sábado, 18 de outubro de 2014

Uma estranha no ninho

Há algum tempo tenho me sentido uma estranha no ninho. Sempre que saio com amigos pareço não pertencer àquele grupo, os assuntos são bons mas não o suficiente para prender toda minha atenção. Sempre estou com boa parte dos meus pensamentos perdidos em outros lugares. Não sei se isso é notório, espero que não, detestaria parecer uma "aluada". E é tão sem querer. Quando percebo já não estou processando mais o que acontece.

Na maioria das vezes me sinto idiota ao contar qualquer banalidade do meu dia a dia, isso porque nada acontece e sempre que começo a falar me dou conta que só falo sobre o trabalho e futilidades e acho que todo mundo já está bem cansado disso, sendo assim prefiro ouvir.

E há algo que me faz calar ainda mais, é quando faço algo que acho realmente legal e recebo hostilidade de volta. Um exemplo foi quando decidi comprar um par de patins, era algo que amava na minha infância e adolescência e sempre quis voltar a andar. Agora que tive a oportunidade resolvi adquirir um par. Em conversa com alguns amigos e/ou colegas ouvi comentários como "pra que? Vai cair e se quebrar toda", "Tá maluca? Depois de velha (velha???) quer dar uma de adolescente?". São esses tipos de comentários que aborrecem. Eu sei que não devemos ligar para a opinião dos outros e não é uma questão de ligar mesmo, mas são perspectivas tão negativas que desanimam. E assim, mais uma vez me calo. Talvez meus projetos e sonhos sejam só meus mesmo.

Essa noite fui ao encontro e comemoração do aniversário de uma amiga que não encontrava há tempos e achei tudo tão esquisito, ela parecia não querer estar ali, a mesa toda não se relacionava eram grupos dentro de grupos apesar de todos se conhecerem, os assuntos não fluíam, cada um na sua bolha e me senti tão desanimada. Parecia que todos tinham saído de casa para nada.

Em meio a conversas sobre dirigir um amigo concluiu baixinho, e passou tão despercebido para todos, você realmente precisa passar logo, você é muito independente, faz tudo sozinha será uma grande evolução pra você. Fiquei pensativa por alguns instantes e me peguei respondendo em voz alta, eu tento não ser tão independente e sozinha, mas a vida não deixa.

Em meio a esse turbilhão de sentimentos me pego pensando que ando tão cansada mentalmente. Vejo tanta coisa errada, pessoas enganando e sendo enganadas, muito mais o segundo que o primeiro, tantas histórias que gostaria de não saber ou vivenciar, ao mesmo tempo aqui dentro anda tudo tão parado. Sempre me sinto incapaz de ... deixa pra lá.

Talvez eu esteja num mês difícil, muitas coisas acontecendo, talvez daqui algumas semanas eu nem me lembre mais que estive assim, mas por hora está sendo uma barra.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Por onde as pessoas andam?

Fico me perguntando por onde as pessoas andam, aonde se conhecem, o que tem feito!! Isso tudo me acomete cada vez que entro em algum aplicativo de relacionamentos e tenho certeza que não é por lá que as pessoas andam.

Ah eu confesso, já tive dezenas de cadastros e claro que nunca deu em nada. A única certeza é que uns 98% são picaretas, casados, comprometidos, pais de família e que estão ali atrás de zueira! Mas é claro que não é uma zueira às claras, você só descobre isso após muito tempo ou, no meu caso e devido a experiência no ramo, logo nos primeiros papos.

Sério, fico pensando o que passa na cabeça da pessoa pra fazer um perfil fake e ficar contando mentira na internet. Sinto-me nostaugica com o tempo em que os chats eram verdadeiras salas de encontros, mesmo que nunca acontecesse o encontro real. Fiz tantas amizades no mundo virtual que vieram para o mundo real, já falei sobre isso aqui.

Daí que um tempo atrás ouvi falar de um tal de Tinder que é o mais superficial que um aplicativo poderia ser. São apenas fotos onde você dá um "joinha" ou um "nope". Gente...você pensa "considerando que o único meio de conhecer alguém é contar com que gostem da minha foto, vou colocar uma foto legal". Só que não!

Quando estou muito triste entro no Tinder pra dar risada. É cada foto que eu penso "até o tablete da Craudia tem uma câmera com resolução melhor". Das duas, uma: ou o cara não tem uma câmera descente ou a foto foi tirada com um V3 há 10 anos atrás. Pior: podem ser as duas coisas.

O grande "xis" da questão é que agora temos a praga do Whatsapp que deveria ser mais um meio de comunicação com amigos de forma gratuita, só que a galera esqueceu que distribuir o vulgo zapzap significa dar seu telefone pra qualquer um. É o mesmo que escrever seu número em um telefone público hahahaha sempre penso nisso quando pedem meu whats.

Bem então o circo tá armado, basta você dar um joinha na foto que o cara manda um oi e logo "tem whatsapp"? Eu nem respondo.

O melhor é que depois de muita experiência na área você começa a eliminar as pessoas pelos tipos de fotos, ex: foto com criança eu passo batida (tá de sacanagem que o cara vai expor o filho numa rede desse tipo? E se tem filho já não me interessa, se eu quisesse surpresas comprava um kinder ovo), foto com péssima resolução, aquelas que o cara fez tanta força , que deve ter borrado as calças, para parecer forte e só saiu gordo, foto com um bando de pessoas cortadas (não é possível que o indivíduo não tem uma foto sozinho), são muitas, eu deveria listar, por que sempre que vou passando as fotos começo a rir muito.

Preciso anotar tudo o que penso e me faz chorar de tanto rir para postar aqui, pena que não posso postar as fotos...

Família...família

É muito complicado crescer numa família aonde não há o costume e a delicadeza da palavra "desculpa".  Com o tempo começa a fazer muita falta e por não se ter o hábito de usá-la, torna-se obsoleta e desconhecida. É super difícil viver toda sua vida não demonstrando sentimentos, escondendo quem você realmente é e o que te faz sorrir.

Hoje quando vejo meus familiares falando uns dos outro, julgando seu modo de vida, como levam seus dias e apontando o dedo para o outro como se fossem os donos da razão e do bom senso eu sempre penso "e daí? Ela(e) está vivendo como quer, sem rótulos, sem vergonha e sendo feliz a sua maneira, danem-se vocês". 

E nessa mesma família vejo várias pessoas que deixaram a felicidade passar por medo do que os outros iriam pensar, famílias que não foram formadas por que " o que diriam minhas tias?". Na boa, ninguém tem nada a ver com a sua vida. No final das contas é tudo sobre você, depois de alguns anos e/ou décadas toda pose será jogada no lixo e será só você e seus traumas e arrependimentos.

Sendo assim, há muito tempo larguei o "danem-se", só eu sei o que vivo, como vivo, como são meus dias, as poucas glórias e as muitas lutas, ninguém vem aqui me carregar no colo e lutar por mim, então na boa, não enche!

Esses dias tive a oportunidade de reencontrar familiares que não via há pelo menos 15 anos. Nossa, fiquei tão animada por saber que até os que tinham tudo para dar errado, deram certo! E nessa mesma oportunidade pude ver como as pessoas podem ser mesquinhas e falsas. Era um momento de celebração, alegria, comemoração de mais um ano de vida e o motivo da reunião era para compartilhar a alegria daquela família e aí que as cobrinhas aproveitam para dar o bote!! É por essas e outras que raramente vou a eventos familiares.

Chega dessa coisa de família e parentes. Infelizmente não temos a oportunidade de escolhê-los, então temos que aguentar e conviver. Mas se tem uma coisa que podemos aprender com parentes é que aqui se faz, aqui se paga. E tendo aprendido isto, pode ter certeza que será aplicado a tudo mais na vida.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Por que as mulheres curtem romances e os homens ação?


Ontem assisti a um filme super legal, O Protetor, filme de ação com Denzel Washington que um amigo disse ser muuuuuuuuito bom, como todo esse exagero no muito.

Bem, o filme é bom. Não vou fazer uma descrição crítica aqui, mas não é isso tudo. Daí fiquei me perguntando porque os meninos gostam tanto desse tipo de filme e nós, meninas, tanto dos filmes melosos.

Vejamos, no filme de ação é sempre a mesma coisa, certo? É um cara muito foda, que entende de artes marciais (TODAS), tecnologia, segurança de dados, segurança pessoal, bombas, ciência, astronomia, mecânica, física quântica e um pouco de esoteria.

Já no romance a mulher, por mais tapada que seja e em circunstâncias deploráveis consegue conhecer um cara bacana, boa pinta, que ama a natureza, a família dela, os amigos dela, os defeitos dela, todas as babaquices que ela faz, o cara corre atrás, se mata, esquece todos os milhões (porque num bom romance o cara nunca é pobre, convenhamos que não tem charme nenhum jantar num podrão, ok?), esquece a modelo linda que faz tudo por ele, os amigos, enfim, deixa tudo de lado para viver feliz com ela.

E aí você me diz: qual é o problema Bruna? A grande questão é que bem, em ambos os casos, essas situações não existem. Nem o cara todo poderoso, invisível e que luta como se não sentisse dor e muito menos o romântico milionário perfeito.

Mas todo menino sonha em ser tudo isso aí, em ter super poderes, em poder voar e andar super veloz em seus velocípedes. Enquanto as bonequinhas sonham com o romance perfeito, daqueles que nunca viram nas suas casas entre seus pais e familiares. 

Não sou uma desacreditada na vida. Sei que existem pessoas que lutam muito, de outras formas, são inteligentes, grandes conhecedores da alma humana, mas acima de tudo, grande conhecedor do outro, daquele que está ali todos os dias juntos. Ele(a) não tem olhar biônico, nem uma percepção ultra fodástica, tem apenas interesse no outro e isso basta para notar um cabelo cortado, um sorriso feliz ou um olhar decepcionado. 

Não serão os milhões de um ou de outro que os tornarão ricos, será o somatório das conquistas, a falta de inveja pelo que o outro conquistou, mas o prazer de saber que está ao lado e apoiando alguém tão dedicado.

Se me perguntar se ainda assisto romances te direi que sim, a todos, e choro e sonho e viajo. Também viajo nos filmes de ação. São filmes...Todo mundo sonha com o que não tem. Toda criança deseja o impossível. O grande “xis” é que isso se perpetua na vida adulta e quando já não podemos mais viver de sonhos, vivemos de vontades esquecidas e revividas em cada filme. Sonhos que aparecem a cada apagar das luzes numa sala de cinema e que se dissipam junto com os créditos finais.


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Linha tênue

Existe uma linha muito tênue que separa o passado do presente. Ela é assim: faz parte do meu passado e não pode fazer parte do presente então eu ignoro. Te ignoro em tudo que você possa se fazer presente. E esse gelo é tão claro que chega a ser ridículo. Mas há duas partes segurando essa linha muito fina e garantindo um gelo exemplar. 

Existe também uma linha muito fina que separa o amigo do Amigo! Bem, amigo aquele que só te procura quando está na merda, aquele que quando te chama você já sabe que é pra contar desgraça e derrota, pedir opinião que não vai usar e te cansar mental e emocionalmente. E tem os Amigos que não importam a distância, o tempo sem contato, a falta de tempo e oportunidade dos dois, sempre será Amigo. Também não importam seus problemas (no sentido de que se ele os tiver, você estará pronto para ajudar, porque ele não está por perto querendo ajuda, ele quer um amigo, as vezes só pra ouvir, chorar, dramatizar e depois da risada da porra toda).

Existe uma película quase invisível entre a convivência pacífica e o relacionamento agradável. Atualmente tenho passeado muito pelo primeiro e aprendendo a lidar com isso. Não somos obrigados a aceitar tudo que os outros fazem, aos seus "maucaratismo", má intenção e malícia além da conta, mas podemos lidar com isso. Incomoda, as vezes machuca, nem sempre se ouve o que deseja, as vezes escutamos "sem querer" o que não deveria. Para os sensíveis, isso é um soco no estômago, mas passa. 

Sempre existirá essa linha tênue separando o desejável do indesejável, o que se espera do que realmente se tem, o que sonhamos do que vivemos. As vezes basta um passo para atravessá-la. Mas as vezes um passo é coisa demais.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Que semana!!!

Meu blog virou o muro das lamentações online, mas é que tem sido tudo assim nos últimos meses. Não que me falta motivos para agradecer e comemorar, sim...há, mas tem muitos "mas".
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Nem acredito que estou terminando as aulas práticas da auto escola. Não me achava capaz de tirar um carro do lugar e já estou indo bem na direção, de todos os treinos na baliza só queimei o primeiro, não deixo mais o carro morrer e ainda consigo dirigir e tricotar com meu instrutor sem perder o rumo. Bom mesmo será quando, enfim, pegar minha verdinha. Tenho tantos planos para quando estiver habilitada, e isso fica para outro post.

Esses dias em conversa com uma amiga surgiu uma ideia de viagem que me deixou tão empolga. Me parece muito impossível e ao mesmo tempo possível. Sei que vai depender basicamente da minha força de vontade em juntar a grana e me organizar. Ainda teremos tempo para planejar, organizar e enfim viajar. Estou super empolgada.

Também estou concluindo a reforma do meu quarto, após mais de 30 dias desabrigada, dormindo com minhas tralhas todas na sala. Enfim acabando. Assim que estiver tudo arrumado posto as fotos, ficou bem a minha cara e se tudo der certo ficará um luxo do jeito que sempre quis.
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E aí que durante a minha semana tive o desprazer de passar algumas horas com uma pessoa indigesta e me perguntei se há sonrisal pra cuidar disso. Não sei se ando sem paciência para babaquice (desconfio que nunca tive), se sou extremamente chata ou uma mistura de chatice com falta de paciência, mas a vontade é mandar catar toco crú!

Então, para embalar bem a semana, você também fica sabendo que há algum babaca por aí que tem o maior prazer em te detonar para pessoas que, possivelmente, poderão trabalhar com você. E quando a pessoa chega "ops, não foi isso que me disseram". Mas claro que isso tem um lado bom, confirma a minha essência contraditória...claro Brasil-il-il-il-il...eu adoro contrariar as expectativas alheias!!!

Ahh e como li esses dias, deixa isso tudo pra lá. Faça o seu melhor sempre, pois há um que tudo vê! Como diz na Bíblia "hoje é o dia de fazer o melhor, porque o lugar que nos espera não será possível fazer mais nada"! Então, para frente e avante!
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E eu ando numa de ler um tal de Ique que tem textos perfeitos e que me faz acreditar, apenas enquanto leio, que há homens verdadeiros mundo a fora. Ele está no mesmo patamar do Gabito Nunes, porém mais sensível. Ok que depois de fechar a janela eu volto a realidade de que é tudo fdp! Mas quem liga pra minha falta de fé na humanidade?
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Pensa que está fácil? A loka que pega um livro e começa a ler achando que é Jogos Vorazes e só se dá conta de que está lendo Divergentes após uns 3 parágrafos. Pior é se dar conta que passou meses conversando com um colega de trabalho sobre o tal livro sempre tendo em mente que era Jogos Vorazes. Alou Brasil-sil-sil, por onde anda a minha cabeça????????????
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Pensa que está fácil²? E aí que ela se diz sua "BFF" mas só te chama para falar de si mesma, nunca pergunta como você vai e quando o faz é para emendar contando alguma "tragédia" pessoal. Quer conselho mas não quer seguir conselho, quer mágica mas não quer se mexer para alcançar, mente que nem sente! Alouuu Brasil-sil-sil eu não mereço isso!!! Agora é ziper na boca e nos dedos! Off pra "BFF" de araque!

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Ah claro, não poderia finalizar esse post e não colocar uma musiquinha!!! Desde que instalei o Deezer que não quero outra vida! E nenhuma música poderia falar mais por mim que Colbie Caillat em Try.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Cada um na sua

É fácil ignorar o outro.  Encher a cabeça alheia com suas baboseira,  reclamar e murmurar o quanto o mundo é  mal,  que falta de sorte,  de oportunidade,  chorar o quanto tudo dá errado pra si.  Mas isso tudo se torna egoísmo quando rejeitamos as dores de quem está em volta.. Perguntar "como foi seu dia"?  Se interessar pela merda toda que aconteceu nas 14h que o outro passou fora,  quem liga?? 

Bom mesmo é se lamentar e infernizar os outros.  Pra que ouvir? Pra que acalmar,  aconselhar??  Qual é, isso dá trabalho.  Muito melhor ser o pobre coitado que tudo sofre.

Há dias que estamos com um nó na garganta que só se desata de duas maneiras: em choro quando alguém realmente nota e se importa ou em grito quando surge um egocêntrico que passa por cima das suas dores como um rolo compressor.  Na maioria dos dias acontece da segunda maneira.

E dói... Como dói.

Não sei se sinto muito ou as pessoas sentem pouco.  Não sei se vivo um drama por dia e torno tudo muito intenso ou sei lá...
Só sei que o apoio nunca vem de onde esperamos... Na maioria das vezes ele nem vem!

sábado, 5 de julho de 2014

Lições da semana

Quando o cara quer, ele faz. Não importa o que exatamente ele está querendo, mas é certo que vai correr atrás. Ah claro, também não importa idade, classe social ou religião! Quem quer, quer!

E essa semana também aprendi que há pessoas de coração tão podre que sentem prazer em falar atrocidades para os outros, principalmente se o ouvinte for alguém de coração puro. E isso me deixa muito revoltada. A agressão emocional pode ser muito pior que a física.

E apesar de detestar magoar os outros, sei que magoei algumas pessoas. Por falar sem pensar, por agir de toma lá dá cá. Está aí una coisa que luto constantemente, para zerar esse meu impulso de ter resposta pra tudo. Quantas vezes o silêncio tem total poder de falar por nós?

Passei por mais uma semana de grandes dúvidas, arrependimentos, conflitos internos com problemas que não me pertencem. Eu e meu coração aplicado aonde não deveria. Mas não sou máquina, tenho sentimentos aliás, um bocado deles, esse é o problema!

A semana não foi fácil, mas está acabando. Logo vira outra pra me ensinar, moldar e dar a oportunidade de agir diferente, ser melhor, acertar, errar, aprender e ensinar. Que venha a próxima, porque essa já deu!

sexta-feira, 4 de julho de 2014

5 minutos de paz

Não se iluda pensando que alguém se interessa pela sua dor. Ninguém tá nem aí praquela pitanga que você gosta de chorar, aquela história que gosta de contar. Na verdade todos estão bem cansados de ouvir a sua versão trágica de como tudo aconteceu!!! Já disse e repito: todo mundo sente muito, mas ninguém sente nada!!

E não pense que o mundo é legal, e dá voltas e que aquela filho de uma chocadeira já está sofrendo por tudo que fez, porquê ele não está!! Filhadaputagem sem limite, mas não quer dizer que com isso a pessoa pagará por tudo, não seja inocente achando que a vida é feito novela. Tudo que vai volta, certo, mas você nem sempre toma conhecimento!

E você acha que aquela amiga egoísta, que faz questão de jogar o mínimo favor prestado na sua cara sempre que pode, irá precisar de você em breve??? Nada disso!!! Mas quando precisar você vai ajudar de novo... Por que tem muito mais emoção que razão nesse seu ser!!!

E - claro, tem vários "es" - não viva esperando que o mundo te vingue ou que ele te recompense! Pode ser que não aconteça nem uma coisa e nem outra e viver pra isso é perda de tempo.

Essa merda toda cansa. E chega numa fase que não se quer mais reclamar com ninguém, nem enxer a paciência de mais ninguém e começamos a engolir nossos sapos e aceitar que algumas dores um dia deixarão de ser lembradas, mas nunca de serem sentidas.

Por hoje chega!!! Só quero 5 minutos de paz...

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Como nossos pais

Temos a incrível mania de colocar toda culpa sobre nossos pais. Como diz a canção "você culpa seus pais por tudo, isso é um absurdo. São crianças como você. O que você vai ser quando você crescer"! É muito fácil culpá-los por qualquer coisa que tenha faltado.

Veja bem, aos 20 anos minha mãe já estava no terceiro filho, sem estudos e nenhuma perspectiva de vida melhor enquanto meu pai tinha 25 no mesmo barco. Com essa idade qual era o nível de maturidade deles? Expectativa de vida? Sonhos, será que os tinha? Se for comparar com a minha vida aos 20 anos...bem eu já trabalhava, estudava, tinha muitas responsabilidades o que não significava maturidade. Cara, ainda ouvia Xuxa só para os baixinhos. E aos 25 não era nada muito diferente.

Quando queremos culpar o mundo e não podemos, acabamos culpando os pais mesmo esquecendo que eles também erram. Eles não nasceram adultos, sábios, possuidores de todos os dons, conhecedores de todas as ciências, não são imortais, detentores da justiça e poder, não são super seguros. Eles também tem medo, ficam sem resposta, não sabem o que fazer, muitas vezes falta ajuda, compreensão e orientação. Eles já foram criança...sim!!! Eles já tiveram sonhos desfeitos. Também já foram privados de tantas coisas, talvez bem mais importantes que nossos desejos infantis. Mas apesar de tudo, nos amaram e cuidaram com tudo que tinham, com tudo que poderiam oferecer.

Como é possível ainda sobrar pretensão de achar que faríamos diferente. Que patético...já adultos ainda somos aquela criança que no fundo é mimada, que acabou de aprender a andar e já quer correr, mas não aguenta um pequeno tombo que já começa a chorar copiosamente.

Somos tolos e continuaremos a ser enquanto tivermos nossos pais. São eles que nos orientam, mostram a verdade, mesmo quando não queremos ver, que nos falam claramente quando ninguém mais ousa falar. Nunca saberemos tudo o que eles passaram, tudo que abriram mão por nós. E a grande questão é que apesar de falarmos tanto, julgar e apontar seus erros nos vemos, ao longo dos anos, agindo como eles, com suas manias, trejeitos, crenças e tudo mais. E é fato que ao final das contas viveremos como nossos pais.


terça-feira, 10 de junho de 2014

101 coisas em 1001 dias

Genteeeeeeeeeeee!!!!

Achei um caderno super antigo perdido em uma das mil caixas que existem no meu quarto e estava foleando (obs: eu tenho a mania de largar minhas ideias por qualquer pedaço de papel que seja meu) quando encontrei uma lista interessante: 101 coisas para fazer em 1001 dias. Bem, a lista é datada de 01/05/2010, exatos 4 anos atrás.

Sabe, esse período foi bem complicado pra mim. Como já escrevi aqui passei por complicações na vida profissional que veio emendada na sentimental também. Foi muito difícil abrir mão de tantas coisas ao mesmo tempo, encarar a realidade e me ver completamente sem expectativas. Mas, graças a Deus eu dei a volta por cima e mandei toda tristeza pra bem longe daqui.

E foi nesse turbilhão que escrevi minha lista, o mais engraçado dela é como eu queria coisas que hoje em dia não fazem o menor sentido, outras que conquistei mas não lembrava como eu queria, outros até hoje não conquistei por falta de foco!

A lista parou no item 75 e, muito constrangida, confesso que só realizei 25 coisas. A lista não é composta por desejos materiais tem algumas cosias sobre comportamento, amizades, espiritualidade, enfim...vou colocar algumas coisas aqui com o número que ele estava na lista:

03 - Aprender a dirigir (demorou mas entrei na auto escola)
05 - Comprar um teclado Yamaha (tenho certeza que desisti dessa ideia uns 5 dias depois, sem tino pra música)
22 - Arrumar um emprego de carteira assinada
25 - Emagrecer 2kg em 6 meses (isso é objetivo físico que preste????)
30 - Comprar uma jaqueta jeans (gente...é bobeira né? Mas, todo inverno eu via cada uma linda e nunca comprava e reclamava quando passava. Sim, eu já tenho uma)
38 - Orar mais vezes
42 - Visitar a Alessandra (se isso veio parar na lista é porque eu não via a minha melhor amiga há muito tempo!)
48 - Trocar a tv do meu quarto (feito mês passado)
49 - Comprar um DVD (na boa...o que é um DVD?? Comprei uma smart que só falta servir cafezinho...há 4 anos isso não existia, eu acho)
53 - Viajar ao Mato Grosso do Sul
69 - Ler um livro da Agatha Christie (sim,já li uns quatro)
71 - Orar mais por familiares e amigos

Tem mais coisas, é claro. Algumas que realizei e,como já disse, a maioria que simplesmente deixei pra lá. Algumas coisas ainda quero fazer, como ter o meu próprio espaço

Fiquei pensando quantas vezes deixamos nossos sonhos de lado...sei que já falei disso aqui também. Infelizmente muitas vezes perdemos o foco e queremos tudo sem querer nada de verdade.








quinta-feira, 29 de maio de 2014

Quando eu era criança...

Esses dias comecei a lembrar de várias brincadeiras que fazia com meus irmão e amigos quando era criança. Algumas não fazem o menor sentido, outras já são bem conhecidas de todos. Sinceramente eu não sei o que passava na minha cabeça quando era criança...desconfio que minha cabecinha era um grande vazio, cheio de vento! Por que era cada ideia...

Eu e meus irmãos aprontávamos muito e consequentemente acabávamos levando umas belas surras. Esses dias lembrando as histórias com meu irmão do meio chegamos a conclusão que poderíamos ter nos tornado qualquer coisa, revoltados ou coisa assim, mas nada disso aconteceu. Mas também sabemos que as surras não resolviam o problema, por que esquecíamos a dor muito rápido e logo começávamos a fazer tudo de novo.

Vejam bem, eu sou a caçula de dois irmãos (homens), logo eu era a mimadinha do trio. Isso quer dizer que se eu me machucasse seria uma novela, e isso sempre acontecia, e eu sempre queria me enfiar nas brincadeiras deles, e eu era manhosa (confesso).

As brincadeiras eram assim:

* Mamãe foi trabalhar (eu e meus irmãos) objetivo - espancar meus irmãos. Eles ficavam deitados na beliche, embaixo das cobertas (pra doer menos) e eu "saia para trabalhar, quer dizer, saia do quarto e eles começavam a gritar e fazer bagunça. Eu voltava com a colher de pau e descia o sarrafo neles!! A brincadeira era só isso! Óbvio que eu era sempre a mãe, por que: 1 - eu tinha menos força, então minhas pauladas doiam menos e 2 - se eu levasse uma pacada com a colher de pau ia chorar e não teria brincadeira por um bom tempo.

* Sua madrinha é? (eu e meus irmãos) - objetivo - não identificado, mas a brincadeira sempre acabava com os tres embolados saindo no pau. Sempre começava inocente, cada um apontava o defeito da madrinha do outro, coisas físicas ou de personalidade. Só que sempre tinha um que não gostava e aí acabava feio!

* Casinha na rua: gente, casinha é casinha em qualquer lugar. Mas na minha infância, especificamente no período que morei no Caioaba (link) as brincadeiras eram muito elaboradas. Brincar de casinha na rua significava que cada calçada era uma casa, as bikes eram os carros e os meninos participavam como marido (mas sem outras intenções). Eles basicamente ficavam atrapalhando a brincadeira (alguma semelhança com a realidade??). Gostávamos de arrumar tudo com caixotes e os itens que tínhamos de boneca. E era só.

* Malhação: Vamos combinar que Malhação (isso mesmo a novelinha Global) estreou em 1995. Quer dizer, eu tinha 10 anos! E o grande lance era refazer o último episódio, só que as cenas eram contadas do nosso jeito. Isso eu gostava!

* Campeonato de vôlei: Jogávamos como vôlei de praia, só que sem a praia, areia e tudo mais rs. Era em dupla, a rede era um elástico preso de uma extremidade a outra da rua e nossa...passávamos horas jogando.

*Roupa Maluca: Preciso deixar claro que a pessoa que mais brincava comigo de roupa maluca era a Juliana do Fina Flor (conto mesmo). Quando eu falo que as brincadeiras não tinha sentido, é verdade. Essa é uma das brincadeiras que não faziam sentido. Eu explico:  a brincadeira consistia em vestir TODAS as roupas velhas suas, da mãe, da vó, de qualquer pessoa, de uma vez. Pensa: vestido de festa caipira com a saia de um vestido de dama de 15 anos, com chapéu e lenço tudo junto? Era só isso. 

Fora essa brincadeiras sem nexo tinham as padrões, pique esconde, polícia e ladrão, pique pega, porém valia correr em qualquer rua do Bairro, isso significa que a brincadeira se estendia mais que o necessário e a gente acaba correndo por horas.

Lembro da febre do patins roller. Como lá em casa eramos 3 e só dava pra comprar 1 patins o meu era bem "unissexo" preto de tiras azul e cinza, além de enorme. Mas quem liga?? Eu andava o dia inteiro. A sensação era ir patinar na quadra do Brizolão que era bem lisinha.

Tive uma infância bem estendida, considerando que aos 14 anos eu ainda brincava com a maioria dos meus brinquedos, assistia Chiquititas e ouvia Xuxa só para os baixinhos, bem...eu não era uma adolescente muito pra frente. Lembro da minha infância com saudade, apesar de não ter sido a melhor época da minha vida. Mas a época da inocência e da ignorância sobre como o mundo é de fato, o torna feliz.

sábado, 17 de maio de 2014

Infância e outras coisas

Passar um tempo rodeada de crianças tem suas vantagens. Quem mais, além de inocentes crianças conseguiriam levar os dias de paz onde a única preocupação é ir para a escola, brincar de Barbie, jogar uma boa partida de uno e dormir? Crianças não se preocupam com nada! Eu sei que não estou contando uma super novidade! É que isso lembra a minha própria infância!

Estava pensando como passei uns bons 12 anos de ignorância total! Não me importava com nada que estava acontecendo nesse mundo que é louco desde sempre! Hoje, pensando em retrospectiva, sei exatamente os grandes problemas que passei em casa, sim, me lembro de todos, mas não sei o que acontecia no mundo e acho que a inocência da infância me protegia do sofrimento, eu não tinha a menor ideia da seriedade do que estava acontecendo.

Não lembro quase nada de fato histórico, político, social, econômico ou cultural da minha infância, nada mesmo! É como uma grande lacuna onde só constam brincadeiras, amigos, risada e palhaçadas. Lembro de cada conversa, brincadeiras, como eram as regras, até que horas ficávamos na rua, o que cada um gostava de ser na nossa "Malhação" inventada e é só isso que preenche minha memória. Ah claro, lembro de cada programa infantil, das novelinhas e tudo mais.

Crianças são só ingenuidade. Lembro dos meus sonhos infantis, achava que aos 18 seria adulta e aos 28 uma velha casada e cheia de filhos. E vejam só ainda hoje acho que aos 38 serei adulta e com 48 uma velha casada e cheia de filhos. Será que realmente perdi a ideia fantasiosa sobre a vida adulta? Tenho minhas dúvidas.

***

Estou aqui só passando tempo e tentando não dormir cedo,amanhã terei uma longa viagem de ônibus de volta para o Rio e não estou preparada psicologicamente para passar 12h sentada no "de volta pra minha terra". Também não estou preparada para voltar pra minha casa, minha rotina e tudo mais. Ah claro, estou com saudade do meu cantinho mas sei lá. Tem horas que a vontade é avançar no tempo e como não é possível a gente vai levando...só que apenas levar não basta

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Para quando o susto não tem dimensão, para quando a dor não tem limite e para quando a decepção não tem fim...chora que passa.

Para quando o passado não tem mais graça, contar a velha história só te causa vergonha e tudo ficou cinza, esqueça.

Para quando os planos mudarem e os sonhos estivem andando do outro lado da rua, mude.

Nunca é tarde para recomeçar, seja lá o que for que você deixou de lado. Pode ser um curso de idiomas, um grande investimento ou a louca vontade de aprender a cozinhar. Não é o tamanho dos seus projetos que vão determinar o quanto ele é importante para você. Eles só podem ser dimensionados por si mesmo.

As vezes só precisamos exercer o poder de resolução. Ora, não enrole, não coloque seus medos a frente dos seus sonho, planeje mas não fique apenas nisso. Dê o primeiro passo, mesmo que signifique sair para conseguir informações, muitas vezes isso é tudo. Mexa-se. E não perca tempo relatando seus propósitos para qualquer um, se servir a dica, não conte para ninguém. Faça mais e fale menos. Infelizmente não são todos a nossa volta que se contentam com a nossa vitória.

Hoje, mais do que nunca, estou escrevendo para mim!!! Apesar dos sustos, vida que segue.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Ninguém tem o direito

Entre as muitas coisas que uma pessoa não pode fazer a outra é brincar com seus sonhos e anseios. Mexer com o que há de mais puro em um ser humano. Nossos sonhos são intocáveis, castos e inocentes. Sobrevivem da fé que temos que um dia viveremos como sempre almejamos.
Ninguém tem o direito de brincar com isso.
Ninguém tem o direito de entrar em uma área tão restrita, por mais que as vezes nós mesmos estejamos abrindo espaço e convidando o "inimigo" para ler nossos projetos. Tudo bem, leia, mas não venha tecer comentários maldosos, não  tente mudá-los, não tripudie.
Só acho que ninguém tem o direito de entrar em uma vida se não for para fazer diferença, e veja bem, fazer diferença não é mudá-la. Não! É acrescentar, óbvio, mesmo porque ninguém tem o direito de tirar nada da vida de alguém. Até o tempo que se tira daremos conta. Então chegue para somar. 
Ninguém tem o direito de estragar sua trilha sonora preferida isso é maldade além da conta.
Ninguém tem o direito de bagunçar sua rotina, seus sentimentos, sua cabeça.
Isso não é certo, não é justo.
Mas o fato é que há poucas pessoas preocupadas com direitos e deveres e vão tocando o barco sem se preocuparem a que custo está sendo levado.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Férias e outras coisas

Nem acredito que o tão esperado período de descanso remunerado, também chamado de férias, chegou!!

Desde que entrei para o Cinema que passei a planejar muito bem minhas férias, afinal de contar, foi lá que descobri o que era trabalho e porque precisamos descansar após 12 meses de tarefas árduas. Então, tirar férias passou a ser, além de descanso, um mês de curtição. Veja bem, há quase quatro anos não tenho finais de semana completos se de descanso, feriados muito menos. Então "folgar" significa muito pra mim.

No entanto, essas férias foram as mais micadas que tive. Primeiro porque sai da zona de conforto do mês de junho que sempre foi meu padrão e por causa de planos com terceiros mudei meu mês para março.  Montei todo roteiro e antes de concluir os planos tudo foi por água a baixo. Ok, é de se pensar que eu teria aprendido e não faria isso novamente. Só que não.

Passado mais um tempo, entrei de "gaiato no navio" e refiz os planos, agora com "quartos" e mudei para maio (outro mês nada legal para férias).  E foi tudo de novo, planos ralo abaixo!!! Sendo assim, chegaram as férias e não tinha nada em mente, programado ou vontade de fazer qualquer coisa!!!

O que mudou um pouco foi o papo com um amigo que me convenceu a fazer alguma coisa e foi assim que fechei alguns dias na Ilha Grande, mas confesso que ainda não estou muito empolgada e pra completar o tempo virou bastante no Rio.

Como de costume, fiz minha viagem anual para Marília (onde estou agora), visita básica ao irmão, cunhada e sobrinhas. Tem sido bons dias de descanso de toda rotina, fora dos assuntos comuns da minha área...simplesmente longe, o que não significa que os problemas e tristezas não estarão nos acompanhando, mas ficam menos pesados.

Esse período de férias, a princípio de merda, serviram para alguma coisa boa: decisões e novos começos!! Sim...enfim deixei um medo de lado e dei um passo importante! Espero concluir o próximo antes de fechar maio e caminhar rumo ao impossível!! Já postei aqui o quanto tenho medo de tentar, medo do fracasso..aliás, tinha!!! Tenho que focar: tinha!

Bem...assim vou eu seguindo nessas férias meio estranhas rumo a trinta dias de nada pra fazer e muito pra fazer ao mesmo tempo.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Tomada de Assalto pelo Tempo!

Mãos ao alto, me passe seus planos!
Renda-se, me dê seus sonhos.
Continue andando, não olhe para trás.
Mas deixe seus objetivos comigo.
Não peça socorro, não grite, apenas prossiga.

Eu sou o tempo, aquele que rouba suas metas
Se você me der brecha.
Aquele que furta suas esperanças se não usá-la
Que tira sua fé, caso a guarde demais.

Use-me a seu favor e serei um bem feitor.
Deixe-me correr livre e serei seu pesadelo!

Sou seu, todo seu! Seja meu dono e não permita
Que eu seja seu senhor!

Tempo...

Aquele que cura, que apaga, camufla, disfarça.
Tempo: que passa devagar para doer mais
Que corre para que aproveite pouco.
Aquele que parece estar sempre contra!
Tempo, aquele trás toda verdade à tona.

Tempo..dê-se tempo para amar
Tempo para irar, sorrir, chorar, festejar,
Se recolher, tempo de calar e de falar.
Já chegaram a conclusão que há tempo para tudo
Então..dê-se tempo!

Você aprende a gostar

Você aprende a gostar
Se acostuma com novas teorias
Se adapta ao outro
Aceita um monte de coisas
Ignora a voz da razão e abafa sua consciência.

Você aprende a gostar
Refaz sua trilha sonora
Descobre novos caminhos
Muda suas perspectivas
E passa a ter o que chamo de  "bom gosto adquirido".

Você aprende a gostar
E abre uma brecha, os braços e o coração.
Abre a mente e expande as emoções
Arruma a casa e os sentimentos
Prepara tudo e conclui "eu te aceito"
Voa alto...

Você simplesmente aprende a gostar.

E como se aprende a "não gostar"?

O que o grande cientista diria de um coração expandido a novos sentimentos, do gosto adquirido, do sentimento desperdiçado? Tudo isso retornaria ao seu tamanho original?

*****

Há bastante tempo sem passar por aqui hein, quase o mês inteiro! Mas, agora meu pc resolveu morrer de vez! Logo, logo resolvo essa pendência. Estou com tantos textos para publicar e uma preguiça de postar via celular!!!

Os dias tem passado bem rotineiros, mal os vejo passando! Só agora acordei para tantas coisas que preciso iniciar ou concluir! E bem..já comecei. Será que até o final de 2014 reduzi minhas pendências? Espero que sim!!

Sabe...as vezes é preciso distância, tempo e maturidade para enxergar os seus dias e o que aconteceu.  E muita força pra deixar pra lá! Uma hora a gente deixa! Tenho sido tão inspirada pelo "tempo"...ele é o dono de tudo! Ele coloca cada coisa no seu lugar, trás toda verdade a público e cura todas as dores!

Abaixo a música tão perfeita da Vanessa da Mata, o CD todo está incrível! Mas essa é quase um mantra!

"Será que é feliz
Não vejo um sorriso verdadeiro por aí
Acostumado a mentir
Quem mente para todos mente para si"

terça-feira, 8 de abril de 2014

Paz

Paz, era tudo o que eu queria! Que minha mente, meu corpo e minha alma ficassem em paz. Ter serenidade no meu agir, calma no falar, tranquilidade para raciocinar. As veze é só isso que precisamos para tocar os dias sem grandes movimentos.
Depois de tanto barulho por nada, eu só quero silêncio, não quero grandes acontecimentos, quero só seguir adiante, ainda há tanto pra fazer.

Preciso deixar alguns medos de fracassar de lado e colocar em prática a caminhada rumo aos meus sonhos, parar de me distrair e trocar sonhos por aventuras, já passei do tempo de agir assim. Preciso ter pés no chão!!!

O pior é que são medos tão bobos...tenho tudo para conquistar! Basta dar o primeiro passo! Já foram quase 4 meses e ainda não me mexi. Há uma lista do ano passado que não cheguei nem a metade, algumas vontades que não param de martelar! Tantas coisas para colocar em ordem! A hora é já!

sábado, 1 de março de 2014

De 0 a 100 em dois minutos

Como é possível ir de 0 a 100 na escala que seria do amor ao ódio? E o que dizer de uma pessoa que se esforça para ser odiada?
Não consigo entender...de repente se tornar uma péssima pessoa, baixa, sem qualquer credibilidade, que faz de tudo para diminuir o próximo para, talvez, se sentir melhor. Isso é doentio.

Minha mente não consegue processar como isso pode ser possível, nunca convivi com esse tipo de gente, nunca passei por essa situação...meu circulo de amigos e familiares é repleto de amor, de fidelidade nos sentimentos e palavras, não sou duas palavras então não sei lidar com esse tipo de comportamento. Não sei ferir intencionalmente e me sinto extremamente magoada quando percebo esse tipo de atitude. Dói, mas eu sei que passa.

Em pouco mais de uma mês fui da admiração ao nojo, do amor ao ódio, pior do orgulho de ter por perto a pena. Sim, pena de saber que existe alguém que precisa conviver consigo mesmo, sendo tão podre e sujo internamente, tendo uma mente tão doente que sufoca e precisa exteriorizar isso em alguém, de preferência nos mais fracos ou indefesos. Um ser composto basicamente de orgulho, maldade, vingança e covardia. Realmente não dá pra esperar grande coisa.

Isso dói em mim, por saber que confiei meus sentimentos, partilhei minhas ideias, me abri para quem não merecia nem mesmo um minuto do meu tempo...alguém que só usurpou o que eu tinha de bom...boas intenções, meu coração aberto, boa fé, ingenuidade e confiança.

Agora, eu só vejo um ser digno de pena que continuará vagando com sua alma vazia e sua mente cheia de perturbações, alguém oco que gosta de ser usado e que só sabe usar. Mas isso já não importa mais, não é da minha conta, não me interessa..apesar de no fundo, no fundo, eu continuar me importando simplesmente por sentir pena.