quinta-feira, 29 de maio de 2014

Quando eu era criança...

Esses dias comecei a lembrar de várias brincadeiras que fazia com meus irmão e amigos quando era criança. Algumas não fazem o menor sentido, outras já são bem conhecidas de todos. Sinceramente eu não sei o que passava na minha cabeça quando era criança...desconfio que minha cabecinha era um grande vazio, cheio de vento! Por que era cada ideia...

Eu e meus irmãos aprontávamos muito e consequentemente acabávamos levando umas belas surras. Esses dias lembrando as histórias com meu irmão do meio chegamos a conclusão que poderíamos ter nos tornado qualquer coisa, revoltados ou coisa assim, mas nada disso aconteceu. Mas também sabemos que as surras não resolviam o problema, por que esquecíamos a dor muito rápido e logo começávamos a fazer tudo de novo.

Vejam bem, eu sou a caçula de dois irmãos (homens), logo eu era a mimadinha do trio. Isso quer dizer que se eu me machucasse seria uma novela, e isso sempre acontecia, e eu sempre queria me enfiar nas brincadeiras deles, e eu era manhosa (confesso).

As brincadeiras eram assim:

* Mamãe foi trabalhar (eu e meus irmãos) objetivo - espancar meus irmãos. Eles ficavam deitados na beliche, embaixo das cobertas (pra doer menos) e eu "saia para trabalhar, quer dizer, saia do quarto e eles começavam a gritar e fazer bagunça. Eu voltava com a colher de pau e descia o sarrafo neles!! A brincadeira era só isso! Óbvio que eu era sempre a mãe, por que: 1 - eu tinha menos força, então minhas pauladas doiam menos e 2 - se eu levasse uma pacada com a colher de pau ia chorar e não teria brincadeira por um bom tempo.

* Sua madrinha é? (eu e meus irmãos) - objetivo - não identificado, mas a brincadeira sempre acabava com os tres embolados saindo no pau. Sempre começava inocente, cada um apontava o defeito da madrinha do outro, coisas físicas ou de personalidade. Só que sempre tinha um que não gostava e aí acabava feio!

* Casinha na rua: gente, casinha é casinha em qualquer lugar. Mas na minha infância, especificamente no período que morei no Caioaba (link) as brincadeiras eram muito elaboradas. Brincar de casinha na rua significava que cada calçada era uma casa, as bikes eram os carros e os meninos participavam como marido (mas sem outras intenções). Eles basicamente ficavam atrapalhando a brincadeira (alguma semelhança com a realidade??). Gostávamos de arrumar tudo com caixotes e os itens que tínhamos de boneca. E era só.

* Malhação: Vamos combinar que Malhação (isso mesmo a novelinha Global) estreou em 1995. Quer dizer, eu tinha 10 anos! E o grande lance era refazer o último episódio, só que as cenas eram contadas do nosso jeito. Isso eu gostava!

* Campeonato de vôlei: Jogávamos como vôlei de praia, só que sem a praia, areia e tudo mais rs. Era em dupla, a rede era um elástico preso de uma extremidade a outra da rua e nossa...passávamos horas jogando.

*Roupa Maluca: Preciso deixar claro que a pessoa que mais brincava comigo de roupa maluca era a Juliana do Fina Flor (conto mesmo). Quando eu falo que as brincadeiras não tinha sentido, é verdade. Essa é uma das brincadeiras que não faziam sentido. Eu explico:  a brincadeira consistia em vestir TODAS as roupas velhas suas, da mãe, da vó, de qualquer pessoa, de uma vez. Pensa: vestido de festa caipira com a saia de um vestido de dama de 15 anos, com chapéu e lenço tudo junto? Era só isso. 

Fora essa brincadeiras sem nexo tinham as padrões, pique esconde, polícia e ladrão, pique pega, porém valia correr em qualquer rua do Bairro, isso significa que a brincadeira se estendia mais que o necessário e a gente acaba correndo por horas.

Lembro da febre do patins roller. Como lá em casa eramos 3 e só dava pra comprar 1 patins o meu era bem "unissexo" preto de tiras azul e cinza, além de enorme. Mas quem liga?? Eu andava o dia inteiro. A sensação era ir patinar na quadra do Brizolão que era bem lisinha.

Tive uma infância bem estendida, considerando que aos 14 anos eu ainda brincava com a maioria dos meus brinquedos, assistia Chiquititas e ouvia Xuxa só para os baixinhos, bem...eu não era uma adolescente muito pra frente. Lembro da minha infância com saudade, apesar de não ter sido a melhor época da minha vida. Mas a época da inocência e da ignorância sobre como o mundo é de fato, o torna feliz.

sábado, 17 de maio de 2014

Infância e outras coisas

Passar um tempo rodeada de crianças tem suas vantagens. Quem mais, além de inocentes crianças conseguiriam levar os dias de paz onde a única preocupação é ir para a escola, brincar de Barbie, jogar uma boa partida de uno e dormir? Crianças não se preocupam com nada! Eu sei que não estou contando uma super novidade! É que isso lembra a minha própria infância!

Estava pensando como passei uns bons 12 anos de ignorância total! Não me importava com nada que estava acontecendo nesse mundo que é louco desde sempre! Hoje, pensando em retrospectiva, sei exatamente os grandes problemas que passei em casa, sim, me lembro de todos, mas não sei o que acontecia no mundo e acho que a inocência da infância me protegia do sofrimento, eu não tinha a menor ideia da seriedade do que estava acontecendo.

Não lembro quase nada de fato histórico, político, social, econômico ou cultural da minha infância, nada mesmo! É como uma grande lacuna onde só constam brincadeiras, amigos, risada e palhaçadas. Lembro de cada conversa, brincadeiras, como eram as regras, até que horas ficávamos na rua, o que cada um gostava de ser na nossa "Malhação" inventada e é só isso que preenche minha memória. Ah claro, lembro de cada programa infantil, das novelinhas e tudo mais.

Crianças são só ingenuidade. Lembro dos meus sonhos infantis, achava que aos 18 seria adulta e aos 28 uma velha casada e cheia de filhos. E vejam só ainda hoje acho que aos 38 serei adulta e com 48 uma velha casada e cheia de filhos. Será que realmente perdi a ideia fantasiosa sobre a vida adulta? Tenho minhas dúvidas.

***

Estou aqui só passando tempo e tentando não dormir cedo,amanhã terei uma longa viagem de ônibus de volta para o Rio e não estou preparada psicologicamente para passar 12h sentada no "de volta pra minha terra". Também não estou preparada para voltar pra minha casa, minha rotina e tudo mais. Ah claro, estou com saudade do meu cantinho mas sei lá. Tem horas que a vontade é avançar no tempo e como não é possível a gente vai levando...só que apenas levar não basta

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Para quando o susto não tem dimensão, para quando a dor não tem limite e para quando a decepção não tem fim...chora que passa.

Para quando o passado não tem mais graça, contar a velha história só te causa vergonha e tudo ficou cinza, esqueça.

Para quando os planos mudarem e os sonhos estivem andando do outro lado da rua, mude.

Nunca é tarde para recomeçar, seja lá o que for que você deixou de lado. Pode ser um curso de idiomas, um grande investimento ou a louca vontade de aprender a cozinhar. Não é o tamanho dos seus projetos que vão determinar o quanto ele é importante para você. Eles só podem ser dimensionados por si mesmo.

As vezes só precisamos exercer o poder de resolução. Ora, não enrole, não coloque seus medos a frente dos seus sonho, planeje mas não fique apenas nisso. Dê o primeiro passo, mesmo que signifique sair para conseguir informações, muitas vezes isso é tudo. Mexa-se. E não perca tempo relatando seus propósitos para qualquer um, se servir a dica, não conte para ninguém. Faça mais e fale menos. Infelizmente não são todos a nossa volta que se contentam com a nossa vitória.

Hoje, mais do que nunca, estou escrevendo para mim!!! Apesar dos sustos, vida que segue.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Ninguém tem o direito

Entre as muitas coisas que uma pessoa não pode fazer a outra é brincar com seus sonhos e anseios. Mexer com o que há de mais puro em um ser humano. Nossos sonhos são intocáveis, castos e inocentes. Sobrevivem da fé que temos que um dia viveremos como sempre almejamos.
Ninguém tem o direito de brincar com isso.
Ninguém tem o direito de entrar em uma área tão restrita, por mais que as vezes nós mesmos estejamos abrindo espaço e convidando o "inimigo" para ler nossos projetos. Tudo bem, leia, mas não venha tecer comentários maldosos, não  tente mudá-los, não tripudie.
Só acho que ninguém tem o direito de entrar em uma vida se não for para fazer diferença, e veja bem, fazer diferença não é mudá-la. Não! É acrescentar, óbvio, mesmo porque ninguém tem o direito de tirar nada da vida de alguém. Até o tempo que se tira daremos conta. Então chegue para somar. 
Ninguém tem o direito de estragar sua trilha sonora preferida isso é maldade além da conta.
Ninguém tem o direito de bagunçar sua rotina, seus sentimentos, sua cabeça.
Isso não é certo, não é justo.
Mas o fato é que há poucas pessoas preocupadas com direitos e deveres e vão tocando o barco sem se preocuparem a que custo está sendo levado.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Férias e outras coisas

Nem acredito que o tão esperado período de descanso remunerado, também chamado de férias, chegou!!

Desde que entrei para o Cinema que passei a planejar muito bem minhas férias, afinal de contar, foi lá que descobri o que era trabalho e porque precisamos descansar após 12 meses de tarefas árduas. Então, tirar férias passou a ser, além de descanso, um mês de curtição. Veja bem, há quase quatro anos não tenho finais de semana completos se de descanso, feriados muito menos. Então "folgar" significa muito pra mim.

No entanto, essas férias foram as mais micadas que tive. Primeiro porque sai da zona de conforto do mês de junho que sempre foi meu padrão e por causa de planos com terceiros mudei meu mês para março.  Montei todo roteiro e antes de concluir os planos tudo foi por água a baixo. Ok, é de se pensar que eu teria aprendido e não faria isso novamente. Só que não.

Passado mais um tempo, entrei de "gaiato no navio" e refiz os planos, agora com "quartos" e mudei para maio (outro mês nada legal para férias).  E foi tudo de novo, planos ralo abaixo!!! Sendo assim, chegaram as férias e não tinha nada em mente, programado ou vontade de fazer qualquer coisa!!!

O que mudou um pouco foi o papo com um amigo que me convenceu a fazer alguma coisa e foi assim que fechei alguns dias na Ilha Grande, mas confesso que ainda não estou muito empolgada e pra completar o tempo virou bastante no Rio.

Como de costume, fiz minha viagem anual para Marília (onde estou agora), visita básica ao irmão, cunhada e sobrinhas. Tem sido bons dias de descanso de toda rotina, fora dos assuntos comuns da minha área...simplesmente longe, o que não significa que os problemas e tristezas não estarão nos acompanhando, mas ficam menos pesados.

Esse período de férias, a princípio de merda, serviram para alguma coisa boa: decisões e novos começos!! Sim...enfim deixei um medo de lado e dei um passo importante! Espero concluir o próximo antes de fechar maio e caminhar rumo ao impossível!! Já postei aqui o quanto tenho medo de tentar, medo do fracasso..aliás, tinha!!! Tenho que focar: tinha!

Bem...assim vou eu seguindo nessas férias meio estranhas rumo a trinta dias de nada pra fazer e muito pra fazer ao mesmo tempo.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Tomada de Assalto pelo Tempo!

Mãos ao alto, me passe seus planos!
Renda-se, me dê seus sonhos.
Continue andando, não olhe para trás.
Mas deixe seus objetivos comigo.
Não peça socorro, não grite, apenas prossiga.

Eu sou o tempo, aquele que rouba suas metas
Se você me der brecha.
Aquele que furta suas esperanças se não usá-la
Que tira sua fé, caso a guarde demais.

Use-me a seu favor e serei um bem feitor.
Deixe-me correr livre e serei seu pesadelo!

Sou seu, todo seu! Seja meu dono e não permita
Que eu seja seu senhor!

Tempo...

Aquele que cura, que apaga, camufla, disfarça.
Tempo: que passa devagar para doer mais
Que corre para que aproveite pouco.
Aquele que parece estar sempre contra!
Tempo, aquele trás toda verdade à tona.

Tempo..dê-se tempo para amar
Tempo para irar, sorrir, chorar, festejar,
Se recolher, tempo de calar e de falar.
Já chegaram a conclusão que há tempo para tudo
Então..dê-se tempo!

Você aprende a gostar

Você aprende a gostar
Se acostuma com novas teorias
Se adapta ao outro
Aceita um monte de coisas
Ignora a voz da razão e abafa sua consciência.

Você aprende a gostar
Refaz sua trilha sonora
Descobre novos caminhos
Muda suas perspectivas
E passa a ter o que chamo de  "bom gosto adquirido".

Você aprende a gostar
E abre uma brecha, os braços e o coração.
Abre a mente e expande as emoções
Arruma a casa e os sentimentos
Prepara tudo e conclui "eu te aceito"
Voa alto...

Você simplesmente aprende a gostar.

E como se aprende a "não gostar"?

O que o grande cientista diria de um coração expandido a novos sentimentos, do gosto adquirido, do sentimento desperdiçado? Tudo isso retornaria ao seu tamanho original?

*****

Há bastante tempo sem passar por aqui hein, quase o mês inteiro! Mas, agora meu pc resolveu morrer de vez! Logo, logo resolvo essa pendência. Estou com tantos textos para publicar e uma preguiça de postar via celular!!!

Os dias tem passado bem rotineiros, mal os vejo passando! Só agora acordei para tantas coisas que preciso iniciar ou concluir! E bem..já comecei. Será que até o final de 2014 reduzi minhas pendências? Espero que sim!!

Sabe...as vezes é preciso distância, tempo e maturidade para enxergar os seus dias e o que aconteceu.  E muita força pra deixar pra lá! Uma hora a gente deixa! Tenho sido tão inspirada pelo "tempo"...ele é o dono de tudo! Ele coloca cada coisa no seu lugar, trás toda verdade a público e cura todas as dores!

Abaixo a música tão perfeita da Vanessa da Mata, o CD todo está incrível! Mas essa é quase um mantra!

"Será que é feliz
Não vejo um sorriso verdadeiro por aí
Acostumado a mentir
Quem mente para todos mente para si"

terça-feira, 8 de abril de 2014

Paz

Paz, era tudo o que eu queria! Que minha mente, meu corpo e minha alma ficassem em paz. Ter serenidade no meu agir, calma no falar, tranquilidade para raciocinar. As veze é só isso que precisamos para tocar os dias sem grandes movimentos.
Depois de tanto barulho por nada, eu só quero silêncio, não quero grandes acontecimentos, quero só seguir adiante, ainda há tanto pra fazer.

Preciso deixar alguns medos de fracassar de lado e colocar em prática a caminhada rumo aos meus sonhos, parar de me distrair e trocar sonhos por aventuras, já passei do tempo de agir assim. Preciso ter pés no chão!!!

O pior é que são medos tão bobos...tenho tudo para conquistar! Basta dar o primeiro passo! Já foram quase 4 meses e ainda não me mexi. Há uma lista do ano passado que não cheguei nem a metade, algumas vontades que não param de martelar! Tantas coisas para colocar em ordem! A hora é já!

sábado, 1 de março de 2014

De 0 a 100 em dois minutos

Como é possível ir de 0 a 100 na escala que seria do amor ao ódio? E o que dizer de uma pessoa que se esforça para ser odiada?
Não consigo entender...de repente se tornar uma péssima pessoa, baixa, sem qualquer credibilidade, que faz de tudo para diminuir o próximo para, talvez, se sentir melhor. Isso é doentio.

Minha mente não consegue processar como isso pode ser possível, nunca convivi com esse tipo de gente, nunca passei por essa situação...meu circulo de amigos e familiares é repleto de amor, de fidelidade nos sentimentos e palavras, não sou duas palavras então não sei lidar com esse tipo de comportamento. Não sei ferir intencionalmente e me sinto extremamente magoada quando percebo esse tipo de atitude. Dói, mas eu sei que passa.

Em pouco mais de uma mês fui da admiração ao nojo, do amor ao ódio, pior do orgulho de ter por perto a pena. Sim, pena de saber que existe alguém que precisa conviver consigo mesmo, sendo tão podre e sujo internamente, tendo uma mente tão doente que sufoca e precisa exteriorizar isso em alguém, de preferência nos mais fracos ou indefesos. Um ser composto basicamente de orgulho, maldade, vingança e covardia. Realmente não dá pra esperar grande coisa.

Isso dói em mim, por saber que confiei meus sentimentos, partilhei minhas ideias, me abri para quem não merecia nem mesmo um minuto do meu tempo...alguém que só usurpou o que eu tinha de bom...boas intenções, meu coração aberto, boa fé, ingenuidade e confiança.

Agora, eu só vejo um ser digno de pena que continuará vagando com sua alma vazia e sua mente cheia de perturbações, alguém oco que gosta de ser usado e que só sabe usar. Mas isso já não importa mais, não é da minha conta, não me interessa..apesar de no fundo, no fundo, eu continuar me importando simplesmente por sentir pena.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Perdida

Mais perdida que cego e tiroteio não estou entendendo a confusão que me meti, ou que fui jogada. Já perdi o senso crítico de tudo!

Você pensa que está fazendo tudo certo, que se esforçar é o suficiente, tentar ignorar os fatos mais irritantes que te acontecem e engolir a seco o mal que lhe causam será bom o bastante, mas não é!

E aí que sempre surge um caso, um motivo para maltratar mais. Parece que é de propósito, que o motivo é para efetivamente causar raiva. Isso me deixa magoada. Tanto tiro, porrada e bomba por nada. Muito barulho por nada!

Assim começo a entrar no estado que saí há pouco tempo: aquele que me sinto idiota e burra. Onde ainda uma vez me dediquei sozinha e atoa a merda nenhuma. Já estou cansada dessa coisa de me jogar, aceitar e acreditar em tudo e todos. Cansada de acreditar que "agora vai" e no final eu vou sozinha. 

Não quero me sentir assim, não posso e não mereço. Mas o coração está ficando pequenininho de novo, lacrado no fundo do peito mais uma vez e com toda certeza, eu não fiz por merecer. E a minha vontade é gritar até perder a voz, tudo que está engasgado aqui no peito, mas só de pensar percebo que não vale a pena gastar palavras...não vale.

Preciso aprender que nem todo mundo sabe receber o bem que lhe é ofertado. Quem sempre se serviu de lixo não sabe apreciar o luxo. Quem está acostumado com migalhas se farta com qualquer bucado. Não sou mulher de sentimentos mendigados, não sei ofertar pouco de mim, ou é tudo ou nada. Não sei gostar pouco, me doar pouco, aceitar pouco. Ninguém merece ser só um pouco.

Talvez aí esteja meu erro.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Canoa Furada

Nem sempre estamos no controle da situação. Nem sempre podemos gritar o quanto uma pessoa está sendo burra e tomando todas as decisões erradas!

Como eu queria abrir a sua cabeça e colocar dentro dela tudo o que penso, a força. 

É estranho assistir uma cena do qual deveria fazer parte, mas está apenas como expectadora. Vendo todas as merdas acontecendo sem poder interferir, sem poder falar. É como estar em um sonho onde sua voz não sai. Parece aqueles casos de quando somos crianças e contamos para os adultos o que houve e ninguém acredita em nós.

Ver toda essa merda acontecendo debaixo do meu nariz sem poder fazer nada é doloroso. Ver como as pessoas podem ser más, como desejam o mal ao próximo, influenciam tantos outros inocentes e mexem com uma cabeça fraca é triste. Mas chega um momento que não resta mais nada, nenhuma palavra, nenhuma ação. É só deixar o barco seguir seu rumo.

E pra quem disse que não era canoa furada, está me saindo um belo barquinho sem remo!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O que eu faço?

E agora o que eu faço com meus planos? Melhor, o que eu faço com os nossos planos? Eram todos seus e pra você.

O que eu faço com esse sentimento latente batendo em meu peito tão forte que chega a doer? O que eu faço com essa sensação de história mal contada que quer ter outro final...um que seja feliz. O que eu faço com essas lágrimas que ficam caindo sem eu querer que elas saiam. 

Aonde eu guardo todo ânimo, todo carinho e bem querer que estavam aqui só pra você? O que eu faço de mim? O que eu faço com o nó na garganta e com o nós que virou apenas eu. Meio eu, quase nada eu...

Como refaço meu coração despedaçado que ousou pular de tão alto só dessa vez. Como desfaço meus sonhos guardados pra você? O que eu faço com suas promessas, palavras tão nuas que tão facilmente brotava e morria nos meus ouvidos sempre atentos?

O que eu faço agora que sou só eu e esse vazio que tem a sua marca. Ninguém vai preencher...não há outro como você, sempre vai sobrar ou faltar...seus traços são bem peculiares.

Pra quem vou contar aquela piada idiota que só você sabe completar e rir como se fosse a primeira vez. Aliás, você disse que sempre seria como a primeira vez, não lembro de ter me deixado na primeira vez.

Pra quem vou estalar os lábios, fazer bico, encenar uma raiva dramática, fazer um drama por minuto, ameaçar jogar tudo pro alto só pra fazer as pazes??

Como posso ouvir nossa música e não ter sua mão quentinha para embalar a minha. E esse sorriso bobo, largo e iluminado que sempre me sorri apertado ao sinal de qualquer palhaçada.

Eu não quero fazer nada disso pra mais ninguém...então deixa esse orgulho de lado, abre sua mente e veja que estou aqui, por mim e por você. 




sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Carta na garrafa

Se eu pudesse estar com você agora te diria como tudo isso vai passar num piscar de olhos. Sim, estaria mentindo, mas amenizaria as dores e os pavores da sua mente.

Se com você estivesse agora te abraçaria bem devagarinho para não assustar mais, pra não balançar mais, para não fazer o seu ar já tão rarefeito faltar ainda mais.

Se por perto estivesse te lembraria de tantos planos futuros feitos há dias atrás, esconderia esses monstros que te apavoram no fundo do armário junto com o passado tão presente, mas bem camuflado.

Se por perto me quisesse te faria rir até sua barriga doer, só pra amenizar essa dor que sente por antecipação. Faria qualquer coisa para te ver sorrir como no primeiro dia em frente ao mar. Como no segundo dia debaixo daquela lua indecente que ficava tomando conta de nós.

Se ao menos me chamasse nesse momento que está tão frágil eu te diria o quanto é forte, por querer suportar tudo isso sozinho, também reforçaria o quanto é idiota por não querer dividir comigo suas dores. Não posso curá-las, mas teria um enorme prazer em amenizá-las.

Meu coração se parte por saber que não está bem. Se faz em pedacinhos por não confiar em mim para aguentar seus demônios. Já os vi, já os conheci, eles vão embora junto com as lágrimas de exaustão. E não é feio, nem pecado, muito menos fraqueza chorar. Só conheço esse meio de colocar pra fora tudo que fere, incomoda, sufoca e nos abate. Chorar lava a alma. Deveríamos chorar mais.

Você me faz querer ver o mundo com seus olhos. Me dá um folego para o novo que nunca tive, me trás a curiosidade de uma criança e a alma leve de um monge. Não tem peso, não tem dúvida, só paz. Mesmo com todas as suas contradições e conflitos, ainda sim há paz.

Perto não posso estar, lhe dizer o que sinto também não...sigo aqui conversando com o mundo digital que pouco se importa com você ou comigo.

Não sei do que estou falando

Se relacionar é algo extremamente complicado, independente do tipo de relacionamento.

Entre familiares que conhecemos desde que nos entendemos por gente, é difícil. Com amigos que conhecemos há pouco é complicado e agora estou sofrendo com um relacionamento amoroso.

Se relacionar exige compreensão total, aceitar o outro do jeito que é, não exigir o impossível, estar aberto a novos pontos de vista, considerar o outro como parte de si, parte dos seus planos, aliás requer refazer planos. É puxado, é pesado as vezes, mas dividir esse peso ainda parece a melhor opção.
 
De repente você se vê frágil com a menor possibilidade de deixar tudo de lado. E assim, como um simples querer que vai se modificando com o tempo, mesmo que pouco tempo.
 
Se relacionar exige doação sem interesse, fazer o bem sem colocar na conta, estender a mão, oferecer o ombro, ser o apoio e a mola que impulsiona o outro pra frente.
 
Não é nada fácil. Muitas vezes as palavras faltam quando deveriam brotar e rolam quando deveriam calar. Desfazer interpretações errôneas então...
 
Exige um pouco de mudança, não pelo outro, mas por si mesmo. É duro perceber que ser quem você te sido por toda a vida talvez te afaste de quem se gosta. As vezes é preciso mudar, não pra agradar ou moldar-se ao outro, mas para que esteja preparado para acolher o outro coração, pra que o caminhar junto seja algo em sintonia e leve. Será preciso deixar muito orgulho de lado e toda necessidade de ter sempre a razão também. Será mais que necessário não fazer questão da última palavra. E aí, sem querer você se torna sábio.
 
Há um discurso padrão que segue por aí: quando não estamos procurando é que encontramos. Seja lá o que for...um chinelo perdido ou o amor da sua vida.
 
Quando estamos distraídos por aí é que encontramos um disposto a compartilhar sua risada, tempo, histórias, dramas, sentimentos, medos, sonhos, projetos malucos, um puf e um console! Seja lá o que for, quando dois dispostos se atraem é tudo de bom. Não são só flores, mas os espinhos são menos doloridos.
 
Só posso dizer que quando você pensa pra frente e é essa pessoa que consta nos seus planos, você já pode ficar em paz, o amor chegou pra valer.
 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Um dia após o outro

Se há um tempo atrás eu tinha vontade de escrever sobre a falta de riso e o meu péssimo humor, hoje só quero escrever sobre a alegria que você me trás.

Não quero pintar o mundo de rosa e dizer que tudo "são flores". Mesmo porque não é. Há muitos espinhos que eu mesma solto por aí, outros que me pegam de surpresa, mas se tiver com quem passar por esses espinhos dolorosos, tudo fica mais tranquilo.

Há planos que não quero fazer, mas eles surgem. Há histórias que não quero contar pra mais ninguém.  Há momentos que não quero dividir com mais ninguém.

Depois que as músicas de dor de cotovelos pararam de fazer sentido pra mim entendi que não tem graça gostar sozinho, não é legal se apaixonar perdidamente, esse papo de perder a cabeça não tem nada a ver com amor.

Quando gostamos queremos estar junto sem pressão, joguinhos, mentiras, "ses",dúvidas...essas coisas não podem entrar na equação do amor. Só dá pra ter amizade, simplicidade, harmonia, muito risada, cumplicidade, jogo aberto, diálogo sempre, cartas na mesa, nada de joguinhos, nada de fazer tipo.

E eu aqui escrevendo isso enquanto assisto uma serenata online. Aí eu esqueço o que ia falar. Deixa pra lá!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Vivendo um clichê

Sumida do blog, sumida de tantos lugares! Ando por aí vivendo um clichê, cheia de orgulho, toda boba, cheia de ânimo, cheia de vida, apesar de cansada.

Sabe aquele papo de "quando é pra acontecer, acontece"? Pois bem, estou vivenciando esse clichê e nem sei dizer como isso aconteceu! Ando meio Chicó "não sei, só sei que foi assim".

É que de repente os dispostos se atraem, se esbarram e resolvem compartilhar seus medos, suas bobeiras, risadas, problemas, soluções, afeto. De repente estamos dispostos a receber, a dar a compartilhar nem esperar nada em troca.

Um amiga me disse há muito tempo atrás que é muito diferente gostar de quem gosta da gente, assim de graça. E é mesmo. É diferente e é bom! Viver cada dia como se fosse o primeiro, simplesmente sem joguinhos, sem terceiras intenções, sem querer sacanear ou impressionar ninguém. Viver para agradar e ser agradada. É bom olhar pra trás e saber que tudo o que aconteceu antes foi estágio, passageiro e um preparo para o que viria agora.

É bom estar feliz por ter alguém pra segurar sua mão e seu sorriso. Alguém que compartilha as mesmas piadas, que torna o tempo relativo. Que transforma dias em meses e futuro em algo tão próximo.

É bom se apaixonar, mas é melhor ainda quando é reciproco. É perfeito falar a mesma língua, sentir conforto e segurança, vivenciar o sentimento sem neuras, sem cobranças...simplesmente viver e sentir. É bom ouvir uma música melancólica e descobrir que ela não faz mais sentido pra você. Delícia.

2014 começou muito bem. Espero que ele me surpreenda mais ainda.

Deixo uma musiquinha que já adotei como trilha...

"E que o verão no seu sorriso nunca acabe
E aquele medo de viver
Um dia se torne um grande amor
Vou te falar, mas acho que você já sabe
Você apaixonou, alucinou, descompassou
Meu coração"

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Seja você

Seja você, sem máscaras, sem papéis para interpretar. Seja você 100% do tempo, seja autêntico, não se limite a ser quem o mundo quer, porque o mundo passa! As pessoas passam, e o que fica é o seu interior, aquele ser conflitante que briga diariamente para se libertar! 
Seja você até mesmo quando estiverem te vendo! Não dá pra representar pra sempre! Se quiser sofrer, sofra! Se quiser se sentir feliz com idiotices, sinta-se. Permita-se. Viva! No final das contas é só você e você mesmo. 
É você quem tem que se aturar naqueles dias maus que não há companhia, não há ombro, não há ouvido! Só o seu coração e pensamentos zunindo na sua cabeça. Então, chega de perder tempo tentando ser o que os outros desejam. 
Porque no fundo, estão apenas desejando que o outro seja o reflexo de si mesmo, aquele que as pessoas tem vergonha de expor. Chato, marrento, brigão, melancólico, chicletinho, carente de abraço, tagarela, mimado, extrovertido, acanhado, intelectual, meio lesado, desatento e detalhista! Todos aqueles contrastes que compõem um típico e estranho ser humano. Mas não esqueça: seja você.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Contando histórias

Sabe, ando por aí contanto nossa história. Isso mesmo, aquela história que não aconteceu e que muito menos deu certo!

sábado, 4 de janeiro de 2014

Em 2013...

Fim de ano, passagem ano, confraternizações, gastos excessivos, quilos a mais, tudo sempre se repete. Entra ano e sai ano estamos lá fazendo planos, prometendo isso, prometendo aquilo.

Passei por 2013 meio voada, sem me dar conta de tantas coisas que aconteceram. Recebi tantas bençãos e fui ingrata em não agradecer nem a metade! Deixei pra trás coisas tão importantes, crenças, desejos, sonhos, ideais, pessoas...

Percorri 2013 como quem anda sem rumo e mesmo assim alcancei lugares inimagináveis conquistei muito, mesmo sem me dar conta. Tenho a péssima mania de minimizar minhas conquistas e muitas vezes a mim mesma. Quantas vezes ouvi pessoas surpresas com algo que fiz que para mim era banal? De repente não dou valor...

Em 2013 deixei muita gente para trás e acolhi tantas outras. Tive a oportunidade de me sentir tão triste por um amigo e tão feliz pelo mesmo amigo. Sabe, as vezes a amizade dói na alma, para nos mostrar que amar um amigo está além de querer sair junto, fazer passeios, compras ou curtir as futilidades da vida. Amar um amigo é sentir a sua dor, é chorar e se alegrar com ele. É tentar ser a sua fortaleza quando ele está aos pedaços, é lembrar dele e desejar do fundo do seu coração que esteja bem, de verdade! É perguntar como vai querendo saber a resposta nos detalhes só pra ter certeza de que ele realmente está bem. Amar um amigo é além do "oi-tudo-bem-como-vai", muito além. 2013 me ensinou isso.

No ano passado descobri que tenho amigos que não sabia que eram meus amigos. Que gostam de mim como sou, com meus MUITOS defeitos, jeito chato de ser, mandão, irritadiço, amigos que entendem que tudo isso é falta de amor, mas que estranho...por tudo isso eu os amo.

Saí de 2013 fechando a porta, encerrando ciclos, dizendo até logo, guardando sentimentos, me enchendo de planos, desejando apenas ter coragem para conquistar tudo! Com 2013 descobri que tenho medo de dar tudo certo!!! Incrível, mas é medo mesmo. Tenho tudo para alcançar o que desejo, mas aí vem um medo estranho e me paralisa! Então eu só quero ter coragem para conquistar!!!

Pisei em 2014 sentimentalmente cansada...cansada de expor, correr atrás, tentar sem sucesso. Então já avisei pro novo ano que está tudo fechado para balanço. Que minhas forças estarão direcionadas para outro rumo. Há tanto lá fora me esperando...365 oportunidades de um novo ano. Que 2014 nasça com muitos risos, poucos choros, muitos abraços e pouco adeus, muitos encontros e reencontros, muitas páginas escritas e poucos rascunhos...

2013 foi bom enquanto durou, 2014 vem que te espero de braços abertos!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Sem choro, sem lágrima

Sabe aquele papo de, quem muito se ausenta, deixa de fazer falta!
E é assim mesmo.
Estou vendo a cena se repetir, não importa de onde são
Os babacas, sempre agem do mesmo jeito!
A única diferença agora é que eu não chorei.
Doeu, mas não chegou a transbordar de dor.
Está tudo conforme o script
Muito silêncio = a merda acontecendo!
Muita ausência significa o partir de um covarde que não quer dar tchau.
Um gelo para aqueles que não aguentam o calor do sentimento alheio
Um pouco de silêncio para os que falam demais!
Um pouco de credibilidade aos que falam sobre o que não podem cumprir!
É tão ruim ver uma boa imagem se desfazendo
Não gosto da sensação de que foi tudo mentira
Odeio me sentir enganada.
É insuportável ver um fraco fugindo, mudando de ideia e saindo pela tangente, só pra não ficar mal.
E mais uma vez, vejo a história se repetindo, com apenas uma diferença: meus planos não foram deixados de lado!
Porque não importa com quem, nem quando. O que importa é que irei realizá-los, simplesmente porque a pessoa mais importante para isso ainda está de pé: eu!
O grande problema é que vou realizá-lo lembro que era pra você estar lá! Mas, não vou ficar triste por isso, pois terei a certeza de que quem perdeu uma grande oportunidade não fui eu!