Obrigada por me trazer à memória este antigo prazer de responder perguntas soltas e desconexas!

Curtinhas do Dançando

Encontrar velhos conhecidos no mercadinho perto de casa, parece algo bem casual e inocente. Até seria se o encontro não fizesse surgir perguntas inconvenientes e intromissões indesejadas.
Avistei um velho conhecido, que não encontrava há tempos, fiquei até na dúvida se ele ainda lembrava de mim, até que ele mandou um:

- Oi!
Respondi pronta e simpática!


- Oi
Na fila seguinte.


- E aí, casou?


Esbocei um sorrio sem graça.


- Não.


Entra a dona/caixa do estabelecimento no assunto.


- Casar pra quê?


- É que você sumiu, achei que estivesse casada.


Googlei na mente: qual é a relação entre sumiço e casamento? Resposta não encontrada.


- Não casei. (Penso: sabia que existe uma linha do tempo, que não para, entre a época que te conheci, digo na minha adolescência, e os dias atuais?)


A intrometida:


- Ihh casar..casar pra quê? Hoje pra encontrar um homem bom é tão difícil. Vai achar um em 100.


Emendo: Um em mil.


- Poderia te indicar meu filho (risos).


Sorrio sem graça enquanto penso "ótimo, eu aceito".


- Mas ele não vale nada!!! Coitada da namorada dele.


O inconveninente comenta:


- É, para achar o homem bom é preciso pedir direção de Deus!


- Concordo e sempre peço! E quanto ao seu filho "fulana", ele não serve,  já que tem namorada! (Nota mental: que pena).
Enquanto isso o sem noção vai embora e eu termino de pagar minhas coisas. Enquanto a intrometida continua:

- Meu filho é muito safado! Coitada da namorada! É uma boa pessoa, mas safado!!!!!


- É... que pena, resmungo.
- Oi?
- Oi? Quanto deu?
E fim de papo! Fui embora rapidinho antes que minha cara denunciasse meus pensamentos!



Ensaios de Amor - Alain Botton (II)

Estou terminando de ler Ensaios de Amor do autor Alain de Botton, e mais uma vez resolvi compartilhar trechos do livro que chamaram minha atenção.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Velhos Amigos

Encontrar um amigo que deixei para trás me deu a sensação de irresponsabilidade! Afina, ouvi dizer que somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos. Ora, eu o cativei e fui cativada, mas deixei pra lá! Fui colocada num alto escalão “Madrinha de” e não fiz jus ao título.

Fui posta como “a amiga mulher que você, esposa, pode confiar, ela será sua amiga também”, e pulei fora do barco. Ao vê-los fui chamada, quase que aos berros, de tudo que é nome pelo meu desleixo e descaso com pessoas que realmente significaram pra mim. E que, com o meu sumiço, fiz parecer que não passaram de meros conhecido.

Nem pude dizer “amigos, amo vocês”, por que as palavras não condiziam com os atos, com as não-ligações, com a falta a festinha de aniversário do primeiro filho do casal, com as não-mensagens.

Vê-los me deixou com um peso enorme na consciência, me trouxe a memória todos os que, aos poucos e com a velha frase “vamos marcar”, fui deixando para trás!

Não consigo expressar ao certo o que passei naqueles poucos minutos. Só sei que me deu vontade de chorar.

Off!

"Só existe uma coisa melhor do que fazer novos amigos: conservar os velhos."
Elmer G. Letterman

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Em 1900 e Antigamente

Esses dias me peguei pensando em como foi possível sobreviver aos anos de 1900eantigamente. Fiquei pensando como meu cabelo aguentou os banhos de creme Rinse, Leite de Cabra, Neutrox e Lama Negra. No início da minha adolescência cheguei a pensar que a salvação viria do Kolene! Mero engano!
E mais, como amantes se apaixonavam pelo perfume Toque de Amor da Avon, Lavanda ou Alfazema da Granado ou pelo cheirinho do Phebo? E o talco da embalagem vinho que tinha o cheirinho da vovó? Como as mulheres ficavam bonitas à base de baton 24h ou 48 horas, brilho de morango ou uva?

Como tratar a acne com Leite de Rosas (que hoje deixa minha pele um "ó") e Minâncora?  Engraçado demais era se ralar e chorar por antecipação por saber que a mãe viria com o Merthiolate, ou seja, seria ardência na hora! Eu sempre chorava pra usar o mercuro-cromo, que hoje foi abolido, por não ter seu efeito comprovado! De uma coisa eu sei: ficava toda vermelha, esquecia do machucado, só queria saber de acabar logo com o vermelhão!

Passei por cada uma! Usei fita vermelha para espantar o sarampo e tomei banho de permaganato pra curar a catapora! E tive as duas doenças seguidas!

Lembro de uma modinha que nunca consegui acompanhar, as lindas saias de pregas e xadrez vermelho! Muitas coisas eu quis ter e não pude, mas esta saia foi um grande sonho de consumo. Até poderia ter hoje em dia, mas não cabe mais para a minha idade! Passei do tempo, sem contar que seria chamada de emo! Aff!


Não vou entrar nos méritos das brincadeiras, opções de lazer e tal! Só quero dizer que o Banco Imobiliário agora tem máquina para cartão de crédito!




É isso aí pessoal! Até a próxima! Beijos com a marquinha da Xuxa, com aquele gloss maravilhoso com aplicador que ela já tinha em 1900 e antigamente!