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quinta-feira, 23 de junho de 2016

O caos nos relacionamentos atuais

Na verdade meu texto deveria se chamar “o caos na tentativa de relacionamento…” porque, olha vou te contar, tá difícil.


A começar pelo problema básico que é “aonde”, sim, aonde eu vou encontrar um cara bacana. No trabalho? A empresa proíbe então eu não olho (e não tem nada pra olhar também, erg). Na balada? Não frequento, então sem chance. E aí resta apenas os aplicativos de encontro, atualmente só uso o Tinder (eterna relação de amor e ódio). Já escrevi sobre o app aqui .


Ocorre que as mulheres estão no app por um motivo e os homens com outro, então fica impossível. Daí você vai me dizer “mas Bruna, vários casais deram certo a partir do Tinder”. Certo, isso aconteceu de fato e me faz acreditar que os únicos caras que queriam alguma coisa foram esses que conheceram as tais que deram certo. Logo, não restou mais ninguém!!


As mulheres (mentira gente, falo só por mim) procuram um parceiro, companheiro de saídas, cinema, barzinho, baladas (por que não?), viagem, leitura, sofá com pipoca e qualquer besteira na tv, procuramos companhia, amizade e claro sentimento recípocro, verdade e clareza quanto a tudo que se passa. Queremos ser bem tratadas e mimadas porque é isso que estamos dispostas a fazer. Mas o que se encontra por lá?


Homens babacas (ah Bruna que simplório). Ok, vou explicar com exemplos reais:


  • Homens que não querem nada I - bancam o legal, passam o dia te alugando no whatsapp, conversam do “bom dia” ao “boa noite” incluindo o que comeram no almoço. Fazem todo o papel legalzinho de ser e depois como uma passe de mágica desaparece. E surgem como fénix tempos depois namorando a ex, uma pessoa nova ou qualquer que seja.
  • Homens que não querem nada II - Faz tudo como o primeiro, mas aí rola um encontro e ele some! Some de verdade!
  • Homens que não querem nada III - Segue o roteiro do I, rola vários encontros e ele começa a sumir sob as desculpas de trabalho, morte do cachorro, o hamsters fugiu, o galo cantou, pirlimpimpim e tchibum, sumiu na poeira!


Claro que se eu for enumerar vai passar de X, porém todos tem algo em comum, começam bem mas não dizem a que veio. Tenho uma utopia de que um dia encontrarei um cara que vai dizer “olha eu não quero nada, só dar uns pegas, vai ou racha?”. Sim, utopia já que nenhum homem vai admitir isso porque as chances de “dar uns pegas” cairia drasticamente. Cheguei a conclusão que achar um encontro e marcar via Tinder é mais seguro e barato que contratar um serviço especializado, se é que vocês me entendem!


Nossa Bruna que horror!!! É horrível mas já cheguei a essa conclusão há algum tempo, mesmo que os encontros sejam “inocentes” ainda é “lucro”. Infelizmente eles esperam muito pouco ou usam essas redes para passar tempo. Deprimente, triste e chocante, mas é a real.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ainda Não Acabou - II

Ainda Não Acabou - Parte I

Estive pensando sobre gostar e o que é isso. E cheguei a conclusão que gostar é muito mais! Sei que neste momento você está pensando "isso não é novidade". Claro que não é! Explicarei:

Gostar é ajudar, dar apoio, colocar pra cima, incentivar, vibrar com as vitórias por menor que seja. Gostar é ter afeição, amizade, estimar-se mutuamente, tudo isso segundo o Dr. Aurélio! E eu sempre disse pra ele, gosto de você como amigo! Só que nunca tive amizade, essa que é a verdade! Nunca dei bola para as conquistas que ele contava com tanto gosto, nem ao menos incentivei seus sonhos, sempre julguei tolos! Aliás, sempre o julguei o maior dos tolos! E tenho visto claramente que a tola dessa história fui e sou eu!

Ele está seguindo tão bem, se dando bem, realizando os sonhos que eu disse "impossível". É ele está alcançando!

Essa mente retardada ainda me leva a pensar "Poxa, acho que agora tudo ficou mais interessante". Como eu consigo? Como? Em seguida eu caio na real e lembro que agora os sonhos estão sendo realizados e compartilhados com outra que gosta!

Gostar e aceitar que gosta é uma dádiva!

Até que ponto o nível social, a colocação profissional, estilo de se vestir, musical e sei lá mais o que será o determinante nesta decisão?

Enquanto isso o tempo vai passando, as pessoas evoluem e eu continuo no mesmo lugar...

Bruna Turques

terça-feira, 1 de junho de 2010

Carta ao desapego

Olá, como vai?

Esta noite eu sonhei com você, e nem sei porque. Sabe que foi engraçado? Foi assim...

Eu e você viajamos com alguns amigos, hospedados num quarto que só cabiam 3, mas havia uns 7. A cama era meia boca, meio estranha e pequena, mas cabia nossa vontade nela! O lugar, eu não sei ao certo... nem era bonito, mas passeávamos.

Ah, no hotel tinha elevador, mas era tenebroso...e lavávamos roupas, e fazíamos comida...não lembrava em nada uma hospedagem, nem mesmo 1/2 estrela. Ainda sim sorriamos e estávamos curtindo muito!

No sonho dormíamos. Acordamos até felizes! Não sei porque, não te vi mais. Procurei, subi e desci naquele elevador louco, aliás, sempre que sonho que estou num elevador é assim, sobe devagar e deve muito rápido, tão rápido que eu chego a sair do chão!

Continuando...eu só sei que sonhei com você durante toda a noite e a história era sem fim, não cabe nesta carta. Eu sonhei que sonhava...e era um sonho dentro do outro...sonhava que viaja com você e alguns amigos, hospedados num quarto que só cabiam três, mas havia uns sete...

Dentro dele eu perguntava o que significava, alguém me explicou que não era possível traduzir o sonho...pois não era sonho, era real! Mas faria o bom grado de me explicar, e começou a dizer que:

Eu viajei com você, numa história que deveria ser de dois, mas se tornou de três, quatro ou até sete. Não tinha graça, nem era bonito! Só eu via beleza na vida que levávamos. Você era apenas coadjuvante na minha história. Ah, e descobri o motivo de não lembrar em nada um hotel, é claro...também não lembrava em nada um bom relacionamento como eu gostava de dizer por aí.

Sabe o elevador? Então, esse foi fácil de decifrar. Era meu coração aceitando suas verdades na subida, bem devagar, e caindo na realidade como se tivesse sido empurrado do 25º andar.

Então é isso! Só escrevi para você saber que apesar de tudo, continuo descendo ladeira abaixo, mas já apertei o botão de "socorro", logo, logo vai parar.

E sabe por que te escrevi?! Ah, bem...deixa pra lá.

Beijos e tchau.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O Grande e o Pequeno - Adriana Falcão

Li este texto há alguns anos atrás, não lembro quanto tempo ao certo, mas fiquei encantada pela forma que apresentou o Grande e o Pequeno! Leiam com atenção. Foi escrito pela GRANDE Adriana Falcão!



Todo Caso de Amor tem sempre um grande e um pequeno

Alguém um dia falou, em francês, que em todo caso de amor "il y a toujorrs celui qui aime et celui qui se laisse aimer". É mais ou menos a mesma coisa. O pequeno ama, o grande se deixa amar. O grande fala, o pequeno ouve. O grande discorda, o pequeno concorda. O pequeno teme, o grande ameaça. O grande se atrasa, o pequeno se antecipa. O grande pede, ou nem precisa pedir, e o pequeno já está fazendo.

Não é uma questão de gênero. Existem homens pequenos e homens grande, mulheres grandes e mulheres pequenas. O temperamento as circunstâncias influem, mas não determinam. O grande pode ser o mais bem-sucedido dos dois ou não. O pequeno pode ser o mais sensível, porém nem sempre é assim. Muitas vezes, o grande é o mais esperto, mas existem pequenos espertíssimos. Depende do caso.

Como ninguém descobriu até hoje uma regra que permitia determinar qual é o grande e o qual é o pequeno, só observando o casal mais atentamente.

Na rua, o que anda distraído quase sempre é o grande. Quase sempre no cinema, o grande só decide comprar pipoca depois que os dois já estão acomodados nas poltronas. O pequeno então fica esperando, vigiando, tomando conta para o filme não começar antes de o grande voltar, o que, por algum motivo, seria uma tragédia.

Numa festa, o pequeno deve estar ansioso para que a noite seja boa, principalmente se foi ele quem sugeriu o programa. O grande se comportará de maneira indiferente até se deixar embriagar pela música, pela bebida ou pelo ambiente, quando então ficará muito mais animado que o pequeno. Mesmo que o pequeno dance bem, o grande sempre dançara melhor. O pequeno evita o silêncio porque tem certeza de que a culpa é dele, por isso sempre tem arquivados na cabeça assuntos que possam ser úteis em todas as ocasiões. A calça nova do pequeno dificilmente lhe cai tão bem quanto a do grande, assim como o cabelo do grande está sempre melhor que o do pequeno, ainda que a festa inteira pense exatamente o contrário. O pequeno geralmente se comove com a lua, calado enquanto o grande aponta: olha só a lua. No final da festa, é sempre o pequeno que quer ir embora, reservando o melhor de sua alegria para o resto da noite, enquanto o grande se despede dos amigos displicentemente. Mais tarde, o pequeno é macho, é gueixa, é desgraçado, é exclusivo, e, se o coração do grande por acaso ouvir seus gritos, sorte. No dia seguinte o pequeno estará inevitavelmente preocupado: será que fiz tudo certo? Acho que eu não deveria ter dito aquilo. Por que toda vez sou eu que beijo primeiro? Na dúvida, vai correndo procurar o grande, apesar de ter se prometido que nunca mais faria isso.

O grande e o pequeno podem ser de qualquer espécie, inclusive bichos, com exceção dos gatos, que são todos grandes.

Não necessariamente formam um casal. Não é só nas histórias de amor que existem grandes e pequenos. Havendo mais de um, um par qualquer, dois adversários, dois irmãos, dois amigos, sempre haverá o que quer mais e o que quer menos, o fascinante e o fascinado, o generoso e o pedinte.

Mas, como tudo pode acontecer, senão nada disso ia ter graça, a qualquer momento, por alguma razão, geralmente à noite, imprevisivelmente, o grande pode ser ficar pequeno e o pequeno ficar grande de repente. Basta um vacilo, um acaso, um cair de tarde, um olhar mais assim, um furacão, uma inspiração, uma impudência.

Quando isso acontece é comum o pequeno ficar maior ainda, o que torna automaticamente o grande ainda menor. O ex-pequeno, logo que é promovido a grande, pode se vingar do ex-grande, se seu sofrimento tiver boa memória. Aí, coitado do novo pequeno, vai se arrepender de cada não beijo, cada não telefonema, cada não noite de insônia, cada não desespero, cada não entusiasmo, cada não carinho inesperado, indispensável, inevitável, imprescindível, cada não todas as palavras apaixonadas em qualquer língua do mundo. Ele vai se surpreender com a reviravolta no começo, mas vai se conformar com sua nova condição de pequeno em seguida. E então vai seguir, cuidadoso e desastrado, na quase inútil intenção de conquistar o grande urgentemente.

Adriana Falcão

sábado, 22 de novembro de 2008

Amizade


Esses dias me pegaram de surpresa com uma pergunta simples: Tem algum texto sobre amizade???!!!????

Putz, percebi que não.

Eu já falei sobre algumas coisas, na maioria tristezas, mas poucas vezes revelei a alegria por ter conhecido certas pessoas.

Não são muitos que constam na minha lista, mas os poucos que tenho procuro manter bem guardado.

Quando penso na definição de amigo lembro de uma passagem bíblica que diz “há amigo mais chegado que um irmão”. De fato existem, pois algumas pessoas aparecem em nossas vidas e fazem a diferença, são únicas, é afeição e simpatia a primeira vista.

O que seria um amigo? Aquele que guarda um segredo? Talvez, mas uma pessoa discreta pode guardar um segredo e não ser sua amiga.
Ou aquele que aconselha? Talvez, mas conselho qualquer um pode dar.
O que apóia? O que dá bronca? O que lhe sorri de graça? O que não acha tanta graça em suas piadas mas ri assim mesmo? O que lê seu olhar e responde imediatamente com um olhar tão falante quanto o seu? O que te protege ou o que te ajuda a correr? O que te livra da pedra no caminho ou o que te apóia após um tropeço? O que te alerta, e mesmo que você não aceite, está contigo nas decisões que você toma?

É tudo isso e mais um pouco. É cumplicidade sem deixar de expor seu ponto de vista, é aceitar as diferenças e superá-las, é aquele que se irrita com você mas não vive sem ti. Que fala a sua língua e que te escuta. Amigos não são perfeitos, mas são os nossos escolhidos e fomos escolhidos por eles. Já disseram que amigo é a família que tivemos a oportunidade de escolher. Eu vou além, amigo é o irmão na hora da brincadeira, o pai na bronca, a mãe no colo, a irmão nas dicas e nas brigas. E como em qualquer relacionamento, nada é perfeito, desentendimentos existem, mas como em qualquer família, no final tudo se resolve.

Amigos nos enchem de esperança com seus sonhos, pois sonhamos juntos, de alegria com as suas realizações, de paz com as sua risada, e principalmente de fé quando percebemos que encontramos alguém que queremos por perto até o fim. Mais fé ainda, ao perceber que esse pessoa poderia morar ao lado, com sem uma Mãozinha Divida jamais a conheceríamos e agradecemos todos os dias pelos amigos-irmãos que tivemos a oportunidade de encontrar e trazer para as nossas vidas.

Obrigada Senhor, pela vida de cada um dos meus amigos.